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Detran/TO explica como indicar o “Real Condutor” do veículo e transferir automaticamente os pontos para CNH de quem está dirigindo em caso de multa

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Os proprietários veiculares que possuem algum parente ou amigo que faz uso constante do veículo podem realizar o serviço de indicação do principal condutor.

Este serviço se trata do cadastro prévio do condutor habitual do automóvel para que as infrações cometidas sem abordagens, como multas de radar, sejam direcionadas automaticamente à Carteira Nacional de Habilitação (CNH) dele e não do proprietário, sem que haja a necessidade de interpor recurso de multas por parte do dono do veículo.

O Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO) informa que o serviço está disponível de forma online e gratuita pelo aplicativo CNH do Brasil.

Como posso fazer isso?

 

  1. Entrar no aplicativo CNH do Brasil e acessar a aba “veículo”;
  2. Clicar no veículo utilizado por outro pessoa, que terá a placa e o modelo informado;
  3. Clicar em “principal condutor”;
  4. Informar o CPF do condutor habitual;

 

Logo após o cadastro, o real condutor irá receber um e-mail ou uma notificação no aplicativo dele e deve clicar em “aceitar” a notificação para efetivar o registro.

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O que acontece depois que ele aceita?

Assim que o castrado é finalizado, com o aceite do real condutor, a pontuação das multas da habilitação irá para ele e não mais ao proprietário, sem a necessidade de realizar o processo de indicação do infrator com apresentação de defesa ou recurso.

A partir de agora todas as multas irão para ele?

Infrações de trânsito relacionados às condições e estruturas do veículo, como pneu careca, farol queimado e licenciamento atrasado, são de responsabilidade do proprietário, não podendo ser transferidas ao real condutor.

Multas passadas

As infrações cometidas pelo real condutor antes da efetivação do registro não entram neste processo. Neste caso, o proprietário deverá fazer a indicação do real infrator, dentro do prazo de 30 dias, com apresentação de recurso no Detran/TO.

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Romaria do Senhor do Bonfim em Natividade reúne fiéis e movimenta fé, cultura e economia no Tocantins

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Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.

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Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.

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