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Polícia Militar apreende 170 quilos de capim-dourado colhidos e transportados ilegalmente

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A Polícia Militar do Tocantins, por meio da Companhia Serra Geral (2º Comando de Policiamento do Interior), de Dianópolis, apreendeu um carregamento ilegal com 170 quilos de capim-dourado, colhidos e transportados de maneira ilegal. Além de apreender a carga, os policiais também conduziram o autor do ilícito ambiental até a cidade de Gurupi, para registro do flagrante junto aos órgãos competentes.

A apreensão da carga foi realizada após a Polícia Militar receber uma denúncia anônima, relatando que o homem, dono da caminhonete onde estava o capim-dourado, era habituado a fazer a colheita do produto, fora do prazo permitido e sem a devida autorização do órgão ambiental. Ao abordarem o veículo e confirmarem a veracidade da denúncia, os policiais acionaram o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) para auxiliar na condução das providências legais cabíveis.

Colheita legal

Cerca de 400 artesãos e extrativistas estão autorizados pelo Naturatins para fazerem a colheita das hastes de capim-dourado (Syngonanthus nitens), na região do Jalapão. O Naturatins, por meio da Lei 3.594/2019, estabelece que o período de colheita deve ocorrer entre 20 de setembro e 30 de novembro.

A gerente de Suporte ao Desenvolvimento Socioeconômico do Naturatins, Vanessa Braz, explica que mesmo os coletores credenciados pelo Naturatins precisam observar algumas regras, como o fato das hastes não poderem ser transportadas e comercializadas in natura, apenas na forma de peças artesanais.

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“Outra orientação importante repassada pelo Naturatins é que apenas as hastes devem ser colhidas desde que estejam completamente secas e maduras, e as flores devem ser cortadas e espalhadas no local em que foram coletadas, garantindo assim a dispersão das sementes e a manutenção dos campos de capim-dourado da região”, reforça a gerente.

Capim-dourado

Apesar do nome, o capim-dourado não é um capim, uma vez que não pertence à família das gramíneas. A haste dourada com uma pequena flor branca no topo é, na verdade, da família das sempre-vivas.

Considerado uma das preciosidades do Tocantins, o capim-dourado brota em outros estados do Brasil, onde há incidência do bioma Cerrado: Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Goiás, Distrito Federal e Bahia. Mas é no Tocantins, na região do Jalapão, devido suas características de solo, principalmente, onde a haste apresenta sua melhor forma.

O capim-dourado é a principal matéria-prima para a confecção de bolsas, bijuterias e objetos de decoração feitos por artesãos, especialmente quilombolas que residem no Parque Estadual do Jalapão e na APA do Jalapão.

A habilidade dos artesãos do povoado Mumbuca na produção de peças de capim-dourado fez o produto ganhar fama e encantar pessoas em todo o Brasil e também no exterior.

Festa da colheita

Tradicionalmente, antes do início da coleta do capim-dourado é realizada a Festa da Colheita, quando os comunitários locais celebram a haste que deu a eles notoriedade e renda garantida durante todo o ano. Este ano, a festa está marcada para acontecer nos dias 9, 10 e 11 de setembro.

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A Festa é promovida pela Associação dos Artesãos do Povoado Mumbuca (22 km do município de Mateiros) e é aberta ao público, atraindo visitantes que, no período, têm a oportunidade de conhecer a cultura, as tradições e, em especial, de verificar como se dá o processo de produção do artesanato de capim dourado.

 Licença

Os interessados em possuir a licença para a coleta, manejo e transporte do capim-dourado devem solicitar a mesma junto ao Naturatins, no prazo estipulado e com os documentos solicitados  pela IN° 126/2021. Para conseguir essa autorização, o interessado deverá fazer o pedido no Sistema de Gestão Integrada Ambiental (Sigam), que pode ser acesso pelo site do órgão (www.naturatins.to.gov.br).

Vanessa Braz ressalta que o controle e normatização para coleta do capim-dourado é fundamental dada a importância do produto para a subsistência das famílias de artesãos da região do Jalapão. “Todas essas medidas, bem como a fiscalização dos campos, ajuda a evitar a coleta fora de época e o contrabando, que podem comprometer a existência do capim-dourado”, justificou.

 

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Comissão do concurso da Polícia Civil do Tocantins realiza primeira reunião de alinhamento

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A comissão responsável pelo concurso da Polícia Civil do Tocantins realizou, nesta quarta-feira, 8, a primeira reunião de alinhamento, com foco na organização das próximas etapas previstas no certame. A reunião foi na sede da Secretaria de Estado da Administração (Secad/TO) e reuniu representantes da Secad, da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP/TO) e demais integrantes da comissão.

O encontro marcou o início das atividades do grupo, que passa a conduzir os trâmites administrativos necessários para a realização do concurso. Ficou definido que nas próximas reuniões será apresentado um documento de formalização da demanda, etapa essencial para a contratação da banca organizadora.

A presidente da comissão, Taís de Araújo Oliveira Ferreira, destacou o início dos trabalhos e a importância do certame. “Estamos muito felizes em iniciar os trabalhos desta comissão de um concurso tão esperado e importante para a população tocantinense. Hoje iniciamos o alinhamento para a construção dos documentos necessários para a contratação da banca. Estamos todos engajados e preparados para cumprir essa missão”, afirmou.

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Também foi decidido que a comissão irá se reunir duas vezes por semana, com o objetivo de dar celeridade ao andamento dos trabalhos. Uma nova reunião já está agendada para sexta-feira, 10, quando terão continuidade as discussões técnicas.

Membro da comissão, e presidente substituto, o delegado Emerson Francisco de Moura abordou a definição das próximas etapas. “A reunião foi de extrema importância para alinhar as ações da comissão mista, composta por servidores da Segurança Pública, Polícia Civil e Administração. Já traçamos um cronograma preliminar e seguimos com a determinação de dar a maior celeridade possível ao processo, com segurança jurídica”, disse.

Fazem parte da comissão, a presidente Taís de Araújo Oliveira Ferreira, o presidente substituto, Emerson Francisco de Moura, e os demais membros, Napolião Freire de Gois, Sara Rodrigues Gouvea, José Rodrigues da Silva Filho, Everton Benmuyal da Costa, Lorena Josephine Ponce de Leon e Pinheiro de Cerqueira Oyama, Ibanez Ayres da Silva Neto e Mauricio Kraemer Ughini.

A comissão foi instituída por portaria publicada no Diário Oficial do Estado no último dia 1º de abril, dando início aos procedimentos para a realização do concurso, que prevê 452 vagas para os cargos de delegado, oficial investigador e perito oficial.

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O certame é aguardado há mais de uma década e tem como objetivo recompor o efetivo da Polícia Civil e ampliar a capacidade de investigação no estado. A próxima etapa será a contratação da banca organizadora e, posteriormente, a publicação do edital com todas as regras do concurso.

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