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Maratona de inovação promovida pelo Governo do Tocantins premia propostas voltadas a desafios ambientais

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Os vencedores da 1ª edição do Faptgulhas – Hackamarh Hackathon foram conhecidos na noite dessa terça-feira, 09, no auditório da Unitins, durante a cerimônia de premiação que reuniu equipes participantes, organizadores, parceiros, profissionais e estudantes.

A maratona foi promovida pela Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e pela Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), por meio do Núcleo de Inovação Tecnológica (NIT), com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt).

A 1ª. Edição do  Faptgulhas reuniu dez equipes formadas por estudantes e profissionais que tiveram o desafio de desenvolver, em 48 horas, soluções inovadoras voltadas para um dos dois eixos temáticos propostos: acesso ao financiamento e gestão de impacto no âmbito do Programa Jurisdicional de REDD+ (JREDD+), ou restauração ecológica e monitoramento de áreas degradadas.

As equipes disputaram uma premiação total de R$ 30 mil, viabilizada com recursos da Fundação de Amparo à Pesquisa do Tocantins (Fapt), por meio do projeto Faptgulhas. O valor será distribuído entre as cinco melhores equipes, sendo R$ 12 mil para o primeiro lugar, R$ 8 mil para o segundo, R$ 5 mil para o terceiro, R$ 3 mil para o quarto e R$ 2 mil para o quinto colocado.

A equipe Gaia, do Eixo 1, conquistou a primeira colocação com a proposta de uma solução voltada à simplificação e automação de processos documentais relacionados à submissão, análise e acompanhamento de projetos ambientais. A proposta utiliza inteligência artificial para apoiar a organização de informações, identificar pendências e aumentar a eficiência na análise de documentos e propostas.

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Para o líder da equipe, Arthur Murada Cabral Wanderley, o resultado é fruto do esforço e da dedicação dos integrantes, que passaram praticamente 48 horas sem dormir em busca da melhor solução para o desafio proposto no Eixo 1 – Acesso ao Financiamento e Gestão de Impacto (JREDD+).“Buscamos entregar a melhor solução possível para a administração pública”, afirmou.

Representando o secretário Marcello Lelis, a secretária-executiva da Semarh, Cristiane Peres, destacou a importância da parceria com a universidade na realização da primeira edição do evento, que abriu espaço para profissionais tocantinenses desenvolverem ferramentas tecnológicas voltadas aos desafios ambientais. “Esperamos que tenhamos muitas outras edições como esta”, ressaltou.

Representando o reitor da Unitins, Augusto Rezende, a vice-reitora Darlene Castro destacou a importância da participação da comunidade acadêmica e dos profissionais nas iniciativas promovidas pela instituição. “De nada adianta querermos desenvolver ações sem a participação de vocês”, afirmou.

Já o presidente da Fapt, Gilberto Gomes, reiterou a importância da integração entre academia e poder público na busca por soluções simples e inovadoras para os desafios da sociedade. “Certamente essas soluções alcançarão as pessoas que realmente precisam”, enfatizou.

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O evento contou ainda com o apoio institucional da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto), da Agência de Tecnologia da Informação (ATI), do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e da Conservação Internacional Brasil (CI-Brasil).

CLASSIFICAÇÃO FINAL

1º lugar – GAIA

  • Arthur Murada Cabral Wanderley
  • Pablo Caldeira Gomes Monteiro
  • Gabriel Messias Freire Garrido
  • Raquel Aires Pimenta Silva
  • Samuel Matsukami Cruz Kagueiama

2º lugar – GREEN TECH

  • Valéria Pereira Mota
  • Kauê Glória Milhomem
  • Iad Rodrigues Moraes
  • Esther Mota Reis
  • Caio Alexandre de Sousa Ramos

3º lugar – ARARA

  • Leonardo Vinicius Batista Santos
  • Fernanda Galvão Marçal
  • Albérico Eduardo Alves Campos Soares
  • Samuel Cordeiro Araújo
  • André da Silva Alves

4º lugar – GUARDIÕES DO CERRADO

  • Kaio Macedo Machado
  • Rafael Aguiar Silva
  • João Pedro Cavalcante Valadares
  • Márcia Faria e Silva
  • Adriane Feitosa Valadares

5º lugar – SARA

  • Samuel Teles dos Santos
  • Wesley Sousa Ferreira
  • Lucas de Jesus da Silva
  • Luís Eduardo Maia Gonçalves da Costa
  • Elmoranne Oliveira da Silva

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MEIO AMBIENTE

Ações preventivas são realizadas nas Unidades de Conservação em preparação para o período de estiagem

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Com a proximidade do período de estiagem, quando aumenta o risco de incêndios florestais, as Unidades de Conservação (UCs) estaduais recebem ações preventivas com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e contribuir para a proteção dos ecossistemas durante o período de maior vulnerabilidade climática.

Nas Unidades de Conservação estaduais, administradas pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), são desenvolvidas ações preventivas com base no Manejo Integrado do Fogo (MIF), metodologia que reúne planejamento, prevenção e uso controlado do fogo para reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais de grandes proporções durante a estação seca.

Entre as práticas adotadas estão as queimas prescritas, realizadas de forma planejada em áreas previamente definidas, sob condições climáticas adequadas e de acordo com critérios técnicos e protocolos de segurança.

Nas áreas protegidas, as queimas prescritas foram realizadas entre os meses de março e julho como medida preventiva para reduzir o acúmulo de material combustível, estabelecer barreiras à propagação do fogo e contribuir para a diminuição do risco de incêndios florestais.

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Além das queimas prescritas, são desenvolvidas atividades de monitoramento por satélite, patrulhamento terrestre, abertura e manutenção de aceiros, utilização de drones para apoio à detecção de focos de calor e capacitação de brigadistas. Também são realizadas ações de educação ambiental voltadas às comunidades localizadas no entorno das Unidades de Conservação.

As ações preventivas incluem ainda orientações a produtores rurais e comunidades tradicionais sobre práticas de manejo que contribuam para a redução do risco de incêndios e para a conservação das áreas protegidas e de seu entorno.

Como medida de prevenção durante o período crítico, permanece suspensa, até 31 de outubro, a emissão de novas Autorizações de Queima Controlada (AQC), bem como a validade das autorizações já concedidas para atividades agrossilvipastoris em todo o estado. A medida busca reduzir o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais durante o período de estiagem.

Monitoramento

O monitoramento das áreas protegidas é realizado por meio da plataforma Programa Brasil MAIS, coordenada pela Polícia Federal, cujas informações subsidiam o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais nas Unidades de Conservação estaduais.

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Conforme os registros da plataforma, em 2024 foram contabilizados 174.544 hectares atingidos por queimadas nas Unidades de Conservação estaduais monitoradas, correspondentes a 7,45% dos 2,3 milhões de hectares da área total. Em 2025, os registros indicam 120.476 hectares atingidos, equivalentes a 5,14% da área monitorada.

Os dados do Programa Brasil MAIS também registram informações referentes às áreas atingidas por queimadas em diferentes Unidades de Conservação estaduais, entre elas o Parque Estadual do Cantão, a Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, o Parque Estadual do Jalapão e a Área de Proteção Ambiental Lago de Palmas.

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