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Reconhecimento chinês ao status sanitário brasileiro reforça importância da defesa agropecuária

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Com um rebanho superior a 12 milhões de animais de produção, sendo aproximadamente 11,7 milhões de bovinos e bubalinos, o Tocantins tem na sanidade animal um dos pilares da competitividade de sua pecuária. O reconhecimento do Brasil como país livre de febre aftosa sem vacinação pelo governo chinês reforça a relevância do trabalho desenvolvido pelos serviços veterinários oficiais e pelos produtores rurais para a manutenção desse patrimônio sanitário.

No Tocantins, a Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) atua de forma permanente na vigilância sanitária, educação sanitária, fiscalização e controle do trânsito animal, ações que contribuem para a segurança do rebanho e para o atendimento das exigências dos mercados compradores.

Para o presidente da Adapec, Lenito Abreu, o reconhecimento demonstra a solidez do sistema de defesa sanitária brasileiro e reforça a importância do trabalho realizado diariamente no Estado.

“A Adapec faz parte da estrutura que sustenta a confiança sanitária necessária para manter mercados estratégicos, como o chinês, por meio de ações permanentes de vigilância, fiscalização e educação sanitária. Esse resultado é fruto de um compromisso conjunto entre produtores rurais, servidores da defesa agropecuária e empresários do setor, que compartilham a responsabilidade de preservar a sanidade do nosso rebanho e a credibilidade da pecuária tocantinense”, destacou.

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Exportações

Os resultados desse trabalho podem ser observados nas exportações. Em 2025, o Tocantins exportou para a China cerca de 78,98 mil toneladas de carne bovina, movimentando US$ 413,86 milhões. Embora o Estado já mantenha relações comerciais consolidadas com o país asiático, o reconhecimento fortalece a imagem sanitária do Brasil e reforça a confiança internacional em seus produtos.

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Rastreia/TO avança para etapa prática com identificação de 250 bovinos em Tabocão

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Atividade integra Prova de Conceito que testa procedimentos, equipamentos e tecnologias para implantação da rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos no Tocantins

A implantação do Rastreia/TO avançou para uma nova etapa na terça-feira, 22, com a realização de atividade prática da Prova de Conceito (PoC) na Fazenda Tupã, da Motta Agropecuária, em Tabocão. Durante o trabalho de campo, 250 bovinos machos, com aproximadamente 18 meses de idade, receberam identificação individual por meio de brincos visuais e eletrônicos, com leitura por tecnologia RFID e registro das informações em sistema digital.

A atividade reuniu equipes técnicas envolvidas na implantação do programa, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), com execução técnica conjunta da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins).

O Rastreia/TO integra a política estadual de identificação individual e rastreabilidade de bovinos e bubalinos, instituída pelo Decreto nº 7.164, de 13 de maio de 2026. O trabalho busca testar, em condições reais, procedimentos que permitam acompanhar individualmente os animais e organizar informações relacionadas à origem, movimentação e demais registros da cadeia produtiva.

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Capacitação antecedeu atividade em campo

A prática ocorreu após a capacitação realizada na segunda-feira, 21, em Palmas. A programação preparou técnicos, extensionistas e demais participantes para os procedimentos previstos nesta fase do Rastreia/TO.

Foram apresentadas orientações sobre a Prova de Conceito, boas práticas de identificação animal, utilização dos brincos e equipamentos de aplicação, operação dos leitores eletrônicos e registro das informações no aplicativo RadarBov.

A Prova de Conceito foi estruturada como um teste controlado, com previsão de quatro meses de acompanhamento. O escopo contempla 21 propriedades rurais, entre pequenas, médias e grandes, e aproximadamente 5,3 mil animais.

Além das propriedades participantes, o teste prevê acompanhamento em outros pontos da cadeia produtiva, incluindo revenda agropecuária, leilão e frigorífico. O objetivo é verificar o funcionamento da identificação e da leitura dos animais em diferentes etapas antes do avanço das próximas fases de implantação.

Comitê Gestor do Rastreia/TO

Também na segunda-feira, 21, foi publicada no Diário Oficial do Estado, a Portaria que designa os integrantes do Comitê Gestor do Programa de Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos do Estado do Tocantins, formado pela Seagro, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Adapec, Ruraltins e Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

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As atribuições incluem, definir diretrizes, prioridades e metas estratégicas do programa, acompanhar indicadores e resultados da implantação, aprovar o planejamento anual e propor ajustes técnicos, operacionais e institucionais.

A cadeia produtiva é representada pela Associação Tocantinense de Novilho Precoce (ATNP), Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Carnes e Derivados do Estado do Tocantins (Sindicarne), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet/Senar) e Associação dos Criadores de Nelore do Tocantins (ACNT).

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