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Comitê Estadual de Prevenção do Óbito Materno, Fetal e Infantil recebe medalha de honra ao mérito Valéria Paranaguá do COSEMS

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O Comitê Estadual de Prevenção do Óbito Materno, Fetal e Infantil (Cepomfi), constituído pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-TO) recebeu na terça-feira, 10, a medalha de honra ao mérito Valéria Paranaguá, durante a 11ª Edição da Premiação do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde do Tocantins (COSEMS), de Gestão em Saúde. Na ocasião, profissionais da SES-TO, representantes de hospitais, conselhos de saúde, sociedade civil, Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) e COSEMS, que são membros do Comitê, foram homenageados.

Reconhecido como uma ferramenta estratégica, técnica e humana, o Cepomfi desempenha papel fundamental no enfrentamento de um dos maiores desafios da saúde pública: a mortalidade materna, fetal e infantil. A premiação veio após o Comitê receber a maioria dos votos dos Secretários Municipais de Saúde, sendo eleito o Conselho Público de maior destaque em 2025, em razão da sua gestão eficiente, relevância e resultados expressivos.

O Cepomfi realizou o feito histórico de reduzir a mortalidade materna, fetal e infantil em 2025, após sete anos sem redução. A atuação exemplar do Comitê é fruto do trabalho coletivo dos membros, que atuam incansavelmente com precisão e técnica. A redução da mortalidade materna, fetal e infantil é resultado de esforço coletivo que envolve gestores, profissionais da assistência, vigilância, atenção básica, maternidades, hospitais, conselhos de saúde e, principalmente, o compromisso dos municípios que abraçam essa causa como prioridade.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto celebrou a conquista. “Estamos muito honrados com o recebimento desta medalha. O trabalho do Cepomfi é essencial e no último ano foi desenvolvido com maestria por todos os integrantes. Atuar no enfrentamento à mortalidade materna, fetal e infantil é imprescindível e como trabalhadores do SUS, devemos continuar no desenvolvimento de medidas ágeis para melhorar a cada dia a nossa assistência em saúde. Todos estão de parabéns”.

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A diretora do Cepomfi, Raquel Marques afirmou que, “com imensa honra, gratidão e profundo senso de responsabilidade, recebo representando cada membro do Cepomfi, a medalha de honra ao mérito Valéria Paranaguá, concedida pelo COSEMS. Este reconhecimento representa o trabalho coletivo, comprometido e incansável de muitos profissionais que acreditam que salvar vidas maternas, fetais e infantis é uma missão que ultrapassa cargos e funções, é um compromisso com o futuro. Cada investigação realizada, recomendação emitida, discussão construída entre Estado e municípios, fortalece a rede de cuidado e permite que erros se transformem em oportunidades de melhoria. O CEPOMFI ensina que prevenir óbitos não é apenas agir após um evento, mas sim fortalecer toda a linha de cuidado, desde o planejamento reprodutivo até o acompanhamento do crescimento e desenvolvimento da criança”.

“Esse prêmio reforça que estamos no caminho certo, mas também nos lembra de que ainda há muito a ser feito. Cada vida perdida de forma evitável deve continuar nos inquietando, nos mobilizando e nos impulsionando a buscar estratégias cada vez mais eficazes, humanas e resolutivas. Agradeço ao COSEMS por valorizar iniciativas que fortalecem a saúde pública e por reconhecer o impacto do trabalho colaborativo. Agradeço a todos os profissionais que fazem parte do CEPOMFI, aos parceiros institucionais e aos municípios que caminham conosco nessa missão. Recebemos esta medalha com gratidão, mas, acima de tudo, com o compromisso renovado de continuar trabalhando para que nenhuma mulher, nenhum bebê e nenhuma criança tenham suas vidas interrompidas por causas que podem e devem ser prevenidas”, ressaltou a diretora.

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Projetos

Entre as ações realizadas em 2025 pelo Cepomfi, está a elaboração do Projeto Vidas Planejadas, voltado ao planejamento sexual e reprodutivo. Em quatro meses de projeto, mais de 600 mulheres foram beneficiadas com a inserção do Dispositivo Intrauterino (DIU) de forma gratuita que dura até 12 anos. Foram capacitados sobre inserção de DIU, mais de 40 médicos e enfermeiros que atuam em 10 municípios do Estado.     O projeto segue percorrendo todo o Tocantins, levando às mulheres um método de longa duração para que essas possam planejar sua gestação com calma e segurança.

O Comitê foi um dos organizadores da ampliação das consultas de alto risco e acesso à ultrassonografia das gestantes de alto risco do Tocantins. Somente no Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR) em Palmas, mais 90 mulheres de todo o Estado que estavam na fila da regulação, foram beneficiadas. Além disso, o Cepomfi emitiu diversas recomendações aos gestores de saúde, para melhoria na qualidade da assistência à saúde materno infantil, o que resultou na redução dos óbitos no Tocantins.

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SAÚDE

Obras do Hospital da Mulher e Maternidade Estadual chegam a quase 80% de execução

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As obras do Hospital da Mulher e Maternidade Estadual (HMME), em Palmas, registram 76,04% de execução. De acordo com o cronograma da obra, a conclusão está prevista para março de 2027, com previsão de início do funcionamento em maio.

O projeto prevê 210 leitos, sendo 80 destinados a unidades especializadas. Entre eles estão 30 leitos de UTI neonatal, 10 de UTI obstétrica, 30 de Unidade de Cuidados Intermediários (UCI) e 10 de Unidade Canguru.

A unidade terá serviços nas áreas de ginecologia, obstetrícia e neonatologia. O projeto também contempla Casa da Gestante, ambulatório, banco de leite humano e heliponto.

O Hospital da Mulher e Maternidade Estadual será destinado à assistência à saúde da mulher e do recém-nascido, e substituirá a atual estrutura do Hospital e Maternidade Dona Regina.

Prédios anexos

A previsão é que três prédios anexos do hospital sejam entregues em dezembro: a Casa da Gestante, o ambulatório e o restaurante. O ambulatório terá 12 consultórios organizados em salas temáticas para atendimento especializado.

A Casa da Gestante terá 20 leitos destinados às mães que aguardam a alta dos bebês, além de espaços de convivência. O restaurante atenderá às necessidades do ambulatório.

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