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DIA D DA VACINAÇÃO

Tocantins realiza Dia D de Vacinação contra o HPV, no sábado 07

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Na busca por resgatar os jovens não vacinados contra o Papilomavírus Humano (HPV), a Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) tem realizado com os 139 municípios tocantinenses, mobilização para a vacinação contra a Doença. Com alinhamentos realizados desde março deste ano, em maio foi iniciado o processo de imunização que vai até o dia 30 de junho, com o Dia D, no sábado, dia 07. O foco são os jovens entre 15 e 19 anos e a meta é chegar a uma cobertura vacinal de 90% de um total de mais de 50 mil pessoas.

O objetivo é fortalecer as ações de imunização com a ampliação da cobertura vacinal entre adolescentes que ainda não iniciaram o esquema vacinal recomendado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI). “A vacinação é uma estratégia segura de promoção da saúde pública é essencial para a proteção pessoal e da sociedade como um todo. Portanto, pedimos a todos os pais que levem seus filhos para se imunizarem e, assim, garantir um futuro mais saudável para eles”, afirmou o secretário-executivo de Estado da Saúde, Luciano Lima.

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“A campanha busca ampliar a cobertura vacinal e prevenir as doenças associadas à infecção pelo HPV, por isso é muito importante que os jovens, procurem uma das Unidades Básicas de Saúde, que estarão abertas durante todo o sábado. Todos os 139 municípios do Tocantins estão mobilizados para o evento. Na oportunidade também estará disponível a vacinação contra Influenza e outros imunizantes”, afirmou a gerente de Imunização e Doenças Imunopreveníveis da SES-TO, Diandra Sena.

A estratégia

A estratégia de resgate orientada pelo Ministério da Saúde (MS) é devido ao acúmulo de não vacinados ao longo dos anos e abrange 121 municípios brasileiros. A vacinação passou a ser distribuída no país em 2014 e muitos adolescentes não se vacinaram durante a idade recomendada. Em 2024, verificou-se que sete milhões de jovens brasileiros não foram vacinados contra o HPV, na faixa etária entre 15 a 19 anos.

O HPV

O HPV é um vírus transmitido principalmente pelo contato pele a pele e sexual, incluindo sexo vaginal, anal e oral. Os tipos mais associados ao câncer são o HPV 16 e 18, responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero. Alguns tipos do vírus podem causar doenças, como: verrugas genitais e cânceres de vulva, vagina, ânus, pênis e de orofaringe (garganta, boca e língua).

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A vacina

A vacina HPV quadrivalente é uma suspensão injetável, fornecida em frasco-ampola de dose única, gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e é a medida mais eficaz para se prevenir contra a doença que é uma Infecção Sexualmente Transmissível (IST), e que também pode ser transmitida durante o parto, passando da mãe para o bebê.

Normalmente, o público-alvo da campanha contra o HVP é composto por meninas e meninos com idade entre 9 e 14 anos, e mulheres e homens que vivem com HIV, transplantados de órgãos sólidos, de medula óssea, ou pacientes oncológicos na faixa etária de 9 a 45 anos.

Cobertura

Em 2024, o público-alvo de imunização contra o HPV no Tocantins tinha um total de 50.338 adolescentes e o Estado atingiu em 90,78% a cobertura vacinal do público feminino e 74,21% masculino.

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SAÚDE

Governo do Tocantins implanta serviço inédito para acesso ao transplante renal e estrutura fluxo de atendimento especializado

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O Governo do Tocantins fortalece a rede de atenção especializada à saúde ao implantar, no Hospital Geral de Palmas (HGP), o Ambulatório de Pré-Transplante Renal, serviço inédito no estado que tem como objetivo ampliar e facilitar o acesso de pacientes renais crônicos ao transplante. A medida também inclui a aprovação do fluxo de atendimento do serviço, formalizada por meio da Resolução da Comissão Intergestores Bipartite (CIB-TO) nº 080, publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) nº 7.069, na quinta-feira, 28.

O ambulatório está em funcionamento desde 4 de fevereiro de 2026. Com a aprovação do fluxo, os atendimentos foram oficializados e passam a ser conduzidos conforme as diretrizes do Sistema Único de Saúde (SUS) e da Política Estadual de Transplantes do Tocantins, assegurando atendimento humanizado e organizado aos pacientes.

