GURUPI

POLICIA CIVIL

Ações educativas da Polícia Civil do Tocantins promovem conscientização de violência contra crianças e adolescentes em Gurupi

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Para ampliar a conscientização sobre a importância de combater as diversas formas de violência contra crianças e adolescentes, policiais civis estão realizando até esta sexta-feira, 29, palestras e rodas de conversa com alunos da rede de ensino, em Gurupi. As atividades iniciadas na última terça-feira, 26, são realizadas no âmbito da Operação Hagnos e buscam sensibilizar os participantes sobre o enfrentamento a essas violações.

As ações educativas contaram com palestras direcionadas a crianças e adolescentes e iniciaram no Centro de Ensino Médio de Gurupi (CEM), nessa terça-feira, 26. A palestra na unidade alcançou 120 adolescentes com idades entre 15 a 17 anos. No Colégio Estadual Girassol José Seabra Lemos, 150 estudantes, com idades entre 13 e 15 anos, participaram das atividades. A programação inclui ainda uma visita ao Colégio Militar do Município nesta quinta-feira, 28, e finaliza na Escola Estadual Dr. Joaquim Pereira da Costa, na sexta-feira, 29, onde serão realizadas novas atividades voltadas para a conscientização e prevenção de violências contra o público infantojuvenil.

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O escrivão Rodrigo Barbosa, um dos palestrantes da ação, conta que o conteúdo programático das palestras aborda temáticas sobre bullying, cyberbullying e ainda faz um alerta quanto a superexposição e hiperssexualização nas redes sociais. “Com o advento da inteligência artificial, os malfeitores conseguem fazer montagens e divulgar essas imagens em sites adultos. Pegam só o rosto em uma foto e fazem uma montagem com corpo adulto seminu. Isso tudo sem muito esforço e depois vendem essas imagens nesses sites. Por isso é importante estar atento, monitorando seus filhos, netos, sobrinhos e falando dos perigos para evitar esse tipo de crime”, destacou.

Operação Hagnos

A Operação Hagnos tem o objetivo de combater crimes de violência praticados contra crianças e adolescentes em todos os municípios do Estado. A operação nacional é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ/SSP), e no Tocantins, pela Secretaria da Segurança Pública (SSP/TO), por meio do Centro Integrado de Comando e Controle Estadual (CICCE).

No Tocantins a ação acontece de forma integrada e reúne a SSP/TO, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros, Guarda Metropolitana, Polícia Rodoviária Federal e Conselho Tutelar.

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Denúncias

O cuidado com crianças e adolescentes é uma responsabilidade de todos. Se você tiver conhecimento de casos de violência ou abuso sexual, denuncie. As denúncias podem ser feitas pelo Disque 100, pelo canal Ouvidoria da Mulher (180), presencialmente em uma delegacia de polícia ou on-line por meio da Delegacia Virtual.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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