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Secretarias da Segurança Pública e da Saúde alinham tratativas para implantação da identificação neonatal em Maternidades da rede pública do Estado

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Na tarde desta terça-feira, 11, o Secretário de Estado da Segurança Pública, Bruno Azevedo, recebeu em seu gabinete, o secretário de Estado da Saúde, Vânio Rodrigues de Souza, a fim de alinhar as tratativas e bases para implantação da identificação neonatal nas Maternidades Públicas do Estado do Tocantins.

 

Também presente ao encontro, a Diretora do Instituto de Identificação, Elaine Monteiro Tonon, explicou que a iniciativa é de grande importância e requer planejamento que envolve as pastas da saúde e da Segurança Pública a fim de ser efetivada.

 

O secretário Bruno Azevedo destacou a relevância da ação, afirmando que todo processo conjunto de estudo para a implementação do Termo de Cooperação da identificação neonatal, tem o total apoio da Segurança Pública do Tocantins. “Essa é uma iniciativa de grande valia que visa identificar os bebês, de forma oficial, na maternidade no momento em que nascem, evitando assim que existam trocas de crianças, o que é sempre algo muito traumático para os pais e familiares. Nesse sentido, buscaremos implementar todos os trâmites necessários para que esse projeto saia do papel no menor tempo possível”, frisou o gestor da SSP/TO.

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O secretário da saúde, Vânio Rodrigues também se mostrou receptivo à ideia e se colocou à disposição a fim de poder formalizar a ação que depende ainda de novos estudos para ser implementada. O gestor da SES ponderou que toda ação que traga benefícios à população, especialmente, aos recém-nascidos e suas mães, é sempre bem-vinda.

 

No decorrer da reunião, a diretora Elaine Tonon explicou de forma clara e objetiva todas as etapas que precisam ser percorridas para que a identificação neonatal se torne realidade no Tocantins.

 

“Hoje nós nos reunimos com o secretário da Saúde e da Segurança Pública para tratar das primeiras ideias sobre a implantação da identificação neonatal. Trata-se de um projeto de grande relevância e por isso, vamos avançar nas tratativas de se firmar um acordo de cooperação técnica para que na hora que aquele bebê nascer, ele já seja identificado, bem como sua a mãe também, pois desse modo, cria-se um vínculo entre mãe e filho que impede a troca dos bebês nesse primeiro momento”, ponderou.

 

Como vai funcionar

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A diretora frisou que as maternidades que contam com Cartórios poderão, em um primeiro momento, ter a possibilidade de emitir a Carteira de Identidade Nacional para aquela criança recém nascida. “No entanto, se o hospital não tiver cartório, os nossos postos também terão esses equipamentos para que os pais possam procurar e ainda nos primeiros dias de vida emitir essa Carteira de Identidade Nacional. Então, nós temos um ganho muito grande de segurança, de cidadania, é um fator importantíssimo, é uma prerrogativa, uma maneira que o governo federal tem levantado e que tem sido encampada pela Segurança Pública por meio do Instituto de Identificação E agora, com apoio da Saúde”, disse a diretora.

 

Vale ressaltar que esse ano foi assinado o Pacto pela Identificação Neonatal Infantil, que ocorreu no  no Congresso Cidadania Digital. A Secretaria da Segurança Pública já conta com a verba do Fundo de Segurança Pública do Tocantins (FUSP) para fazer aquisição dos equipamentos necessários. Desse modo, a intenção é que no semestre seja possível iniciar a implantação da identificação neonatal.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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