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Mostra de trabalhos desenvolvidos pelos cursistas são apresentados na conclusão do Curso de Extensão sobre o Sistema Braille

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O Curso de Extensão sobre o Ensino do Sistema Braille, que teve início em agosto, foi concluído nesta quinta-feira, 16, com uma mostra de trabalhos desenvolvidos pelos cursistas. O curso é uma iniciativa da Secretaria de Estado da Educação (Seduc), com o apoio do Projeto de Iniciação Pedagógica Inovajor e participação da Coordenação Estudantil (COEST) e setor de Acessibilidade da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

O Curso teve 80 horas de carga horária e foi oferecido de forma gratuita, em formato híbrido, sendo presencial sempre às quintas-feiras, no período vespertino, no Câmpus Da UFT, em Palmas. O objetivo do curso, direcionado a professores, é promover a acessibilidade comunicacional para o estudante com deficiência visual e viabilizar o seu processo de inclusão social e educacional

A professora em Educação Inclusiva, da Diretoria de Educação Inclusiva e Acessibilidade da Seduc, Graziane Pacini Rodrigues, explicou como foi a proposta de criação do curso. “Porque na universidade tem estudantes nossos com deficiência visual, vindo da rede e entrando no ensino superior com algumas dificuldades em relação à acessibilidade comunicacional, e o sistema braile viabiliza essa acessibilidade”.

Graziane Pacini Rodrigues disse que o curso está encerrando com muitas e boas ações. “A gente conseguiu, os professores que trouxeram muita bagagem, colaboraram com o processo, aprenderam muito bem, e assim a gente vai conseguir trazer para os professores da nossa rede essa aplicabilidade. Eles vão conseguir reverberar lá nas escolas, nas unidades escolares os materiais que foram produzidos em altíssima qualidade. Nosso intuito aqui para as próximas turmas é que a gente continue evoluindo”.

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A professora Graziane Pacini Rodrigues, da Seduc, explica que o Sistema Braille é importante para a educação inclusiva, pois o aprendizado proporciona ao estudante com deficiência visual (cegueira) maior independência na escrita e na leitura, o que oportuniza, consequentemente, maior facilidade de comunicação e de socialização.

No encerramento do curso os cursistas tiveram a oportunidade de ouvir a professora braillista Maria Dinalva Tavares Carneiro, do Centro de Atendimento Especializado Márcia Dias Costa Nunes (CAEE), atendendo crianças, jovens e adultos com deficiência visual, ensinando o sistema braille e informática adaptada para cegos. Ela falou sobre a importância do sistema braille para o desenvolvimento das crianças, dos jovens e dos adultos em relação à escrita e a leitura. “O braille pode dar a noção da escrita correta das palavras. As tecnologias estão aí como apoio, ele é capaz de dar essa liberdade no desenvolvimento da leitura e da escrita. É importante para a educação inclusiva na medida em que o aprendizado deste sistema proporciona ao estudante incluído maior independência na escrita e na leitura, o que proporciona, consequentemente, maior facilidade de comunicação e de socialização”.

Oportunidades

Para a professora da sala de recursos multifuncional na Escola Municipal Brasil para Todos, de São Salvador do Tocantins, Andreia Ribeiro dos Santos, o curso foi muito enriquecedor. “Foi uma novidade, eu não sabia nada sobre o Braille, e com a chegada de uma aluna deficiente visual despertou em mim o interesse e a necessidade de estar me aperfeiçoando e ensinar a ela de forma correta. Com esse curso, além das metodologias e todo o material disponibilizado pela professora, tem também as tecnologias assertivas, com materiais de baixo custo, que nós aprendemos a confeccionar. Espero que o curso continue para dar a chance de outras professoras participarem, melhorando assim as suas práticas em sala de aula”.

