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Feira das Mulheres Empreendedoras de Wanderlândia conta com programação cultural apoiada pela Secult

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A Praça Padre Josimo, em Wanderlândia, foi palco de mais uma edição da Feira do Projeto Mulheres Empreendedoras nesta quinta-feira, 5. A Secretaria da Cultura do Tocantins (Secult) apoiou a realização do evento por meio da programação cultural, contribuindo para a valorização dos artistas locais, o fortalecimento da economia criativa e o incentivo a iniciativas comunitárias que promovem desenvolvimento e geração de renda no município.

Criado em 2021, o projeto reúne cerca de 230 mulheres empreendedoras e promove a geração de renda, autonomia econômica e a força do coletivo. A feira também contou com o apoio de outras instituições parceiras, entre elas o Poder Judiciário, a Agência de Fomento do Estado do Tocantins, e as secretarias estaduais de Segurança Pública,  Turismo, Governadoria e Comunicação.

Pela Secult, esteve presente a gerente de Planejamento, Fomento e Parcerias Culturais, Savana Sanches. “Quero agradecer ao Governador Wanderlei Barbosa em nome do secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, pelo incentivo às ações que aproximam a cultura das comunidades, e parabenizar a Adriana Pereira pela condução deste importante trabalho em Wanderlândia,” frisou.

O apoio da Secult se fez por meio da programação cultural do evento, com apresentação musical do cantor Márcio Deluk, artista local e parceiro frequente da iniciativa. Ele agradeceu o incentivo da pasta aos artistas da região.

“Quero agradecer à Secretaria da Cultura e ao secretário Adolfo Bezerra pelo apoio e incentivo aos artistas da região. Esse tipo de evento impulsiona a cultura local e cria oportunidades para que possamos levar nossa música cada vez mais longe, além de participar de iniciativas que valorizam o trabalho e o talento das pessoas do município”, afirmou o cantor.

A Presidente da Associação, Adriana Pereira, ressaltou a trajetória e o crescimento do grupo ao longo dos anos. “Durante esses quatro anos vivemos momentos de alegria e também muitos desafios. Em alguns momentos,algumas pessoas ficaram para trás e outras chegaram a dizer que esse projeto não iria para frente. Tudo começou com uma mulher que acreditou nesse sonho desde o início. Hoje somos 230 mulheres empreendedoras em Wanderlândia. Mais do que negócios, estamos construindo uma história”, afirmou.

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O juiz de direito do Fórum de Wanderlândia, José Carlos Ferreira Machado, também destacou a importância do coletivo para as mulheres no município. “Em diferentes cidades da região, muitas pessoas já reconhecem a força das Mulheres Empreendedoras. A iniciativa mostra que o segredo do sucesso é não desistir. As mulheres persistiram e hoje contam com apoio do Governo do Estado, do município e também do Judiciário. Esse trabalho representa autonomia e ampliação de oportunidades para as mulheres da região”.

Um dos momentos mais marcantes da feira foi o anúncio da destinação de um lote para a construção da sede do Projeto Mulheres Empreendedoras. A área foi doada por Josyane Fenelon, empresária local, gesto que representa um importante apoio ao fortalecimento da iniciativa. A conquista foi celebrada pelas integrantes do grupo, que enxergam no novo espaço a oportunidade de ampliar as atividades, fortalecer as ações do projeto e consolidar o local como um ponto de encontro para o empreendedorismo feminino e para a produção artesanal.

Além da valorização da gastronomia regional, com a comercialização de comidas típicas, a feira também promoveu a economia criativa, reunindo uma diversidade de produtos desenvolvidos pelas próprias empreendedoras. Entre os itens expostos estavam peças artesanais, como vestuário e objetos decorativos, evidenciando o talento, a criatividade e o potencial de geração de renda das participantes.

Entre as participantes estava Ckrystiana Alves Guimarães, médica veterinária que também trabalha com produção de doces e apresentou na feira um novo produto: o brigadeiro com creme de leite ninho no copinho.

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“Faço parte do grupo há cerca de três anos. Participar da feira faz muita diferença para mim, porque além de aumentar minha renda, também tenho a oportunidade de interagir com outras pessoas, rever amigas, trocar ideias e fazer novas amizades,” comenta Ckrystiana.

