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SAÚDE PUBLICA

Serviço de reumatologia no HGP beneficia usuários do SUS

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O Hospital Geral de Palmas (HGP) consolidou-se como a maior referência em saúde pública do Tocantins, oferecendo assistência qualificada e cuidado humanizado à população usuária do Sistema Único de Saúde (SUS). A unidade hospitalar dispõe do Serviço de Reumatologia, responsável pelo atendimento de pacientes com dores articulares, doenças inflamatórias, autoimunes e problemas que afetam ossos, músculos e articulações. O serviço atua com foco no diagnóstico correto, tratamento adequado e orientação para uma melhor qualidade de vida dos pacientes.

Em funcionamento desde 2011 no Ambulatório de Especialidades do HGP, o Serviço de Reumatologia atende pacientes encaminhados de diversos municípios tocantinenses. Mensalmente, são realizados cerca de 190 atendimentos em consultas ambulatoriais e aproximadamente 100 atendimentos no Centro de Infusão.

O serviço conta com uma equipe qualificada, composta por médicos reumatologistas, residentes e outros profissionais de saúde, que atuam de forma integrada tanto nas consultas ambulatoriais quanto no Centro de Infusão. O trabalho é voltado para o cuidado contínuo do paciente, priorizando o diagnóstico precoce, o tratamento adequado e a orientação para uma vida com mais saúde e menos dor.

O médico e coordenador do Serviço de Reumatologia do HGP, Joandson dos Santos Souza,  explica que no ambulatório de reumatologia do HGP são atendidos pacientes adultos com diferentes tipos de doenças reumáticas. “Entre as mais comuns estão: Artrite reumatoide, que causa dor, inchaço e rigidez nas articulações; Lúpus, uma doença autoimune que pode afetar vários órgãos; Espondiloartrites, que afetam a coluna, articulações e outros órgãos; Osteoporose, que enfraquece os ossos e aumenta o risco de fraturas;Muitos pacientes chegam ao serviço com dores importantes e limitações para atividades do dia a dia, o que reforça a importância de procurar atendimento médico logo no início dos sintomas”.

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Centro de Infusão

O HGP também conta com um Centro de Infusão, onde são realizados tratamentos com medicamentos endovenosos de alta complexidade, utilizados principalmente em pacientes com doenças reumáticas inflamatórias e autoimunes. As medicações são administradas de forma segura, com monitoramento constante da equipe de saúde, permitindo melhor controle da doença, redução da inflamação e prevenção de complicações.

“O Centro de Infusão representa um avanço importante no cuidado aos pacientes, ao evitar internações e garantir acesso a terapias modernas por meio do SUS”, enfatiza o coordenador do serviço.

Como ter acesso

Os pacientes são encaminhados ao Serviço de Reumatologia pelas Secretarias Municipais de Saúde de seus municípios de origem, por meio do sistema de regulação, responsável por organizar o fluxo de atendimento da unidade hospitalar de referência.

Paciente beneficiado

Dos diversos usuários do SUS  que recebem atendimentos pelo serviço do HGP, está o Maicon Douglas Alves, de 28 anos. “Eu estava no curso de formação da polícia, passei muito mal lá e me encaminharam para o hospital. Com isso tive o diagnóstico de lúpus e realizo tratamento no HGP, com medicação,  desde 2022.”

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Sinais de alerta

Dor nas articulações que não melhora; inchaço, vermelhidão ou calor nas articulações; rigidez ao acordar, principalmente pela manhã; dor na coluna por vários meses; cansaço excessivo sem causa aparente; manchas na pele que não melhoram. O ideal é não se automedicar e procurar a unidade de saúde para avaliação e, se necessário, encaminhamento ao especialista.

Cuidados e prevenção

O médico cita que alguns cuidados simples fazem diferença na saúde das articulações: praticar exercício físico regularmente; manter uma alimentação saudável; evitar o cigarro; controlar o peso; não se automedicar; seguir corretamente o tratamento indicado pelo médico. O acompanhamento adequado ajuda a controlar a doença, aliviar a dor e melhorar a qualidade de vida.

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SAÚDE

SES-TO articula ações para fortalecer assistência à saúde em territórios quilombolas

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Com o objetivo de identificar desafios e fortalecer as ações da Atenção Primária nos territórios, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) está alinhando ações para a realização de oficinas voltadas à saúde da população quilombola. A iniciativa conta com a parceria do Ministério da Saúde, de órgãos estaduais e de municípios.

As primeiras oficinas estão previstas para ocorrer nas regiões Sudeste e Amor Perfeito. O município de Dianópolis sediará a etapa inicial, em maio, e Mateiros deve receber a programação no mês de junho. A proposta é expandir a ação para todas as regiões com presença de comunidades quilombolas. Atualmente, existem 12.881 quilombos no Tocantins, sendo 43 reconhecidos pela Fundação Palmares e 54 pela Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais.

A estratégia prioriza a escuta dos gestores municipais da Atenção Primária que atuam diretamente nesses territórios, permitindo um diagnóstico mais preciso das condições de atendimento, considerando as particularidades sociais, culturais e geográficas das comunidades quilombolas no estado.

Do Núcleo de Equidade de Gênero, Raça e Etnia da SES-TO, Paula Rey Vilela explicou que o foco é compreender a realidade dos municípios para qualificar as políticas públicas. “Vamos dialogar com os gestores da Atenção Primária que atuam em territórios quilombolas, entender as dificuldades e levantar um diagnóstico situacional. A partir disso, buscaremos fortalecer as políticas de equidade no estado e subsidiar a construção da política estadual de saúde da população negra e quilombola.”

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Ela destacou ainda que as oficinas vão abordar temas como racismo institucional, acolhimento qualificado e as especificidades culturais dessas comunidades. “Muitas vezes, os profissionais não têm preparo para lidar com essas realidades, o que impacta diretamente no atendimento. A proposta é ampliar essa compreensão e melhorar o cuidado”, completou.

Para a diretora de Políticas para Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Igualdade Social, Bianca Pereira, a iniciativa contribui para ampliar o olhar sobre a saúde pública no estado. “É fundamental pensar a saúde para além do contexto urbano, considerando as especificidades dos territórios quilombolas. As oficinas são uma oportunidade de escuta ativa, que vão permitir entender melhor o acesso à saúde nessas comunidades e aprimorar as ações desenvolvidas.”

O assessor do Ministério da Saúde, Fernando Nunes Alves, ressaltou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Estamos aqui para somar esforços e contribuir com a construção de políticas públicas mais efetivas. O Ministério atua na promoção da igualdade racial e no enfrentamento das desigualdades dentro do SUS, e esse trabalho integrado é essencial para garantir um atendimento mais justo à população quilombola.”

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Durante a reunião, também foi apresentada a Portaria GM/MS nº 9.572, de 22 de dezembro de 2025, que institui incentivo financeiro de custeio mensal para equipes de Saúde da Família que atuam em áreas com população quilombola. A medida busca fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e promover maior equidade no acesso aos serviços.

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