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Igeprev tem superávit histórico de R$ 505,2 milhões em 2025 com aplicações sólidas e rentáveis

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O Governo do Tocantins, por meio do Instituto de Gestão Previdenciária do Estado do Tocantins (Igeprev/TO), registrou rentabilidade histórica de R$ 505,2 milhões em 2025, marcando um novo ciclo de solidez na gestão previdenciária estadual. O resultado superou a meta atuarial estabelecida (IPCA + 5,10%), alcançando retorno consolidado de 9,84% e reforçando a sustentabilidade do regime previdenciário dos servidores públicos do Tocantins.

O desempenho é resultado de uma política de investimentos conservadora, orientada pela segurança e pela responsabilidade fiscal. Atualmente, 88,12% dos recursos do Instituto estão aplicados em instituições consideradas entre as mais seguras do país, como Tesouro Nacional, Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil.

Como reflexo direto dessa estratégia, o patrimônio líquido do Igeprev atingiu a marca histórica de R$ 5,44 bilhões em 2025, fortalecendo a capacidade do regime de garantir o pagamento futuro dos benefícios e ampliar a segurança dos mais de 50 mil segurados.

Segundo a presidente do Instituto, Bárbara Gomes, os números demonstram uma mudança estrutural na forma de gerir os recursos previdenciários. “Estamos vivendo um novo ciclo no Igeprev, marcado por decisões técnicas, responsabilidade fiscal e absoluto respeito ao patrimônio dos servidores. Os resultados de 2025 mostram que é possível aliar segurança, transparência e rentabilidade, sempre com foco na proteção do futuro dos nossos segurados”, destaca.

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Mesmo diante de passivos herdados de gestões anteriores, o Igeprev mantém atuação firme para proteger o patrimônio dos segurados. Cerca de R$ 21 milhões permanecem no Fundo Aquilla, que segue fechado para resgates, e o Instituto atua na Justiça para responsabilizar os gestores da época e recuperar recursos. Até o momento, já foram recuperados R$ 253,7 milhões, reforçando o compromisso com a transparência, a boa governança e a segurança do regime previdenciário.

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Romaria do Senhor do Bonfim em Natividade reúne fiéis e movimenta fé, cultura e economia no Tocantins

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Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.

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Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.

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