O servidor público João Carlos de Souza, frequentador da feira, destacou a importância do evento para a comunidade. “Essa feira é muito importante para a cidade. Além de valorizar o trabalho das mulheres, também movimenta a economia e oferece produtos de qualidade para a população. É um espaço que incentiva o comércio, aproxima a comunidade e que precisa receber mais apoio dos governantes”, afirmou.

A programação também contou com apresentação de dança das alunas Maria Cecília e Maria Fernanda, do Centro Municipal de Educação Infantil (CMEI) Romeu e Julieta, orientadas pela professora Ednamacia Vieira dos Santos. Segundo a diretora da unidade, Lucirene Rodrigues, a participação das crianças teve também caráter educativo. “A apresentação teve um significado especial dentro da programação da feira. A atividade está relacionada à Semana Escolar de Combate à Violência contra a Mulher, trabalhada nas unidades de ensino. A proposta é envolver as crianças nesse processo de conscientização desde cedo”, explicou.

Serviços
A programação em alusão ao Dia Internacional da Mulher estendeu-se até a sexta-feira, dia 6, com a oferta de diversos serviços voltados à população. Os atendimentos foram realizados no Fórum de Wanderlândia e incluíram renovação de documentos de identidade com a emissão de mais de 200 carteiras, atendimento psicológico e orientações direcionadas a pequenas e microempresas.

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CULTURA

Artesanato feito com babaçu revela a força cultural das quebradeiras de coco no Tocantins

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O ofício das quebradeiras de coco babaçu foi reconhecido como manifestação da cultura nacional nos estados do Tocantins, Maranhão, Piauí e Pará, por meio da Lei nº 15.431, publicada no Diário Oficial da União no último dia 11 de junho. A medida valoriza uma atividade marcada pela transmissão de saberes entre gerações e diretamente ligada à preservação ambiental, à economia popular e à identidade cultural de comunidades tradicionais.

O Tocantins está entre os principais produtores de amêndoa de babaçu do Brasil. Na região do Bico do Papagaio, a extração possui grande relevância econômica para comunidades locais, especialmente para mulheres que mantêm os saberes vivos. No Estado, a atividade tem forte relação com o artesanato. Do coco são extraídas, além do azeite e das castanhas, as palhas, cascas e demais matérias-primas para a produção de biojoias, utensílios, objetos decorativos e outros produtos confeccionados pelas artesãs locais.

Para o secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, o reconhecimento do ofício é uma importante conquista para a cultura tocantinense. “Esse reconhecimento é uma conquista para as quebradeiras de coco e para todos que fazem parte dessa cadeia produtiva. O trabalho dessas mulheres carrega história, conhecimento tradicional, relação com o território e também sustenta parte importante da nossa cultura.  A Secult celebra essa medida e afirma seu compromisso com a valorização dos saberes tradicionais, dos artesãos e das comunidades que mantêm viva a identidade do nosso estado”, destacou o secretário.

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Ações da Secult

A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) atua junto às artesãs que trabalham com o babaçu por meio do cadastro no Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), que possibilita a emissão da Carteira Nacional do Artesão. O documento reconhece oficialmente a atuação como profissionais, garante acesso a políticas públicas e ações de fomento voltadas ao setor.

Além disso, as artesãs cadastradas podem participar dos editais de seleção para feiras nacionais promovidos pela Secult e ampliar as oportunidades de comercialização, circulação e divulgação do artesanato tocantinense em eventos dentro e fora do estado.

Em julho de 2025, a Secult também participou do Projeto Interinstitucional Defensoria nos Babaçuais, desenvolvido pela Defensoria Pública do Estado do Tocantins, em Augustinópolis. Durante a ação, a equipe da Secretaria atuou no mapeamento de 40 quebradeiras de coco babaçu e realizou cadastros para posterior emissão da Carteira Nacional do Artesão.

A partir do reconhecimento, a expectativa é que o ofício das quebradeiras de coco ganhe ainda mais visibilidade e fortaleça políticas públicas voltadas à valorização dos saberes tradicionais, do artesanato e da economia criativa no Tocantins.

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