GURUPI

Cidadania e Justiça

Interno da Unidade Penal de Araguaína fica em 2º lugar no vestibular de Medicina

Publicado em

Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju), registra um resultado que reforça a efetividade das políticas públicas de educação e ressocialização desenvolvidas no sistema prisional do Estado. Um interno da Unidade Penal de Araguaína conquistou o segundo lugar no curso de Medicina da Facit de Araguaína, após realizar o Enem PPL (Exame Nacional do Ensino Médio para Pessoas Privadas de Liberdade) em 2024, exame que abre oportunidades para o ingresso no ensino superior, alcançando desempenho de destaque em um dos processos seletivos mais concorridos do país.

Essa aprovação prova que o acesso à educação nas unidades penais é essencial para promover a reintegração social e fortalecer a cidadania.

O secretário da Cidadania e Justiça, Hélio Marques, destaca que a conquista do interno reforça o papel transformador da educação dentro do sistema prisional. “Esse resultado demonstra que, quando o Estado garante acesso à educação e cria oportunidades reais de mudança, vidas podem ser transformadas. A Seciju trabalha para que o sistema prisional cumpra seu papel ressocializador, oferecendo condições para que os internos construam um novo projeto de vida”, frisa o gestor.

Leia Também:  Mais uma etapa da operação Broken Windows resulta na prisão de quatro faccionados e apreensão de armas e drogas na região sul de Palmas

“A aprovação desse interno em segundo lugar no curso de Medicina é um exemplo inspirador de que a mudança de vida é possível para aqueles que realmente desejam. Isso mostra que, embora a gestão prisional possa oferecer apoio, a mudança verdadeira depende da vontade individual. Para aqueles que desejam mudar de vida, alguns livros podem ser o suficiente”, afirma o diretor da Unidade Penal de Araguaína, Sílvio Leal.

O que é o Enem PPL

O Enem PPL é uma iniciativa do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que permite que internos de unidades prisionais realizem o exame. O objetivo é garantir o acesso à educação, possibilitar a conclusão do ensino médio e abrir oportunidades de ingresso no ensino superior, mesmo estando cumprindo pena.

Aplicação do exame segue o mesmo modelo do Enem tradicional, com provas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias, Ciências Humanas, Ciências da Natureza, Matemática e Redação. Os internos aprovados podem utilizar a nota para concorrer a vagas em cursos universitários e programas de educação a distância.

Leia Também:  ime de futebol master da Polícia Civil é campeão dos Jogos dos Servidores do Governo do Tocantins edição 2025

No Tocantins, o Enem PPL é realizado em 24 unidades penais e estão confirmados para realizar 854 internos. A aplicação das provas acontece nos dias 16 e 17 de dezembro.

Advertisement

POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

Published

on

Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

Leia Também:  Operação Shamar realiza ação educativa sobre violência contra a mulher com acadêmicos de Psicologia em Guaraí

Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

Continue Reading

GURUPI

TOCANTINS

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA