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Lamira Artes Cênicas celebra 15 anos transformando cena, memória e trajetória em livro

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A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) esteve presente na noite desta quarta-feira, 17, na 51ª edição da Roda Literária na Fundação Cultural de Palmas, durante o lançamento do livro “15 anos Lamira”, que reúne memórias, processos, imagens e histórias que marcaram a caminhada da Lamira Artes Cênicas. A assessora de gabinete da Secult Lara Faez representou a secretária-executiva da Cultura, Valéria Kurovski, que responde interinamente pela pasta.

A abertura da noite foi marcada por um trecho do espetáculo “A Jornada de Kokoro”, obra circense apresentada pela companhia, cuja trama acompanha um boneco que, aflito e desesperado, precisa ter o próprio coração removido por seus manipuladores para iniciar uma jornada de cura e sabedoria. A cena sintetizou a poética da Lamira, baseada na pesquisa do corpo, do movimento e da imagem como linguagem artística.

O evento contou ainda com sessão de autógrafos, bate-papo com integrantes da companhia, apresentação artística e acessibilidade em Libras. O livro reúne fotografias, registros de processos criativos, depoimentos e fragmentos de cenas, organizados pelo pesquisador Henrique Rochelle, com produção de Carolina Galgane, em uma obra que revisita a trajetória da companhia a partir da memória e do movimento.

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Durante o lançamento, a Lamira também celebrou a participação no Showcase Circo no MICBR+Ibero-América 2025, onde apresentou um de seus espetáculos circenses, representando a Região Norte em um dos principais encontros da economia criativa do país. Para a diretora Carolina Galgane, o convite simbolizou reconhecimento e continuidade. “Chegar aos 15 anos já é uma conquista enorme para uma companhia profissional no Norte. E ser convidada para o MICBR é como receber um selo de qualidade nacional, que abre portas e amplia nossa circulação”, afirmou.

O diretor João Vicente e Silva destacou o caráter coletivo e afetivo da celebração. Segundo ele, o lançamento foi vivido como um encontro em família e um reconhecimento institucional. “Quando o Estado proporciona atividades como essa, ele reconhece que o Tocantins é feito de gente, de acontecimentos vivos, que merecem ser festejados e registrados”, pontuou.

Representando a Secult, Lara Faez ressaltou a importância dos investimentos públicos para a continuidade de projetos culturais estruturantes. “Iniciativas como essa mostram como os editais e políticas públicas fortalecem trajetórias, geram oportunidades e garantem que a cultura tocantinense alcance novos territórios. Incentivar a produção artística é investir em identidade, memória e desenvolvimento humano”, afirmou.

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Apoio da Secult

O projeto foi realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB/PAAR 2024), do Ministério da Cultura, operacionalizados pela Secretaria de Estado da Cultura do Tocantins, e também conta com fomento do programa Funarte de Apoio a Ações Continuadas 2023, por meio do projeto Lamira Viva!. A iniciativa reafirma o papel do poder público no fortalecimento da produção artística e na valorização das expressões culturais do Tocantins.

Lamira

Fundada em Palmas, a Lamira Artes Cênicas desenvolve pesquisa continuada em linguagem cênica e acumula circulação nacional e internacional, além de ações formativas, educativas e sociais, consolidando-se como uma das companhias mais atuantes da região Norte.

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CULTURA

No Dia dos Povos Indígenas, Governo do Tocantins destaca políticas de inclusão e valorização dos povos originários

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O Governo do Tocantins celebra, neste domingo, 19, o Dia dos Povos Indígenas, destacando as ações de inclusão e valorização dos povos originários no estado. Criada em 2023, a Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot) foi um dos principais avanços para fomentar, coordenar e executar políticas públicas em âmbito estadual, de forma transversal.

O governador Wanderlei Barbosa destaca que a Sepot é pautada pelo desenvolvimento sustentável, pela proteção e promoção de direitos. “A criação desta secretaria representa um marco histórico para o Tocantins. Com isso, garantimos que os povos indígenas tenham voz ativa dentro do governo, participando da construção de políticas públicas que respeitem sua cultura e identidade. Nosso compromisso é promover desenvolvimento com dignidade, inclusão e respeito às raízes do nosso estado”, reforça.

No Tocantins, mais de 20 mil pessoas se autodeclaram indígenas, segundo o último levantamento do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos dados relacionados aos municípios com maior população indígena no estado, Tocantínia lidera o ranking (4.086), seguida por Goiatins (2.650), Tocantinópolis (2.352), Lagoa da Confusão (2.340) e Formoso do Araguaia (1.633).

O secretário de Estado dos Povos Originários e Tradicionais, Ercivaldo Xerente, indígena do povo Akwê, ressalta que a criação da pasta trouxe mais visibilidade para as comunidades no Tocantins. “Nós avançamos ao levar várias ações para dentro das aldeias e também ao proporcionar intercâmbio cultural, com o protagonismo dos indígenas, inclusive em eventos internacionais. Essa foi a missão repassada pelo governador Wanderlei Barbosa, fazer com que as comunidades indígenas se desenvolvam com mais dignidade”, enfatiza.

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Os rituais milenares são uma forma de as comunidades originárias manterem viva a cultura. Entre os eventos celebrados estão Hetohoky e Herèràwo, do povo Iny (Karajá), ritos de passagem dos meninos para a vida adulta, cheios de danças, cantos e cores, que reúnem centenas de pessoas nas aldeias Macaúba e Fontoura, localizadas na Ilha do Bananal.

“Um mês para que todos façam uma reflexão sobre a importância dos povos indígenas, da cultura, da linguística e de sua organização sociocultural. Para nós indígenas, é muito importante a presença da Sepot em todos os territórios do estado. O Tocantins tem avançado muito, principalmente no reconhecimento e valorização das comunidades originárias e tradicionais”, concluiu o diretor de proteção aos povos indígenas da Sepot, Rogério Xerente.

Etnias

O Tocantins é habitado por diferentes etnias, entre elas: Javaé, Awa Canoeiro, Tuxá, Krahô-Kanela, Karajá, Krahô, Xambioá, Kanela, Xerente, Apinajé, Fulni-ô, Pankararu, Guarani, Karajá da Ilha, Warao.

O povo Xerente, autodenominado Akwê, pertence ao tronco linguístico Macro-Jê. Vive às margens do rio Tocantins, no município de Tocantínia, em várias aldeias da região.

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Já o povo Javaé, autodenominado Inỹ, habita a Ilha do Bananal, principalmente às margens do rio Javaés, vivendo em 18 aldeias nas Terras Indígenas Parque do Araguaia.

Também do povo Inỹ, os Karajá estão na Ilha do Bananal. São conhecidos por sua cultura profundamente conectada à água. Vivem em diversas aldeias, como Santa Isabel e Fontoura.

Os Xambioá estão principalmente na região de Santa Fé do Araguaia. Assim como o povo Karajá e Javaé, eles formam o povo Inỹ, com os mesmos costumes e língua.

Os Krahô são falantes da língua Jê e estão principalmente nos municípios de Goiatins e Itacajá. São conhecidos por suas aldeias circulares, corridas de tora e valorização das sementes tradicionais.

Os Kanela do Tocantins foram reconhecidos como indígenas recentemente, graças ao trabalho desenvolvido pela Sepot e residem na aldeia Crim Patehi, localizada no município de Lagoa da Confusão.

                 

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