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Operação Átria

No Tocantins, Operação Átria já resulta em quase cem inquéritos concluídos e mais de 30 pessoas presas Caixa de entrada

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Em alusão ao mês em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, a Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO), por meio da Polícia Civil, está participando da Operação Átria realizada com objetivo de combater crimes de violência contra a mulher, em razão de gênero. A operação é realizada em todo país sob coordenação do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), através da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

No Tocantins, a Operação Átria já possibilitou o atendimento de 180 mulheres, 185 diligências realizadas, 98 inquéritos concluídos, 88 inquéritos instaurados e 32 pessoas presas. A delegada de Polícia do Interior, Ana Carolina Coelho, explica que os números ainda podem ser mais expressivos, já que a operação segue até o dia 28 de março. “Esse trabalho envolve todas as delegacias do Estado, especialmente as DEAMs (Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher) e DEAMVs (Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher e Vulneráveis). Além disso, nossas delegadas estão atuando com palestras e outros projetos nas cidades do Tocantins, e dentro da Operação temos intensificado a conclusão de inquéritos e prisões relacionados à violência doméstica”, completou a delegada.

Conscientização

Como citado pela delegada, além da apuração de denúncias, instauração de inquéritos, atendimentos e cumprimento de mandados, a Operação também promove ações educativas, como palestras, orientações e cursos.

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Nesta semana a programação foi extensa em todo o Estado.  A 3ª Delegacia de Atendimento à Mulher (DEAM) de Araguaína realizou a segunda edição do Projeto Fênix que levou diversos serviços de assistência à mulheres que moram em setores com alto índice de violência doméstica.

A equipe da 8ª DEAMV de Porto Nacional realizou palestra sobre violência contra a mulher.  A 10ª DEAMV e a 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC) de Colinas fizeram atendimento às mulheres em suas sedes. A equipe da 103ª Delegacia de Polícia (DP) de Taguatinga ministrou palestras em escolas. Já a 11ª DEAMV de Arraias distribuiu panfletos informativos e ministrou palestras nas escolas da cidade.

Em Guaraí, a 5ª DEAMV participou de entrevista em uma rádio do município para falar sobre violência doméstica. A 9ª DEAMV de Gurupi realizou roda de conversa e visitas às vítimas que possuem medida protetiva de urgência. Já na região sudeste do Estado, a equipe da 10ª DEAMV de Dianópolis empreendeu diligências na cidade. Também foram realizadas palestras na cidade de Novo Alegre do Tocantins.

A violência doméstica também foi tema da palestra ministrada pela 3ª DEAM de Araguaína aos alunos do Senai e do Colégio Militar. Diligências também foram realizadas em Nova Olinda.

No Bico do Papagaio, na zona rural de Araguatins, também foram realizados atendimentos pela DEAM.  As ações ainda se estendem por todo o mês de março.

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No Tocantins, a operação conta com a parceria de instituições, dentre elas a Secretaria da Mulher, Secretaria dos Povos Originários e Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO).

Canais de denúncia

As denúncias de violência contra a mulher podem ser feitas através do 180, que atende todo o território nacional e funciona diariamente, 24 horas por dia, e em todas as Delegacias de Polícia Civil do Tocantins.

Central de Atendimento à Mulher 24 Horas (Palmas- Taquaralto) – (63) 3571-8354

1ª Central Palmas – (63) 3218-6870 / 3218-6875

2ª Central Palmas – (63) 3218-1893

3ª Central Araguatins – (63) 3474-1125

4ª Central Tocantinópolis – (63) 3471-1511

5ª Central Araguaína – (63)  3421-3467

6ª Central Colinas – (63)  3476-1738

7ª Central Guaraí – (63) 3464-1418 / 3464-1943

8ª Central Pedro Afonso – (63) 3466-2290

9ª Central Paraíso – (63) 3602-2209

10ª Central Miracema – (63) 3602-2209

11ª Central Porto Nacional – (63) 3363-1664

12ª  Central Gurupi – (63) 3312-4110

13ª Central Alvorada – (63) 3353 – 1862

14ª Central Dianópolis – (63) 3692 2480

15ª Central Arraias – (63) 3653-1905

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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