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DOAÇÃO DE ÓRGÃOS

Central Estadual de Transplantes capacita servidores sobre doação de órgãos e tecidos para transplantes

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Em busca de aumentar a conscientização e inclusão de novas unidades hospitalares do Tocantins na rede nacional de transplantes de órgãos e tecidos, a Central Estadual de Transplante do Tocantins (CETTO), vinculada a Secretaria Estadual de Saúde (SES-TO), promoveu no período de 15 a 17 de setembro, uma capacitação para os profissionais de saúde que atuam no Hospital Regional de Augustinópolis (HRAUG).

Nos três dias de treinamento, os servidores tiveram conhecimento sobre como é feito o processo de captação, protocolo de morte encefálica e processo de implantação do serviço de Comissão Intra-Hospitalar para Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT).

A enfermeira responsável pela Organização de Procura de Órgãos (OPO) do Tocantins, Tamires Yasmim Guide de Carvalho, comentou sobre o treinamento e a importância que ele traz para a saúde tocantinense. “A capacitação do processo de doação e transplante nas unidades hospitalares está ocorrendo com o intuito de orientação e sensibilização dos profissionais para que possamos expandir todo o processo de doação no Estado. Durante a capacitação, a orientação correta sobre como deve ser feita a abertura do protocolo de morte encefálica, a comunicação com os familiares e o cuidado especial que as unidades de saúde devem ter durante esse momento”.

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Para a diretora administrativa do HRAUG, Vilma Jovino, a implantação do serviço na unidade trará ótimos benefícios para a lista nacional. “A ministração da capacitação para os servidores do HRAUG é importantíssimo, pois eles terão conhecimento sobre como funciona o processo. E isso é imprescindível para a implantação deste processo de captação, doação e transplante de órgãos e tecidos no Tocantins”.

“Hoje é um dia muito especial para os colaboradores do HRAUG, pois estamos recebendo o treinamento para a conscientização e inclusão do nosso hospital na rede de captação de órgãos no Estado. Doar órgãos é doar vida, muitas pessoas estão aguardando na lista de espera por um órgão e você ou seus familiares podem salvar muitas vidas mesmo após a morte biológica”, comentou o médico alergista do HRAUG, Raphael Coelho Figueredo.

Setembro Verde

Setembro é o mês dedicado à conscientização e ao incentivo à doação de órgãos. O objetivo é destacar que a informação sobre o ato de doar órgãos pode salvar vidas, além de ser um pilar importante nesse processo e que precisa ser difundida.

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Neste ano, o Tocantins já captou 27 doações de córnea e seis captações múltiplas de órgãos. O Estado também já realizou 310 transplantes de córneas no Hospital Geral de Palmas (HGP) e, atualmente, há uma lista de espera de 174 pessoas à espera do referido procedimento.

Processo de captação

O Tocantins possui uma Central de Transplantes, credenciada pelo Ministério da Saúde (MS), que tem como principal função, a gestão de todos os processos que envolvem doação e transplante no Estado. As equipes de profissionais da Cetto, da Comissão Intra-hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT), da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e do Banco de Olhos Público do Tocantins (Boto) trabalham com afinco e contam com apoio de servidores da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), que atuam no Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), e da Polícia Militar do Tocantins (PM).

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Cinco pessoas serão beneficiadas após HGP realizar captação múltipla de órgãos

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A doação de órgãos é um ato de solidariedade que pode transformar vidas. Nesta terça-feira, 28, o Hospital Geral de Palmas (HGP) realizou mais uma captação múltipla de órgãos no Tocantins. A ação foi possível após a confirmação do diagnóstico de morte encefálica de uma doadora e a autorização da família para a doação.

Foram captados rins, fígado e córneas, que beneficiarão cinco pacientes que aguardam por um transplante. Com esta captação, o Tocantins contabiliza oito procedimentos de captação de órgãos realizados em 2026.

A captação seguiu os protocolos estabelecidos pelo Sistema Nacional de Transplantes e envolveu equipes especializadas responsáveis pela avaliação da doadora, manutenção clínica, confirmação do diagnóstico de morte encefálica, entrevista familiar, logística e retirada dos órgãos e tecidos.

Trabalho conjunto

Para que uma captação de órgãos fosse realizada, foi necessária a atuação integrada de diferentes equipes e instituições. Nesta ação, participaram uma equipe transplantadora de Brasília, com o suporte da Força Aérea Brasileira (FAB), além de profissionais da Central Estadual de Transplantes do Tocantins (CETTO),  Equipe Hospitalar de Doação para Transplante (E-DOT), da Organização de Procura de Órgãos (OPO) e do Banco de Olhos Público do Tocantins (BOTO).

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A operação também contou com o apoio da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/TO), por meio do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), da Polícia Militar do Tocantins (PMTO), da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana e Transporte Público, do Laboratório Central de Saúde Pública do Tocantins (Lacen/TO) e do Hemocentro, garantindo o suporte necessário para a execução de todas as etapas do processo.

Sobre a doação de órgãos

A doação de órgãos somente pode ocorrer após a confirmação da morte encefálica, caracterizada pela perda completa e irreversível das funções cerebrais, conforme os critérios estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina.

No Brasil, a retirada de órgãos e tecidos para transplante depende da autorização da família. Por isso, é importante que as pessoas conversem com seus familiares sobre o desejo de ser doadoras, para que essa vontade seja conhecida e possa ser respeitada.

Após a autorização familiar, os órgãos e tecidos são destinados aos receptores conforme critérios técnicos definidos pelo Sistema Nacional de Transplantes, considerando a compatibilidade entre doador e receptor, a gravidade clínica e a ordem da lista única de espera.

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