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LACEN-TO passa a realizar testes para o diagnóstico laboratorial do vírus Monkeypox

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O Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (LACEN-TO) iniciará nesta semana o processamento de testes de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), em tempo real para o diagnóstico laboratorial do vírus Monkeypox. O exame é padrão ouro para o diagnóstico da doença, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

O teste é realizado através do Kit Molecular Monkeypox (MPXV), desenvolvido pelo Instituto de Tecnologia em Imunobiológicos (Bio-Manguinhos) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que foi recebido pelo LACEN-TO na última semana.

“Tivemos uma reunião técnica com a equipe de Bio-Manguinhos/Fiocruz, para alinhamento com a equipe técnica do LACEN-TO, e esta semana os últimos ajustes e programações nos equipamentos estão sendo realizados, para que na próxima quinta-feira, 03 de novembro, inicie o processamento das amostras”, explicou a diretora LACEN-TO, Jucimaria Dantas.

Ainda segundo Jucimaria, “as amostras para os testes estão sendo recebidas e concentradas na unidade de Palmas. Firmamos a rotina de processamento quinzenal, então, seguindo as recomendações e prazos estabelecidos pelo Ministério da Saúde os resultados serão disponibilizados pelo LACEN-TO via Sistema GAL”, enfatizou.

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A expectativa é que sejam analisadas, em média, aproximadamente 10 amostras por semana, atendendo todas as demandas das unidades de saúde do Tocantins.

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SAÚDE

SES-TO articula ações para fortalecer assistência à saúde em territórios quilombolas

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Com o objetivo de identificar desafios e fortalecer as ações da Atenção Primária nos territórios, a Secretaria de Estado da Saúde do Tocantins (SES-TO) está alinhando ações para a realização de oficinas voltadas à saúde da população quilombola. A iniciativa conta com a parceria do Ministério da Saúde, de órgãos estaduais e de municípios.

As primeiras oficinas estão previstas para ocorrer nas regiões Sudeste e Amor Perfeito. O município de Dianópolis sediará a etapa inicial, em maio, e Mateiros deve receber a programação no mês de junho. A proposta é expandir a ação para todas as regiões com presença de comunidades quilombolas. Atualmente, existem 12.881 quilombos no Tocantins, sendo 43 reconhecidos pela Fundação Palmares e 54 pela Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais.

A estratégia prioriza a escuta dos gestores municipais da Atenção Primária que atuam diretamente nesses territórios, permitindo um diagnóstico mais preciso das condições de atendimento, considerando as particularidades sociais, culturais e geográficas das comunidades quilombolas no estado.

Do Núcleo de Equidade de Gênero, Raça e Etnia da SES-TO, Paula Rey Vilela explicou que o foco é compreender a realidade dos municípios para qualificar as políticas públicas. “Vamos dialogar com os gestores da Atenção Primária que atuam em territórios quilombolas, entender as dificuldades e levantar um diagnóstico situacional. A partir disso, buscaremos fortalecer as políticas de equidade no estado e subsidiar a construção da política estadual de saúde da população negra e quilombola.”

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Ela destacou ainda que as oficinas vão abordar temas como racismo institucional, acolhimento qualificado e as especificidades culturais dessas comunidades. “Muitas vezes, os profissionais não têm preparo para lidar com essas realidades, o que impacta diretamente no atendimento. A proposta é ampliar essa compreensão e melhorar o cuidado”, completou.

Para a diretora de Políticas para Promoção da Igualdade Racial da Secretaria de Igualdade Social, Bianca Pereira, a iniciativa contribui para ampliar o olhar sobre a saúde pública no estado. “É fundamental pensar a saúde para além do contexto urbano, considerando as especificidades dos territórios quilombolas. As oficinas são uma oportunidade de escuta ativa, que vão permitir entender melhor o acesso à saúde nessas comunidades e aprimorar as ações desenvolvidas.”

O assessor do Ministério da Saúde, Fernando Nunes Alves, ressaltou a importância da atuação conjunta entre as instituições. “Estamos aqui para somar esforços e contribuir com a construção de políticas públicas mais efetivas. O Ministério atua na promoção da igualdade racial e no enfrentamento das desigualdades dentro do SUS, e esse trabalho integrado é essencial para garantir um atendimento mais justo à população quilombola.”

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Durante a reunião, também foi apresentada a Portaria GM/MS nº 9.572, de 22 de dezembro de 2025, que institui incentivo financeiro de custeio mensal para equipes de Saúde da Família que atuam em áreas com população quilombola. A medida busca fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e promover maior equidade no acesso aos serviços.

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