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Banda Big Marias lança projeto musical viabilizado pela PNAB e alcança destaque nacional

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A banda tocantinense Big Marias lançou seu primeiro disco autoral com apoio do Edital nº 22/2024, da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), operacionalizado pela Secretaria da Cultura do Estado do Tocantins (Secult), possibilitando o fortalecimento da cena musical independente e ampliando a visibilidade da produção cultural local.

O projeto viabilizou a gravação profissional do álbum, um marco importante na trajetória da banda, que há anos atua de forma independente dentro da lógica do “faça você mesma”. O apoio por meio do edital possibilitou melhores condições técnicas, tempo de estúdio e estrutura adequada para a consolidação de um trabalho autoral construído ao longo de mais de uma década.

Para além da realização artística do grupo, o disco representa também um registro relevante da música autoral produzida no Tocantins, reafirmando a diversidade e a potência criativa do cenário alternativo do estado.

Trajetória e lançamento

A ‘Big Marias’ é formada por Samia Cayres (guitarra e voz), Didia Cayres (bateria) e Felipe SuperNaut (baixo), artistas com ampla trajetória na cena musical tocantinense, com participação em bandas, festivais e projetos culturais ao longo dos anos. A sonoridade se caracteriza por uma proposta crua, intensa e honesta, resultado do amadurecimento artístico dos integrantes.

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O lançamento oficial do disco ocorreu em dezembro de 2025, em Palmas, durante a programação do ‘Black Bird Festival’. O show de lançamento contou com intérprete de Libras, reforçando o compromisso com a acessibilidade e a inclusão cultural.

O trabalho também alcançou destaque nacional. A faixa “Dry” integrou duas playlists do site especializado no cenário da música alternativa ‘Tenho Mais Discos Que Amigos — Radar TMDQA!’ ampliando o alcance da banda e evidenciando a relevância da produção autoral desenvolvida no Tocantins.

Acesso ao disco

O disco da ‘Big Marias’ está disponível em todas as plataformas digitais de áudio, como Spotify, Bandcamp e YouTube, permitindo que o público de diferentes regiões tenha acesso ao trabalho.

Spotify:
https://bit.ly/bigmariasdisco

Bandcamp:
https://bigmarias.bandcamp.com

YouTube – Big Marias:
https://www.youtube.com/@bigmarias

YouTube – Wheels of Confusion Records:
https://www.youtube.com/@wheelsofconfusionrecords
https://www.youtube.com/@bigmarias

Sobre a proponente

A proponente do projeto é Samia Cayres, musicista, compositora, guitarrista e vocalista da Big Marias. Atuante há muitos anos na cena cultural do Tocantins, Samia também desenvolve trabalhos como produtora e comunicadora, com forte envolvimento na música autoral e na construção de espaços para mulheres na cena independente. À frente do projeto, ela destaca o papel do fomento público como ferramenta para transformar sonhos coletivos em ações concretas e duradouras. “As políticas públicas de cultura são fundamentais para garantir que artistas locais tenham condições reais de criar, registrar e difundir seus trabalhos”, comentou.

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CULTURA

Artista tocantinense Dorivã é selecionado no Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes 2025

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O artista indígena Dorivã Passarim do Jalapão, nome artístico de Dorivan Borges da Silva, foi selecionado no Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes 2025, sendo o único representante do Tocantins contemplado no edital nacional. O resultado da etapa de seleção foi publicado nesta sexta-feira, 23, pela Fundação Nacional de Artes (Funarte).

Integrante do Programa Funarte Memória das Artes, o prêmio reconhece e valoriza mestras e mestres das artes das cinco regiões do Brasil, que atuam como referência em seus territórios pela preservação, transmissão e fortalecimento dos saberes artísticos e culturais. Dorivã foi contemplado na área da Música e figura entre os três selecionados da Região Norte.

A chamada pública recebeu 1.390 propostas de todo o país. Inicialmente previsto com investimento de R$ 3 milhões, o edital recebeu suplementação de R$ 2 milhões, totalizando R$ 5 milhões e possibilitando a premiação de 50 mestras e mestres em diferentes linguagens artísticas, como artes visuais, circo, dança, música e teatro.
Para Dorivã, o reconhecimento nacional carrega um significado coletivo. “É uma grande alegria, mas também um recado para que eu nunca me esqueça de que estou representando a identidade de um povo e de tantos Mestres e Mestras que vieram antes de mim, com seu fazer cultural diário, sonhando e lutando pela construção da identidade da nossa gente”, afirma. O artista destaca ainda o orgulho de representar o estado. “Ser o único selecionado do Tocantins, e um dos três da Região Norte, é um privilégio e um presente do povo tocantinense que acompanha e acredita no meu trabalho”, completa.

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O artista ressalta que o prêmio fortalece sua trajetória e amplia caminhos para a cultura tocantinense. “Cada reconhecimento nos dá mais fôlego para seguir em frente, mas é fundamental caminhar ao lado dos sonhos e das lutas das comunidades tradicionais, que são a base de quem se propõe a fazer cultura no nosso estado e no país”, pontua.

Prêmio Funarte

O Prêmio Funarte Mestras e Mestres das Artes é destinado a pessoas com 60 anos ou mais, com atuação artística contínua de, no mínimo, dez anos, cuja trajetória seja reconhecida por organizações da sociedade civil e pelas comunidades onde atuam. Do total de recursos do edital, foram reservados 20% para mestras e mestres negros, 10% para indígenas e 10% para pessoas com deficiência, reforçando o compromisso com a diversidade.

Ao avaliar a importância das políticas públicas para a cultura popular e tradicional, Dorivã destaca o papel dos editais no fortalecimento da economia criativa. “O trabalho autoral e cultural precisa de políticas públicas que enfrentem uma lógica de mercado que tenta apagar nossas raízes. Editais como o Mestres e Mestras, assim como a Lei Paulo Gustavo e a Lei Aldir Blanc, fortalecem a economia criativa e possibilitam que o artista construa um trabalho perene, com suporte, e não dependência”, avalia.

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O prêmio integra a Política Nacional das Artes e está alinhado às diretrizes do Plano Nacional de Cultura (PNC), contribuindo para a preservação da memória das artes, a valorização dos saberes tradicionais e o fortalecimento das expressões culturais nos territórios.

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