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Seciju celebra Dia do Policial Penal e reforça reconhecimento aos profissionais do Sistema Penitenciário

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Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju) celebra o Dia do Policial Penal, comemorado em 09 de dezembro, reforçando o reconhecimento ao trabalho essencial dos profissionais que atuam diretamente na segurança, na gestão e no fortalecimento do sistema prisional do Tocantins.

Presentes diariamente nas unidades penais do Estado, os policiais penais são responsáveis por manter a ordem, garantir a integridade de internos e servidores e apoiar ações de ressocialização.

O secretário interino da Cidadania e Justiça, Hélio Marques, destaca que a data é um momento de agradecimento. “O Governo do Tocantins reafirma, neste dia, seu respeito e sua gratidão aos policiais penais. Por trás do funcionamento diário das unidades penais, há profissionais que atuam com compromisso, técnica e responsabilidade, garantindo que o sistema opere dentro dos padrões de segurança e dignidade exigidos pela gestão estadual”, destacou

Hélio Marques reforça ainda que o policial penal desempenha papel estratégico para a política penitenciária do Estado. “A atuação desses servidores é essencial para a construção de um sistema mais organizado, seguro e humanizado. O Governo do Tocantins, por meio da Seciju, reconhece a relevância dessa missão e valoriza cada servidor que exerce suas funções com coragem, disciplina e dedicação ao serviço público”, acrescentou o secretário.

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Avanços na categoria

Nos últimos anos, a categoria tem contribuído para avanços no sistema prisional, na modernização de processos, no aprimoramento das rotinas de segurança e no fortalecimento das ações de inteligência.

O superintendente de Administração dos Sistemas Penitenciário e Prisional, Marcone Cardoso, ressaltou o orgulho de pertencer à classe. “Como policial penal, sei do peso da responsabilidade, das decisões rápidas e do equilíbrio necessário para garantir segurança e dignidade ao mesmo tempo. Hoje, não falo apenas como superintendente, mas como colega de farda; sinto um orgulho profundo da nossa categoria e da força que mostramos mesmo diante dos maiores desafios”, frisou.

Para quem está na ponta, o trabalho vai além da segurança. “Quando mantemos um ambiente seguro, abrimos portas para que o processo de ressocialização aconteça. Somos o elo entre as normas do sistema e a dignidade de quem está privado de liberdade”, pontuou a policial penal Marileide de Souza.

História e valorização

A Polícia Penal do Tocantins foi instituída pela Mesa da Assembleia Legislativa por meio da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) nº 40, que alterou o artigo 104 da Constituição Estadual, formalizando a criação da corporação.

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Os profissionais, que inicialmente atuavam sob a nomenclatura de Técnico em Defesa Social (TDS) e posteriormente como Agentes de Execução Penal, passaram a integrar oficialmente as forças de segurança do Estado em 2020. A mudança assegurou maior autonomia, ampliação de direitos e reconhecimento técnico.

A categoria avançou ainda com a criação do Plano de Cargos, Carreira e Subsídios (PCCS), sancionado pela Lei nº 3.879, em janeiro de 2022. Em abril do mesmo ano, o Governo do Tocantins deu posse a mais de 150 novos policiais penais, consolidando um efetivo superior a mil profissionais distribuídos pelas unidades penais do estado.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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