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Adapec alerta sobre a importância da notificação de suspeitas e ocorrências de doenças em animais

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Com um rebanho de aproximadamente 12 milhões de animais, o Governo do Tocantins, por meio da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) alerta sobre a importância da notificação imediata de suspeitas e ocorrências de doenças em animais para a proteção da pecuária e da saúde pública. Para realizar a notificação, o produtor rural deve procurar presencialmente a unidade da Adapec nos 139 municípios, e se preferir poderá realizar de forma virtual no sistema e-SISBRAVET ou pelo telefone 0800 000 4733.

Toda suspeita de doença vesicular, como é o caso da febre aftosa, é de notificação imediata e obrigatória. Outras doenças também consideradas de notificação obrigatória devem ser informadas. A recomendação é de qualquer problema sanitário detectado nos animais de produção (criados para fornecer produtos e subprodutos), entre eles: bovinos, suínos, ovinos e caprinos, abelhas, peixes e aves), o responsável pela criação tem que comunicar imediatamente a Adapec.

Quando a ocorrência chega na instituição, é dirigida ao técnico que providenciará as medidas necessárias para investigação, diagnóstico ou contenção da enfermidade, caso seja necessário. “É por meio das informações que temos subsídios para aplicar as estratégias de controle e/ou erradicação. É um trabalho que exige atenção contínua, muita responsabilidade e o comprometimento de produtores rurais, empresários, servidores e a sociedade em geral”, afirma o presidente da Adapec, Paulo Lima.

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A notificação é fator essencial para as ações de vigilâncias, principalmente da febre aftosa, e para a manutenção do status sanitário livre da doença sem vacinação junto às organizações internacionais. “O reconhecimento precoce dos sinais da doença e a notificação imediata impede a difusão da enfermidade e reduz impactos econômicos, bem como possibilita ações rápidas e eficazes”, explica o responsável técnico pelo Programa Estadual de Vigilância em Febre Aftosa da Adapec, João Eduardo Pires.

Consulta e pesquisa

É possível acessar no site to.gov.br/adapec pelo link e-sisbravet os boletins epidemiológicos anuais de ocorrências de doenças no Tocantins oriundas de notificações registradas na ferramenta; pesquisar quais são as doenças de notificação obrigatória por espécie animal e ainda o passo a passo para realizar a notificação virtual.

No relatório consta as investigações de suspeitas de doenças de controle oficial, entre as principais estão as síndromes: Vesicular; Hemorrágica dos Suínos; Respiratória e Nervosa das Aves e Síndrome Nervosa, com as doenças alvo respectivamente Febre Aftosa (FA), Peste Suína Clássica (PSC), Influenza Aviária (IA) e Raiva.

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Investigação

A instituição executa periodicamente os inquéritos soroepidemiológicos sobre a febre aftosa, Peste Suína Clássica (PSC), doença de Newcastle e Influenza Aviária para garantir a ausência de circulação viral no Estado, conforme exigidos pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Além disso, presta orientações e faz atendimento às demandas dos produtores rurais, por meio do recebimento de notificação de doenças e trabalha de forma integrada com as secretarias de saúde municipais e estadual para o compartilhamento de informações sobre zoonoses.

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TOCANTINS

Rastreia/TO avança para etapa prática com identificação de 250 bovinos em Tabocão

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Atividade integra Prova de Conceito que testa procedimentos, equipamentos e tecnologias para implantação da rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos no Tocantins

A implantação do Rastreia/TO avançou para uma nova etapa na terça-feira, 22, com a realização de atividade prática da Prova de Conceito (PoC) na Fazenda Tupã, da Motta Agropecuária, em Tabocão. Durante o trabalho de campo, 250 bovinos machos, com aproximadamente 18 meses de idade, receberam identificação individual por meio de brincos visuais e eletrônicos, com leitura por tecnologia RFID e registro das informações em sistema digital.

A atividade reuniu equipes técnicas envolvidas na implantação do programa, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), com execução técnica conjunta da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins).

O Rastreia/TO integra a política estadual de identificação individual e rastreabilidade de bovinos e bubalinos, instituída pelo Decreto nº 7.164, de 13 de maio de 2026. O trabalho busca testar, em condições reais, procedimentos que permitam acompanhar individualmente os animais e organizar informações relacionadas à origem, movimentação e demais registros da cadeia produtiva.

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Capacitação antecedeu atividade em campo

A prática ocorreu após a capacitação realizada na segunda-feira, 21, em Palmas. A programação preparou técnicos, extensionistas e demais participantes para os procedimentos previstos nesta fase do Rastreia/TO.

Foram apresentadas orientações sobre a Prova de Conceito, boas práticas de identificação animal, utilização dos brincos e equipamentos de aplicação, operação dos leitores eletrônicos e registro das informações no aplicativo RadarBov.

A Prova de Conceito foi estruturada como um teste controlado, com previsão de quatro meses de acompanhamento. O escopo contempla 21 propriedades rurais, entre pequenas, médias e grandes, e aproximadamente 5,3 mil animais.

Além das propriedades participantes, o teste prevê acompanhamento em outros pontos da cadeia produtiva, incluindo revenda agropecuária, leilão e frigorífico. O objetivo é verificar o funcionamento da identificação e da leitura dos animais em diferentes etapas antes do avanço das próximas fases de implantação.

Comitê Gestor do Rastreia/TO

Também na segunda-feira, 21, foi publicada no Diário Oficial do Estado, a Portaria que designa os integrantes do Comitê Gestor do Programa de Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos do Estado do Tocantins, formado pela Seagro, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Adapec, Ruraltins e Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

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As atribuições incluem, definir diretrizes, prioridades e metas estratégicas do programa, acompanhar indicadores e resultados da implantação, aprovar o planejamento anual e propor ajustes técnicos, operacionais e institucionais.

A cadeia produtiva é representada pela Associação Tocantinense de Novilho Precoce (ATNP), Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Carnes e Derivados do Estado do Tocantins (Sindicarne), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet/Senar) e Associação dos Criadores de Nelore do Tocantins (ACNT).

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