GURUPI

SEGURAÇA PÚBLICA

Em Gurupi, Delegado Regional participa de evento sobre o combate ao racismo

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Em alusão ao mês em que é comemorado o dia da Consciência Negra, na manhã desta terça-feira, 11, a Polícia Civil do Tocantins, por meio da 7ª Delegacia Regional de Gurupi se fez presente em uma sessão solene realizada na Câmara de Vereadores de Gurupi.

Na oportunidade, o delegado-regional Joadelson Rodrigues Albuquerque foi um dos convidados do evento, promovido pela Vereadora Professora Alana. Na ocaisão, o delegado foi convidado a falar  a respeito do combate ao racismo e a discriminação racial. Durante mais de 40 minutos, a autoridade policial discorreu sobre os procedimentos investigativos realizados pela Polícia Civil no tocante aos crimes raciais, frisando que além de investigar e indiciar autores, a PC/TO também realiza o acolhimento de vítimas desses tipos de delitos que ainda fazem muitas vítimas diariamente.

 Ele também tirou uma série de dúvidas sobre como é o atendimento nas Delegacias de Polícia Civil e a aplicação da lei. O delegado também contou um pouco de sua trajetória pessoal até se tornar delegado de Carreira da Polícia Civil do Tocantins, conclamando a todos para que se conscientizem e lutem pelo fim do racismo.

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O delegado Joadelson lembrou que para a Segurança Pública, a justiça social e o respeito à diversidade são pilares indispensáveis para uma atuação legítima e cidadã. Desse modo, a Polícia Civil tem trabalhado para que cada investigação, cada atendimento e cada ação institucional sejam guiados por valores éticos, humanos e republicanos — reafirmando que o racismo é crime, e que combater o racismo é também garantir paz e segurança à sociedade.

Por fim, o delegado esclareceu sobre as tipificações dos crimes e falou sobre os meios que os cidadãos têm para fazer as denúncias, a fim de que os fatos sejam devidamente investigados pela Polícia Civil.

“Em nome da Polícia Civil do Tocantins, agradeço à Câmara Municipal e à Professora Alana pela sensibilidade em promover este espaço de diálogo e valorização da cultura afro-brasileira. Reafirmo nosso compromisso com a defesa dos direitos humanos, com o respeito à diversidade e com a promoção de uma segurança pública mais humana, próxima e inclusiva”, concluiu a autoridade policial.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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