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Homem foragido da justiça do Tocantins há 10 anos por homicídio qualificado é preso pela Polícia Civil em Goiás

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Na tarde desta quinta-feira, 22, uma ação conjunta deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins e pela PM de Goiás resultou na localização e captura de homem investigado por homicídio, cometido em 2011, na cidade de Wanderlândia.

De acordo com o delegado Alexander Pereira da Costa, a prisão do indivíduo 38 anos, ocorreu na cidade goiana de Brazabrantes, após compartilhamento de informações entre a Polícia Civil do Tocantins e a Polícia Militar de Goiás.

“No decorrer das investigações, conseguimos descobrir que o indivíduo estaria vivendo na cidade de Brazabrantes, onde levava uma vida acima de qualquer suspeita”, disse o delegado Alexander.

Desse modo, após compartilhamento de informações, foi possível efetuar a prisão do acusado nesta quinta-feira. Ele foi levado para a sede da unidade policial local, onde foi submetido aos procedimentos legais cabíveis e, em seguida, recolhido ao presídio de Trindade (GO), onde aguardará recambiamento para o Tocantins.

O crime

O crime ocorreu  em  junho de 2011, quando o acusado efetuou um disparo de espingarda no peito de seu próprio cunhado, enquanto este dormia em uma rede em uma fazenda de Wanderlândia.

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As investigações da Polícia Civil apontaram que o indivíduo agiu por vingança pelo fato de a vítima ter discutido com sua irmã que era esposa do acusado. Além do tiro, o autor ainda desferiu várias coronhadas e chutes no rosto da vítima. Em seguida fugiu para Goiás onde foi capturado hoje.

Segundo o de Alexander, a localidade da prisão do indivíduo  prova que mesmo decorrido um longo período, a Polícia Civil sempre está empenhada ao máximo para encontrar e prender os autores de crimes praticados no Tocantins.

“Não importa o decurso do tempo, pois sempre envidamos todos os esforços para localizar o paradeiro dos investigados para fazer com que os mesmos respondam criminalmente pelos seus atos”, disse.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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