O avanço fortalece o HGP como referência em transplantes na região Norte do país e proporciona mais agilidade ao processo de avaliação de pacientes com indicação para o transplante renal. Com a implantação do serviço, os usuários passam a realizar no próprio estado os exames e avaliações necessários para a habilitação ao procedimento, reduzindo a necessidade de deslocamentos para outras unidades da federação e garantindo um acompanhamento clínico mais qualificado. A iniciativa também contribui para acelerar o ingresso dos pacientes na lista de espera, gerenciada pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destacou que a implantação do Ambulatório de Pré-Transplante Renal representa mais um avanço na qualificação da rede estadual de saúde. “Estamos trabalhando para ampliar o acesso da população a serviços especializados e garantir que os tocantinenses recebam um atendimento cada vez mais eficiente, humanizado e próximo de suas famílias. A implantação desse ambulatório fortalece a assistência aos pacientes renais crônicos e demonstra o compromisso do Governo do Tocantins com a oferta de uma saúde pública de qualidade, reduzindo barreiras e proporcionando mais dignidade a quem aguarda por um transplante”, afirmou.

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A coordenadora da Central de Transplantes do Tocantins (Cetto), Tatiana Alves, celebrou a aprovação do fluxo. “A criação do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP representa um marco para a assistência aos pacientes renais crônicos no Tocantins. A estruturação desse serviço amplia a capacidade da rede estadual de transplantes, fortalece a integração entre as equipes envolvidas no cuidado e garante um acompanhamento mais próximo e seguro durante todo o processo de preparação para o transplante. É uma conquista que reforça o compromisso do Estado com a oferta de uma assistência cada vez mais especializada e humanizada”, explicou.

A paciente do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP, Alessandra Melo Santos, pontuou sobre o atendimento da unidade. “Sou paciente renal crônica, tenho 23 anos e estou fazendo todo meu acompanhamento pelo Ambulatório de Pré-Transplante no HGP. Estou sendo muito bem atendida. Amei o cuidado e a atenção de cada profissional que me atendeu. Quero agradecer cada profissional que está trabalhando aqui e cuidando para que tudo dê certo”, comentou.

O médico nefrologista do Ambulatório de Pré-Transplante Renal do HGP, Giordano Floripe Ginani, explicou a importância da aprovação do fluxo. “A formalização do fluxo fortalece a organização da linha de cuidado ao paciente renal crônico e assegura maior integração entre os serviços envolvidos no processo de transplante. O ambulatório passa a concentrar e coordenar as avaliações necessárias para a definição da elegibilidade dos pacientes, permitindo um acompanhamento mais qualificado, padronizado e eficiente, com foco na segurança assistencial e na ampliação do acesso ao transplante renal”, ressaltou.

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O nefrologista afirmou que o funcionamento do ambulatório permitirá que todas as etapas do estudo pré-transplante sejam realizadas no HGP, incluindo avaliações médicas, exames e acompanhamento multiprofissional. “O objetivo é encurtar o caminho do paciente até o transplante e fortalecer a rede de apoio a esse paciente, que demanda cuidado contínuo. Ao mesmo tempo, são lançadas as bases para a futura habilitação de um serviço de transplantes no HGP”, completou o médico Giordano Floripe.

Transplante renal

Atualmente, o Tocantins ainda não realiza transplantes renais. Por isso, pacientes renais crônicos com indicação para o procedimento são encaminhados, por meio do Tratamento Fora de Domicílio (TFD), a centros especializados em outros estados.

Com a implantação do serviço do Ambulatório de Pré-Transplante Renal no HGP, o Estado avança no fortalecimento da linha de cuidado e amplia os estudos técnicos voltados à futura implantação do serviço de transplante renal no Tocantins.

No transplante renal, o órgão pode ser doado por uma pessoa viva compatível, geralmente um familiar ou pessoa com vínculo afetivo ou por um doador falecido, mediante autorização da família e confirmação do diagnóstico de morte encefálica, conforme os protocolos do Sistema Nacional de Transplantes (SNT).

Dados do SNT apontam que, em 2024, foram realizados 6.325 transplantes de rim no Brasil. Em 2025, foram 6.702 transplantes, e entre janeiro e 29 de maio de 2026, foram registrados 2.534 procedimentos.

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