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Contemplado em edital estadual da LPG, documentário Documentário sobre líder quilombola “Dotôra” estreia hoje (6) no Cine Cultura

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Estreia hoje, 6 de maio, às 19h30, no Cine Cultura, o documentário “Dotôra”, que retrata a vida e os saberes da moradora do Quilombo Mumbuca (Jalapão) Noêmia Ribeiro da Silva. Com duração de 30 minutos, o filme foi produzido com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do edital Audiovisual Tocantins, lançado pela Secretaria da Cultura (Secult). A sessão será única, com entrada gratuita e classificação livre.

Dotôra é reconhecida por seu conhecimento sobre as plantas medicinais do Cerrado e por sua atuação na preservação das tradições quilombolas. Sua história está ligada à de Dona Miúda, sua mãe, matriarca que popularizou o artesanato em capim-dourado, atividade que transformou a realidade da comunidade. Com a morte de Dona Miúda, Dotôra assumiu a liderança do quilombo, ajudando a manter vivos os costumes locais.

Dirigido por Helen Lopes, o documentário busca registrar a trajetória de Dotôra além das redes sociais, onde ela já é conhecida. “Estamos falando de uma pessoa muito conhecida. A imagem e algumas das histórias contadas pela Dotôra já são bastante difundidas nessa época de exposição em redes sociais. […] Nossa missão é, através da nossa arte, que é o cinema, registrar os saberes, as lutas e a importância dessa pessoa”, explicou o diretor.

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O roteiro é de Rayssa Carneiro, que também produziu o filme e pesquisou a vida da protagonista em seu mestrado. “Eu conheci a Dotôra em 2017 e desde então, ela vem me inspirando e me instigando”, disse. “Mas conhecer a Dotôra é também se incomodar com a sua situação, que é bem representativa de uma grande parcela da população, que vive longe das políticas públicas e do reconhecimento dos seus saberes e do seu valor. A gente se sente responsável em trazer esta realidade à tona”, concluiu.

A sinopse descreve o filme como um retrato do “Brasil profundo que resiste pela cultura”, mostrando a tradição e a reinvenção presentes no Quilombo Mumbuca. A produção contou com equipe local, que inclui direção de fotografia de Helen Lopes e pós-produção da Gabiroba Filmes.

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CULTURA

Abertas as inscrições para seleção de artesãos que representarão o Tocantins no 1º Arpoarte, em novembro no Rio de Janeiro-RJ

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A Secretaria de Estado da Cultura do Tocantins (Secult-TO), em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), por intermédio da Coordenação Estadual do PAB no Tocantins, tornou público o processo de seleção de interessados em participar do 1º Festival de Arte Popular e Artesanato Brasileiro – Arpoarte, que acontecerá entre os dias 25 e 29 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro – RJ.

O objetivo do processo seletivo é divulgar o artesanato local, por meio do apoio a mestres, artesãos, entidades e grupos, que irão promover a comercialização e a valorização do nosso fazer manual. Além disso, busca incentivar a integração de artesãos tocantinenses com criadores das demais regiões do Brasil, para ampliar a visibilidade de suas produções em um ambiente colaborativo, com a troca experiências e informações.

Inscrições

As inscrições podem ser realizadas presencialmente, com a entrega de todos os documentos exigidos na Secult, em Palmas, ou por e-mail, com o envio da documentação para o endereço [email protected].br.

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O prazo de inscrições teve início às 0h desta quinta-feira, 13 de agosto, e segue até as 23h59 do dia 11 de setembro de 2026.

A lista de documentos exigidos, além dos demais critérios, pode ser conferida no edital disponível no site da Secult  e no Diário Oficial do Estado .

Distribuição de vagas

Poderão ser selecionados artesãos das classificações de arte popular, artesanato tradicional, artesanato de referência cultural, artesanato contemporâneo-conceitua, artesanato indígena e quilombola.

Serão 10 vagas, distribuídas entre artesãos profissionais individuais registrados no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (SICAB), com Carteira Nacional válida, além de entidades representativas como associações, cooperativas e grupos de produção artesanal.

Entre as vagas, há oportunidades específicas para pessoas com deficiência (PcD), indígenas e quilombolas, conforme os critérios estabelecidos no edital.

Transporte das peças

O transporte das peças de Palmas (TO) ao Rio de Janeiro (RJ), assim como o retorno à capital, ficará sob a responsabilidade da Secult e será operacionalizado por meio do caminhão-baú doado pelo PAB ao Estado ou por outros meios alternativos.

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