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Polícia Civil prende casal suspeito de abrigar segundo envolvido na morte de delegado amazonense

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Um casal foi preso na tarde desta quarta-feira, 2, em Araguaína, por dar abrigo ao segundo suspeito envolvido na morte do delegado amazonense Aldeney Goes Alves, ocorrido na última sexta-feira, 28, dentro de uma farmácia em Belém (PA), cidade onde passava férias com a família.

A prisão foi efetuada pelas equipes da 3ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado – 3ª DEIC de Araguaína, da 2ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa – 2ª DHPP de Araguaína e da 27ª Delegacia de Polícia de Araguaína, a partir de informações repassadas pelas Polícias Civil do Pará e do Amazonas. Os policiais chegaram até a residência do casal, no Setor Universitário, após receberem a informação de que o mesmo estaria abrigando o suspeito que tem um mandado de prisão em aberto expedido pela justiça paraense.

“Assim que a guarnição se aproximou da residência, o fugitivo notou a presença da polícia e se evadiu pelos fundos. Ao adentrarmos a residência, nós constatamos que de fato o casal estava dando abrigo ao fugitivo. Constatamos que não havia nenhum tipo de vínculo familiar  ou de amizade entre o suspeito e o casal, e que esse apoio estava sendo prestado por eles, tão somente devido ao vínculo criminoso, pelo fato deles pertencerem a mesma organização criminosa”, informou o delegado titular da 3ª DEIC de Araguaína, Romeu Fernandes.

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O casal foi detido e conduzido até a delegacia, onde foram lavrados os autos de prisão. “Diante dos elementos que nós tínhamos, do pertencimento desse casal a essa facção somado ao fato deles terem prestado esse auxílio a um fugitivo da justiça, o casal foi autuado em flagrante pelos crimes de organização criminosa e favorecimento pessoal”, informou o delegado.

Após os procedimentos legais cabíveis, o homem foi conduzido para a Casa de Prisão Provisória de Araguaína (CPPA) e a mulher para a 5ª Central de Atendimento da Polícia Civil, onde está aguardando vaga no sistema prisional feminino.

As equipes das Polícias Civil do Tocantins, Pará e Amazonas seguem em diligências para capturar o segundo envolvido no crime de latrocínio que vitimou o delegado Aldeney Goes Alves.

Outro envolvido

Na última segunda-feira, o outro envolvido foi capturado durante ação conjunta das polícias dos três estados. O suspeito foi preso em Araguaína, durante uma abordagem a um ônibus vindo de Marabá (PA). Ele foi apresentado à Central de Flagrantes da Polícia Civil, onde foram realizados os procedimentos cabíveis, e após conduzido para Belém (PA).

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O segundo suspeito conseguiu evadir do local e desde então, os policiais seguem em diligências para prendê-lo.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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