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Hospital Regional de Araguaína

Hospital Regional de Araguaína realiza ações de conscientização sobre o autismo

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Durante todo o mês, o Hospital Regional de Araguaína (HRA)  está realizando diversas ações de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A campanha, intitulada “Rostos da Dedicação, traz fotos de mães com seus filhos autistas espalhadas por todo o hospital, além de rodas de conversa e outras atividades voltadas à informação e sensibilização de colaboradores da unidade, terceirizadas e acompanhantes de pacientes internados na unidade.

“As campanhas que realizamos com diversos temas, ao longo do ano, só reforçam o compromisso da gestão e da Secretaria de Estado da Saúde com a inclusão, empatia e cuidado humanizado”, disse a diretora-geral da unidade, Cristiane Uchoa.

A coordenadora do setor de Humanização, Nívea Moraes, destacou a relevância da campanha. “Ações como palestras, rodas de conversa e orientações são fundamentais para promover um atendimento mais acolhedor e inclusivo. A humanização na saúde visa melhorar a qualidade dos serviços e potencializar os tratamentos, criando um ambiente de respeito, empatia e inclusão para pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A campanha busca esclarecer dúvidas, combater o preconceito e fortalecer a compreensão sobre o autismo, contribuindo para uma sociedade mais preparada para lidar com a diversidade”.

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A técnica de enfermagem da Ala C, Carmelita Dias dos Santos, também compartilhou sua visão sobre a iniciativa. “É muito importante, bom para a gente aprender a lidar e oferecer um suporte adequado, um suporte merecido para eles. O autismo, por mais que seja algo conhecido, ainda é novo para muitos de nós, especialmente no que diz respeito às formas de cuidado. As pessoas ainda entendem pouco sobre ele, então essas ações de conscientização nos orientam, abrem a mente e nos ensinam a atender melhor os pacientes autistas. Aproveito para parabenizar a gestão, as diretoras, a responsável técnica da enfermagem, a equipe de humanização… As coisas estão acontecendo, e sou grata por isso”.

Artaiza Leonel, a mãe do pequeno José Carlos Leonel, teve a foto com o filho na campanha e  agradeceu. “Como mãe de autista, fico imensamente feliz com a campanha de divulgação e conscientização do autismo dentro do HRA.Me emocionei em ver tantos colaboradores usando a tag com o tema e conversando sobre o assunto pelos corredores. Nós que vivemos as dificuldades do autismo na pele só esperamos das outras pessoas mais empatia, acolhimento e respeito. Pois o autismo não é uma sentença, não é uma doença, é apenas um jeito diferente de ser e de ver o mundo”.

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SAÚDE

No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, Governo do Tocantins destaca ações de incentivo à amamentação

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No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira, 21, o Governo do Tocantins destaca o fortalecimento de ações de incentivo e apoio à amamentação. No Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, a hora dourada (Golden Hour) é considerada uma etapa fundamental para o sucesso do aleitamento materno.

A hora dourada, período que compreende os primeiros 60 minutos de vida do bebê, é decisiva para a adaptação ao ambiente externo, o contato pele a pele imediato e o início da amamentação, fatores que contribuem para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O clampeamento oportuno do cordão umbilical e o estímulo à amamentação na primeira hora de vida estão entre as medidas priorizadas pelas equipes de saúde da unidade hospitalar.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca a importância das ações desenvolvidas nas maternidades estaduais. “As nossas equipes estão capacitadas para garantir as práticas de estímulo à amamentação, promovendo um atendimento mais seguro, humanizado e acolhedor às mães e aos recém-nascidos”, pontua.

Hora dourada

A recomendação é que o contato pele a pele seja mantido por pelo menos uma hora. Em partos normais, esse tempo costuma ser facilmente preservado. Já nas cesarianas, o período pode ser reduzido devido aos procedimentos cirúrgicos e à necessidade de transferência da paciente, mas mesmo em intervalos menores já apresentam benefícios importantes.

A médica pediatra Bruna Muller explica que o contato pele a pele é uma das práticas mais importantes da Golden Hour. “O contato ajuda o recém-nascido a fazer essa transição da vida intrauterina para o ambiente externo, de forma mais tranquila e segura. Quando o bebê é colocado no colo da mãe logo após o nascimento, ele reconhece a voz, o cheiro, o calor e os batimentos cardíacos que já conhecia dentro da barriga. Isso favorece a regulação da respiração, da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho”, ressalta.

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A paciente Ana Keila Lopes Soares compartilhou a emoção de vivenciar o contato pele a pele logo após o nascimento do seu bebê no Hospital e Maternidade Dona Regina. “Já é o meu quarto filho e, em todas as experiências, tive esse contato pele a pele após o nascimento, o que determinou o sucesso da amamentação. Quando o bebê nasce e é colocado no colo, a gente sente que está tudo bem, que ele está saudável. O contato é totalmente diferente, muito mais intenso”, enfatizou.

Mãe pela primeira vez, Débora Letícia Barbosa Costa relatou a emoção de vivenciar a hora dourada após o parto. “Eu já conhecia a importância desse momento antes mesmo do nascimento do meu bebê. Quando ele nasceu e foi colocado no meu peito ainda na sala de parto, senti um alívio muito grande por vê-lo bem e comigo. Foi um momento muito marcante na minha vida como mãe. Consegui amamentá-lo ainda na primeira hora de vida. Apesar das dificuldades iniciais, a equipe foi muito parceira, me ajudou e me acolheu. Todo mundo que me atendeu me fez sentir respeitada e segura durante o parto”, salientou.

Além do cuidado humanizado e das ações de incentivo ao aleitamento materno, o Hospital e Maternidade Dona Regina também se destaca pelos números expressivos na assistência materno-infantil. Em março deste ano, a unidade alcançou a marca de 436 partos realizados, refletindo a atuação da equipe na assistência materno-infantil. Desse total, 184 foram partos normais, correspondendo a 42% dos procedimentos, enquanto 252 ocorreram por cesariana, representando 58% dos nascimentos registrados no período. Os dados evidenciam o compromisso da unidade em garantir atendimento seguro e qualificado às gestantes, respeitando as necessidades clínicas de cada caso.

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Estrutura e suporte

A Equipe Matricial de Humanização (EMH) da maternidade é composta por profissionais como fisioterapeuta, enfermeira, psicólogas, assistentes sociais e administrativa. Mensalmente, é realizado um conjunto de ações voltadas à preparação de gestantes e acompanhantes. Entre as atividades, está o curso de preparação para o parto, ofertado em formato presencial e on-line, oficina de amamentação ofertada a cada dois meses de forma on-line, sob orientação de uma profissional de fonoaudiologia, com apoio da equipe de humanização.

Outro serviço disponível é a visita guiada à maternidade, momento em que gestantes e acompanhantes conhecem a estrutura e o fluxo de atendimento. A atividade é agendada e ocorre, em geral, às terças-feiras, podendo haver datas extras conforme a demanda. Para garantir melhor organização e acolhimento, os grupos são reduzidos.

As iniciativas têm como objetivo preparar as gestantes para o parto, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê, incluindo orientações sobre a Golden Hour e o início da amamentação ainda nas primeiras horas de vida.

Aleitamento materno

O leite materno é o melhor alimento para bebês e a forma de proteção mais eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil. Segundo o Ministério da Saúde, a amamentação é capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos.

O aleitamento materno protege a criança da diarreia, de infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Mães que amamentam também são protegidas em relação a diversas doenças. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida.

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