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2ªCEGTES

Encerramento da 2ªCEGTES marca atuação conjunta para melhoria do SUS

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A Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) e o Conselho Estadual de Saúde (CES-TO) encerraram na tarde da quarta-feira, 07, a 2ª Conferência Estadual de Gestão do Trabalho e Educação em Saúde (2ª CEGTES), momento onde foram eleitos 28 delegados que representarão o Tocantins na Conferência Nacional, que ocorrerá no mês de dezembro, em Brasília.

“Saio satisfeitíssima da 2ª CEGTES, tanto satisfeita quanto grata por ter participado e ter ajudado a formular várias das propostas e desejos que serão levados na nacional, e com mais esperança de um SUS melhor”, este é o relato da usuária do Sistema Único de Saúde (SUS), Sabrina Jardim, moradora de Dianópolis.

Para o presidente CES-TO, Mário Benício, “o evento teve um saldo positivo, com a eleição de nove propostas significativas, sendo destacada a referente ao controle social. Destaco essa que busca o fortalecimento de uma área que trata dos Conselhos Municipais de Saúde, Conselhos locais de Saúde e dos Conselhos Estaduais de Saúde. A proposta pode se tornar lei a nível nacional que beneficiará todos os profissionais que atuam na defesa da saúde pública”.

Outra avaliação positiva sobre o evento foid a superintendente de Gestão Profissional e Educação da SES-TO, Leide Idaine Barros da Silva. “Avalio de maneira muito positiva a nossa segunda conferência e, pois obtivemos êxito nas nossas propostas, elaborando sugestões sólidas e que podem ser aprovadas na conferência nacional”.

Entre as propostas feitas, a técnica na SES-TO destaca a voltada a residências, como a criação de novas modalidades que o Tocantins não ainda não dispõe, além da proposta de fixação desses profissionais aqui, sendo este um grande gargalo para todo o país.  “Hoje nós temos a deficiência de praticamente todas as especialidades, mais uma que eu creio que no Brasil inteiro, de ginecologia obstetrícia, a pediatria, entre outras”.

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O momento de debate conjunto também foi relevante para a enfermeira Rayane Pacheco, servidora do município de Augustinópolis, que afirmou “Eu creio que saímos desse evento abertos a novas perspectivas e fortalecidos com todas as propostas e apontamentos feitos”.

PROPOSTAS

Foram aprovadas nove propostas de três eixos temáticos, são elas:

EIXO I – Democracia, controle social e o desafio da equidade na gestão participativa do trabalho e da educação em saúde.

Proposta 1:

Fortalecer os Conselhos de Saúde por meio da qualificação obrigatória voltada para a atuação dos conselheiros, participação social e Educação Popular de forma permanente.

Proposta 2:

Implantar, implementar e fortalecer os conselhos locais de forma capilarizada, garantindo recursos humanos, financeiros e infraestrutura para o seu funcionamento.

Proposta 3:

Fortalecer a estrutura e funcionamento das instâncias de participação e controle social, por meio da garantia de recursos financeiros e tecnológicos para mobilização social, formação e qualificação de lideranças e conselheiros/as, considerando os princípios da Educação Popular.

EIXO II – Trabalho digno, decente, seguro, humanizado, equânime e democrático no SUS.

Proposta 1:

Instituir e institucionalizar a Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Trabalhador (a) da Saúde, com financiamento, fortalecendo as ações de promoção da saúde, prevenção e tratamento de doenças relacionadas ao trabalho.

Proposta 2:

Valorização do trabalho e do trabalhador no SUS, por meio de concursos públicos, para os serviços de saúde, evitando a precarização do vínculo.

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Proposta 3:

Instituir Política de Gestão do Trabalho, por meio de mesa de negociação no SUS, para solucionar os problemas, com a participação dos trabalhadores/as, gestores, sindicatos, conselhos municipais e usuários, para a garantia do trabalho digno, decente, humanizado, democrático e equânime, com garantia de financiamento para todas as categorias profissionais, como priorização dos PCCS.

EIXO III – Educação para o desenvolvimento do trabalho na produção da saúde e do cuidado das pessoas que fazem o SUS acontecer.