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A professora Maria de Fátima de Albuquerque, coordenadora do projeto Inovajor, ressaltou que o curso é um marco em prol de um projeto de extensão do que se pode chamar de abertura da acessibilidade, da inclusão do colegiado de jornalismo. “Porque a universidade vem buscando se aprofundar e atender as demandas da acessibilidade da inclusão pedagogicamente falando. E são demandas muito complexas. Nós temos em torno de mais de 400 alunos na universidade com vários tipos de deficiência e o braile veio para atender uma demanda interna. Com essa capacitação nós, professores do jornalismo, teremos condições de orientar esses alunos e ampliar essa possibilidade de inovação e de acessibilidade. Na verdade, a sociedade tem que ser acessível e o jornalismo mais ainda”.

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SAÚDE

SES-TO mobiliza Dia D contra a dengue em Araguaína e amplia vacinação para pessoas de 15 a 59 anos

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A Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) mobilizou, neste sábado, 18, o Dia D de vacinação contra a dengue em Araguaína e região, em parceria com o Ministério da Saúde (MS) e o município. A ação reúne equipes de saúde em todas as Unidades Básicas de Saúde (UBS), com oferta da vacina ao longo do dia, e segue durante a semana.

A abertura ocorreu na Unidade Básica de Saúde (UBS) José Resende, com alinhamento das estratégias de atuação entre os profissionais envolvidos. A mobilização integra uma estratégia ampliada de enfrentamento à dengue na região de saúde Médio Norte Araguaia, onde a vacinação foi estendida para pessoas de 15 a 59 anos, conforme análise epidemiológica da região.

Morador de Araguaína, Cleberson Moura de Souza, que já teve dengue junto com a esposa e a filha, aproveitou a oportunidade para se imunizar e reforçou o alerta à população. “Eu acho muito importante agora ter essa vacina, então venham se vacinar, porque eu sei o quanto é ruim pegar dengue”, destacou.

Ao contextualizar a iniciativa, a diretora de Vigilância das Doenças Transmissíveis e Não Transmissíveis da SES-TO, Gisele Luz, explicou que a medida segue orientação do Ministério da Saúde e fortalece as ações já em andamento. “Neste momento, é fundamental manter o controle do vetor e avançar na vacinação para ampliar a cobertura, reduzir a circulação do vírus e diminuir os casos graves, internações e óbitos. Todos os 17 municípios do Médio Norte participam dessa estratégia. Nas demais regiões do Estado, a vacinação segue para os públicos preconizados, como pessoas de 10 a 14 anos e trabalhadores da Atenção Primária. Aqui, ampliamos para a faixa de 15 a 59 anos com o objetivo de reduzir a incidência da doença”, afirmou.

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Diante do cenário epidemiológico, a secretária municipal de Saúde de Araguaína, Dênia Rodrigues, ressaltou o esforço conjunto para ampliar a adesão da população. “Estamos vivendo um momento de epidemia de dengue e não estamos medindo esforços para esta campanha. Desde o início, diversos mutirões vêm sendo realizados no município e, hoje, intensificamos com o Dia D. A vacina está disponível em todas as 23 unidades básicas de saúde, e é fundamental que a população participe”, pontuou.

Reforçando a importância da prevenção contínua, a superintendente de Vigilância em Saúde do município, Thaise Helena, destacou que a vacinação deve estar aliada aos cuidados no dia a dia. “A vacina é cuidado, é prevenção. É uma estratégia que chega em um momento difícil. Pedimos que a população compareça às unidades para se vacinar e também mantenha os cuidados em casa, evitando água parada. Precisamos unir forças contra a dengue”, afirmou.

Ao tratar das medidas preventivas, a gerente de Vigilância das Arboviroses da SES-TO, Christhiane Bueno Hundertmarck, alertou para o papel da população no controle do mosquito. “As arboviroses representam um desafio constante para a saúde pública. Com apenas dez minutos por dia, é possível vistoriar o quintal, eliminar recipientes com água parada e evitar criadouros do mosquito”, orientou.

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De acordo com o boletim epidemiológico divulgado pela Prefeitura de Araguaína até a última quinta-feira, 9 de abril, o município já registrou 2.411 casos confirmados de dengue em 2026, com outros 1.739 ainda aguardando resultado de exames.

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