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Polícia Civil prende homem suspeito de cometer vários assaltos na região Sul de Palmas

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A Polícia Civil do Tocantins, por intermédio da 4ª Delegacia de Palmas, capturou na manhã desta quarta-feira, 17, em uma clínica de reabilitação na Capital, um homem de 27 anos, considerado um perigoso assaltante que atuava na região sul da cidade.

O último assalto praticado pelo suspeito, ocorreu no dia 18 de julho deste ano, em uma mercearia localizada na região sul da Capital. Conforme o proprietário do estabelecimento relatou à polícia, o homem adentrou o comércio, comportando-se inicialmente como um cliente qualquer em busca de algo para comprar.

O delegado titular da 4ª DP, Eduardo Menezes, destaca que essa é uma forma muito comum utilizada pelos assaltantes, de analisar o cenário antes de praticar o assalto. Imagens da câmera de segurança do estabelecimento mostram que, já com a vítima entretida e com poder de reação reduzido, o assaltante sacou uma arma de fogo (revólver cromado) e, só então, anunciou o assalto. De forma rápida, o assaltante levou consigo todo o dinheiro que estava no caixa do mini mercado e o celular da filha do proprietário que estava carregando a bateria em cima do balcão.

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“O valor roubado só não foi maior por conta da atuação perspicaz do proprietário do estabelecimento, que costuma, à medida que o volume de entrada de dinheiro aumenta, realocar os valores em local seguro, anexo ao estabelecimento e fora do acesso de invasores”, destaca o delegado.

Durante as investigações, a Polícia Civil descobriu que o suspeito estaria internado em uma clínica de reabilitação para dependentes químicos na Capital, local onde foi preso na manhã desta quarta-feira, 17.

O suspeito é bastante conhecido pela prática de crimes desta natureza na região. “É uma figura criminosa conhecida, um assaltante perigoso, contumaz na prática de vários outros roubos na região e é investigado até pela prática de estupro”, informa.

Após os procedimentos legais cabíveis, o suspeito foi encaminhado à Casa Prisão Provisória de Palmas onde permanecerá à disposição do Poder Judiciário.

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Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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