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Governo do Tocantins intensifica apoio aos municípios para adequação à Reforma Tributária

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O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), intensificou as ações de apoio aos municípios para assegurar a adesão e a efetiva operacionalização do padrão nacional da Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e). A medida, de cumprimento obrigatório, é essencial para a adequação ao novo modelo de gestão tributária, o fortalecimento da cooperação federativa, a modernização da gestão pública e a preparação institucional dos municípios para os desafios do novo modelo.

O governador Wanderlei Barbosa destaca que o Governo do Tocantins conduz a implementação da Reforma Tributária em parceria com a Associação Tocantinense de Municípios (ATM) e os municípios, com foco no fortalecimento da gestão pública e no desenvolvimento regional. “Essa é uma mudança importante para todo o país, e o Tocantins tem conduzido esse processo de forma responsável. Estamos ao lado das prefeituras para garantir que todos possam continuar acessando recursos, convênios e investimentos. Reforçamos o compromisso do Governo com a preparação dos municípios para essa adequação”, enfatiza o chefe do Executivo.

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A adoção do padrão nacional da Nota Fiscal de Serviços eletrônica (NFS-e) integra o novo modelo tributário instituído no âmbito da Reforma Tributária. A iniciativa promove a padronização de procedimentos, o compartilhamento de informações entre União, estados e municípios e o uso de sistemas eletrônicos integrados, contribuindo para o fortalecimento da arrecadação municipal e o combate à sonegação fiscal.

Adesão obrigatória

No Tocantins, a maior parte dos municípios já formalizou a adesão ao sistema nacional da NFS-e. No entanto, oito cidades ainda não concluíram o processo, seja por pendências na adesão formal ou por dificuldades na configuração e na operacionalização do sistema. Diante disso, o Governo do Estado reforça que os gestores devem procurar a Sefaz para receber orientação técnica, esclarecer dúvidas e obter o apoio necessário para a devida regularização.

O secretário de Estado da Fazenda, Donizeth Silva, explica que a adoção da NFS-e no padrão nacional é uma exigência legal decorrente da Reforma Tributária e deve ser cumprida por todos os municípios. “A legislação estabelece essa obrigatoriedade e o descumprimento pode gerar impactos administrativos e financeiros, especialmente no recebimento de transferências. Por isso, o Estado está estruturando ações técnicas para orientar e acompanhar o processo. Sabemos que há dificuldades técnicas e operacionais, sobretudo entre municípios de menor porte, e a Sefaz está à disposição para prestar o apoio necessário e garantir a integração ao sistema nacional, garantindo conformidade legal e a segurança fiscal”, afirma.

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A legislação que regulamenta a Reforma Tributária prevê que os entes federativos que não adotarem os padrões nacionais de documentos fiscais eletrônicos, incluindo a NFS-e, ficam impedidos de receber transferências voluntárias da União e dos estados enquanto persistir a irregularidade. A não adequação pode resultar em prejuízos administrativos e financeiros, com impacto direto na celebração de convênios, no acesso a investimentos e na execução de políticas públicas.

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Contrato com BRB rendeu R$ 255 milhões ao Estado e 50% a menos de taxas; servidores continuam recebendo normalmente

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O pagamento da folha salarial do servidor do Governo do Tocantins permanece sendo executado pelo Banco de Brasília (BRB) até maio de 2030, conforme contrato assinado em 2025 pelo Estado e a instituição bancária.
A decisão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-TO), dessa quinta-feira, 10, que impediu uma futura prorrogação do contrato, não cancela o acordo vigente nem provoca mudanças no pagamento dos servidores estaduais e demais serviços financeiros previstos. Também permanece assegurado o direito à portabilidade. Mesmo com a folha processada pelo BRB, servidores ativos, aposentados, pensionistas e demais beneficiários podem transferir seus vencimentos para a instituição financeira de sua preferência.
Em contrapartida pela operação, o BRB pagou R$ 255 milhões ao Estado, e 50% a menos de taxas nos serviços e movimentações bancárias. A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) prepara o detalhamento de sua aplicação com base nos registros oficiais da execução orçamentária.
O contrato prevê ainda até quatro saques mensais e o fornecimento de cartão magnético. Há também previsão de isenção da cesta de tarifas e da anuidade do cartão de crédito por 12 meses, condicionada ao nível de relacionamento do servidor com o banco e às regras de isenção da instituição.
Para as contas da administração direta e indireta relacionadas no acordo, estão previstas isenções sobre movimentações bancárias, emissão de extratos, manutenção de contas, cestas de serviços e renovação cadastral.
A determinação do TCE produz efeito sobre uma eventual renovação depois de maio de 2030. Ao final da vigência, o Estado deverá realizar procedimento competitivo para escolher a instituição que prestará os serviços bancários.
A Sefaz também deverá apresentar ao Tribunal, no prazo estabelecido, uma comparação atualizada entre as condições oferecidas pelo BRB, pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. O levantamento deverá considerar os R$ 255 milhões recebidos, os custos, as tarifas e as condições previstas no contrato.

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