Proposta 1:

Criar, ampliar e capilarizar programas de Residência em Saúde com financiamento, considerando os problemas e as necessidades de saúde da população, prevendo retorno dos profissionais nos serviços na rede do SUS e estimulando a fixação dos profissionais especialista em saúde nas regiões, garantindo em nível tripartite incentivo financeiro para trabalhadoras e trabalhadores do SUS que estão exercendo funções de preceptoria nos cenários de práticas do SUS nos municípios.

Proposta 2:

Fortalecer as Escolas de Saúde Pública do SUS, a partir da garantia de financiamento, estrutura, recursos humanos, tecnológicos, pesquisa e inovação, necessários para o desenvolvimento das Políticas de Educação Permanente e Educação Popular em Saúde no SUS na diversidade dos territórios.

Proposta 3:

Implementar e institucionalizar a Política Nacional de Educação Popular em Saúde, articulada com a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde, considerando os princípios das duas políticas para promover a formação integral, contínua e participativa.

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SAÚDE

Justiça determina que Hospital Dom Orione mantenha atendimento pelo SUS

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A Justiça do Tocantins deferiu, nesta segunda-feira (27), o pedido de tutela antecipada apresentado pelo Governo do Estado e determinou que a Casa de Caridade Dom Orione mantenha integralmente a prestação dos serviços hospitalares contratualizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A decisão foi proferida pela juíza Renata Teresa da Silva Macor, durante o Plantão Judicial.

A ação foi ajuizada pelo Estado após a direção do Hospital Dom Orione comunicar a intenção de suspender procedimentos eletivos de média e alta complexidade, alegando atraso em repasses financeiros. Entre os serviços que poderiam ser interrompidos estavam cirurgias cardíacas, neurocirurgias, cirurgias urológicas e endovasculares, especialidades que fazem do hospital uma das principais referências em atendimento de alta complexidade da Macrorregião Norte do Tocantins.

Na decisão, a magistrada destacou que a saúde é um direito fundamental assegurado pela Constituição Federal e que os serviços prestados por instituições privadas contratadas pelo SUS possuem natureza essencial, não podendo ser interrompidos em razão de controvérsias financeiras. Segundo a decisão, eventuais divergências relacionadas a pagamentos devem ser solucionadas pelas vias administrativas ou judiciais, sem prejuízo à população usuária do sistema público de saúde.

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O Governo do Tocantins informou à Justiça que já adotou medidas para regularizar a situação financeira, incluindo a realização de auditoria e encontro de contas para apuração dos valores devidos. Também comprovou o pagamento de R$ 2.451.939,32, efetuado no último dia 23 de julho, referente aos contratos firmados com a instituição hospitalar, reduzindo o saldo pendente desses instrumentos para R$ 12.641.061,68.

Ao analisar o caso, a magistrada considerou que havia elementos suficientes para demonstrar a probabilidade do direito alegado pelo Estado e o risco de prejuízos à população caso os atendimentos fossem interrompidos. A decisão ressalta que a suspensão dos serviços poderia provocar o cancelamento de procedimentos especializados, aumentar a fila de espera e comprometer a assistência a pacientes que dependem do SUS.

Com a tutela antecipada, o Hospital Dom Orione deverá manter a regular prestação de todos os serviços hospitalares e ambulatoriais previstos nos Contratos Administrativos nº 127/2022 e nº 410/2026, incluindo consultas, exames, internações, leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), atendimentos de urgência e emergência, além de procedimentos cirúrgicos eletivos e de alta complexidade.

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Em caso de descumprimento da ordem judicial, foi fixada multa diária de R$ 10 mil, limitada inicialmente a R$ 100 mil. A Justiça também determinou a intimação imediata da instituição para cumprimento da decisão.

A Secretaria de Estado da Saúde reafirma seu compromisso com a continuidade da assistência à população tocantinense e destaca que seguirá adotando todas as medidas administrativas e judiciais necessárias para garantir o funcionamento regular da rede pública de saúde e preservar o atendimento aos usuários do SUS.

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