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Agência de Metrologia fiscaliza comércio têxtil e orienta consumidores sobre compras de roupas

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Durante toda esta semana, a equipe técnica da área da Qualidade da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM), órgão delegado do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), realiza ações de fiscalização em estabelecimentos comerciais que vendem produtos têxteis. A operação contempla itens como blusas, blazers, ternos, vestidos, roupas de cama, cobertores e outros artigos do segmento.

A etiqueta é um item obrigatório em produtos têxteis e reúne informações fundamentais para orientar o consumidor tanto no momento da compra quanto durante o uso da peça. É por meio dela que se identificam dados como a composição do tecido, o país de origem, o tamanho e os cuidados necessários para a conservação — fatores que influenciam diretamente a durabilidade do produto e a segurança do consumidor.

O presidente da AEM, Denner Martins, destaca que a fiscalização tem como objetivo garantir o cumprimento da legislação vigente. “A etiqueta vai muito além de um detalhe. Ela funciona como a verdadeira carteira de identidade da roupa. Todas as informações obrigatórias devem estar presentes em peças masculinas, femininas e infantis, assim como em produtos de cama, mesa e banho e demais artigos têxteis. Além disso, é fundamental que estejam sempre legíveis”, reforça o gestor.

A ausência dessas informações, além de configurar irregularidade, pode dificultar a identificação de materiais que causam reações alérgicas em pessoas sensíveis.

Informações obrigatórias do produto

Mais do que um detalhe, a etiqueta reúne dados essenciais que garantem transparência e segurança ao consumidor. De forma geral, devem constar:

  • Composição do tecido, com a indicação das fibras utilizadas (como algodão, poliéster, elastano, entre outras) e seus percentuais;
  • País de origem, com expressões como “Fabricado no Brasil”, “Feito no Brasil” ou “Indústria Brasileira”;
  • Tamanho ou dimensão, conforme o tipo de produto;
  • Instruções de conservação, incluindo orientações sobre lavagem, alvejamento, secagem e passadoria;
  • Identificação do fabricante ou importador, com nome, razão social ou marca registrada.
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Conferir essas informações antes da compra ajuda a evitar transtornos futuros e garante que o produto atenda às necessidades do consumidor.

“100% algodão”: atenção redobrada

Um caso comum no mercado é o de peças anunciadas como “100% algodão”. O Inmetro orienta que o consumidor sempre confirme essa informação na etiqueta de composição. Pela regulamentação, a expressão “100%” só pode ser utilizada quando o produto contém uma única fibra, dentro de uma tolerância técnica limitada e justificável, sem induzir o consumidor ao erro.

Símbolos e cuidados com a conservação

As instruções de conservação são obrigatórias e podem ser apresentadas por meio de símbolos, textos ou ambos. Esses símbolos funcionam como um guia prático para evitar danos às peças. Entre os principais, estão:

  • Bacia com água: indica o tipo de lavagem e, quando acompanhada de um número, a temperatura máxima permitida;
  • Triângulo: informa se o uso de alvejante é permitido;
  • Quadrado: orienta sobre o tipo de secagem;
  • Quadrado com círculo: indica secagem em tambor e a temperatura adequada;
  • Ferro: mostra se a peça pode ser passada e em qual temperatura;
  • Círculo: indica lavagem a seco ou limpeza profissional.
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Preserve as informações antes de remover a etiqueta

Caso a etiqueta cause desconforto durante o uso, a recomendação é preservar as informações antes de removê-la. Uma alternativa simples é fotografar a etiqueta — frente e verso — e manter o registro no celular. Dessa forma, o consumidor continua tendo acesso às orientações de conservação e aos dados do produto.

Produtos sem etiqueta ou com informações incompletas, ilegíveis ou incorretas devem gerar desconfiança, pois podem indicar irregularidades.

Vestuário infantil exige atenção especial

No caso de roupas infantis, os cuidados devem ser ainda maiores. Para crianças de 0 a 7 anos, o Inmetro alerta sobre elementos como cordões, capuzes, botões e adereços que podem se soltar ou prender em objetos, aumentando o risco de acidentes. É fundamental verificar a fixação desses componentes e priorizar peças que apresentem informações claras, completas e legíveis.

Onde denunciar irregularidades ou registrar acidentes

Ao identificar irregularidades, o consumidor pode entrar em contato com a Ouvidoria do Inmetro, pelo telefone 0800 285 1818 (segunda a sexta-feira, das 9h às 17h), ou diretamente com a Ouvidoria da AEM, pelo e-mail [email protected], pelo telefone/WhatsApp (63) 99973-5520, ou pelo site www.to.gov.br/aem, no link “Ouvidoria”.

Em caso de acidente de consumo relacionado a produtos têxteis, o registro pode ser feito no Sistema Inmetro de Monitoramento de Acidentes de Consumo (Sinmac).

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Governo do Tocantins recebe com alegria a representação do estado pela primeira indígena Karajá no Miss Brasil Mundo

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O governo do Tocantins recebeu com alegria a notícia da conquista da candidata Tainá Marrirú, primeira indígena Karajá que vai representar o estado no concurso de beleza Miss Brasil Mundo. Nesta terça-feira, 27, a Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais do Tocantins (Sepot) amanheceu vibrante com a conquista da candidata, que se destaca também pela sua formação acadêmica, pelo compromisso com as causas sociais e sua torcida só cresce com a proximidade do concurso.

Tainá é professora, atleta e pesquisadora, com formação em Educação Física e envolvimento em causas sociais há mais de uma década. Sua participação no concurso representa um marco na representatividade indígena nos concursos de beleza nacionais.

Aos 25 anos, Tainá Marrirú, natural da comunidade indígena de Santa Isabel, na Ilha do Bananal, entra para a história como a primeira indígena a representar o Tocantins no Miss Brasil Mundo 2025. O concurso nacional acontece entre os dias 28 e 31 de janeiro, colocando em evidência não apenas a beleza, mas também a trajetória acadêmica e social da jovem karajá.

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O secretário Ercivaldo Xerente recebeu com orgulho a notícia da conquista da candidata à vaga no concurso de beleza, para representar o estado.  Desde o fim de semana a torcida assumiu um ritmo crescente com repercussão entre os servidores da Sepot, nas redes sociais e na imprensa.

O secretário Executivo Leoni Jr ressaltou que a conquista da vaga pela candidata indígena karajá, reforça o avanço da diversidade na representação do estado em diferentes setores da sociedade e a repercussão ressalta além da beleza da mulher indígena, sua formação e a atuação na valorização da cultura indígena e na defesa dos direitos dos povos originários.

 

Povo Karajá no Tocantins

O povo Iny Karajá tem uma presença significativa na Ilha do Bananal, maior ilha fluvial do mundo, localizada entre os estados do Tocantins, Mato Grosso e Goiás. Recentemente, diversas ações governamentais têm fortalecido a presença do Estado na região, com apoio a ações em parceria para infraestrutura e justiça, projetos ambientais e políticas públicas de incentivo ao desenvolvimento sustentável.

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