GURUPI

CULTURA

Curta-metragem “O Match” tem pré-estreia no Cine Sesc, em Palmas

Publicado em

A pré-estreia do curta-metragem “O Match” foi realizada nesta quarta-feira, 17, no Cine Sesc, em Palmas. A obra foi viabilizada pelo Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), com recursos do Edital Projetos Culturais – Região Palmas nº 22/2024, da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB Tocantins).

O Match é um curta-metragem de ficção, com elementos de suspense, ambientado durante o período da pandemia da Covid-19. A narrativa acompanha Alice, personagem principal que, em meio ao isolamento social, se vê confinada em casa e decide baixar um aplicativo de relacionamento em busca de interação. Com o desenrolar da história, ela percebe que a pessoa com quem conversa se revela um stalker, dando início aos conflitos centrais do filme.

A diretora e roteirista do curta, Gabriela Maia, explica que a ideia da produção surgiu a partir do próprio roteiro. “Escrevi o texto durante a pandemia. Naquele período, fiz um curso de roteiro pelo Sesc, com a Cláudia Lage, e foi nesse processo que desenvolvi a história”, relembrou.

Leia Também:  Vernissage abre a exposição 'Circo Pra Nós!' e celebra os 15 anos do Circo Os Kaco em Taquaruçu

Segundo Gabriela, a produção do curta-metragem durou quatro dias e foi gravada, em grande parte, dentro da própria casa, como forma de facilitar o processo. “Trabalhamos em equipe, entre amigos, o que tornou o processo mais viável”, pontuou.

PNAB

A diretora também destacou a importância dos recursos da Política Nacional Aldir Blanc para a realização do projeto. “A PNAB foi essencial para que eu conseguisse tirar o roteiro do papel. Ele estava parado desde a pandemia e, sem esse incentivo, não seria possível produzir. O cinema tocantinense está em crescimento, com profissionais qualificados, e as leis de incentivo são fundamentais para que possamos continuar trabalhando”, afirmou.

Atualmente, o curta-metragem ainda não pode ser exibido ao público em geral, pois está inscrito em festivais e precisa atender ao critério de ineditismo exigido por grande parte das mostras. “A maioria dos festivais solicita que o filme seja inédito. Espero que, em breve, possamos exibi-lo para o público”, concluiu a diretora.

Sobre a proponente

Gabriela Maia, 35 anos, é escritora, roteirista, continuísta, diretora e produtora cultural. É autora de dois livros: ‘Fora de Controle’ e ‘Sob Controle’. Também escreveu roteiros para publicidade e foi apresentadora do podcast ‘Só um Videozinho’.

Leia Também:  Ourivesaria de Natividade é reconhecida como Patrimônio Imaterial do Brasil

A cineasta iniciou sua trajetória no cinema em 2023, atuando como vídeo assistente no longa-metragem ‘Entramas’, de Justino Vetore. Em seguida, integrou a equipe do curta-documentário Mulheres de Luta, como assistente de câmera, e do longa Apoio Cultural, de Juliane Almeida, na mesma função.
Contemplada pela PNAB do Estado no final de 2024, Gabriela iniciou, em março, a produção de ‘O Match’. Especializou-se na área de continuidade, com trabalhos nos longas ‘O Julgamento de Arlete’, de Cláudia Roberta; ‘Circo dos Sonhos’, de Nival Correia; e ‘Sobre Dores e Dores’, de Kaká Nogueira e Bell Gama.

Advertisement

CULTURA

Governo do Tocantins celebra reconhecimento das quebradeiras de coco babaçu como manifestação da cultura nacional

Published

on

As quebradeiras de coco babaçu tiveram seu ofício reconhecido como manifestação da cultura nacional por meio da Lei Federal nº 15.431. A nova legislação foi anunciada durante evento alusivo ao Dia Mundial do Meio Ambiente, em Brasília/DF, nesta quarta-feira, 10. O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), celebra o reconhecimento e reforça o compromisso com o fortalecimento das comunidades tradicionais do estado.

A legislação contempla as trabalhadoras dos estados do Tocantins, do Maranhão, do Piauí e do Pará. As quebradeiras de coco babaçu integram os povos e as comunidades tradicionais, desempenhando uma atividade de grande relevância histórica, cultural, social e econômica. No Tocantins, elas estão concentradas principalmente na região norte do estado e garantem o sustento de inúmeras famílias por meio do extrativismo sustentável.

“Essa conquista representa o reconhecimento da história, da resistência e da contribuição das quebradeiras de coco babaçu para a cultura brasileira e para a preservação dos nossos recursos naturais. São mulheres que mantêm conhecimentos tradicionais transmitidos entre gerações e que desempenham papel fundamental na proteção dos territórios e na sustentabilidade das comunidades”, destaca o secretário de Estado dos Povos Originários e Tradicionais, Ercivaldo Xerente.

Leia Também:  Manual de boas práticas para a pesca artesanal no Tocantins ajuda pescadores a melhorar a qualidade do pescado e a aumentar a produtividade respeitando os recursos naturais

Coco babaçu

A matéria-prima é o babaçu, palmeira nativa encontrada em abundância no norte do Tocantins, na região do Bico do Papagaio. Utilizando técnicas tradicionais para o aproveitamento integral do coco, elas produzem óleo, carvão e diversos outros subprodutos. Pela profunda ligação com a natureza e pelos saberes culturais repassados por gerações, as quebradeiras de coco representam um símbolo de resistência feminina e de preservação.

Organizadas em associações, cooperativas e movimentos sociais, essas mulheres desempenham papel fundamental na defesa dos territórios tradicionais e na conservação dos babaçuais.

A atividade envolve a coleta, a quebra e o beneficiamento do coco babaçu, além da produção de diversos derivados utilizados na alimentação, no artesanato e na fabricação de óleo, sabão, carvão e farinha. O manejo tradicional dos babaçuais é reconhecido como uma prática sustentável, capaz de gerar renda sem comprometer a vegetação nativa.

Continue Reading

GURUPI

TOCANTINS

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA