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SEGURAÇA PÚBLICA

Polícia Científica do Tocantins reforça perícia papiloscópica com novos insumos para atuação em locais de crime

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Nesta sexta-feira, 7, a Polícia Científica do Tocantins, por meio do Instituto de Identificação, realizou a entrega de insumos destinados à Perícia Papiloscópica, para atuação em cenas de crime. A ação tem como objetivo aprimorar as condições de trabalho e garantir maior eficiência nas análises periciais realizadas em todo o Estado. O material será utilizado pelas equipes especializadas que atuam na coleta e análise de impressões digitais em locais de crime.

 

A iniciativa integra o conjunto de medidas da Superintendência da Polícia Científica voltadas à modernização, assegurando que os profissionais disponham dos recursos necessários para o desenvolvimento de atividades técnicas de alto padrão. A entrega reforça o compromisso da Secretaria de Estado da Segurança Pública com a valorização dos servidores e com o fortalecimento das instituições que compõem o sistema de perícia oficial.

 

A diretora do Instituto de Identificação, Elaine Monteiro, ressalta que a entrega dos novos materiais representa um importante avanço para a perícia oficial. “A aquisição e distribuição desses insumos representam um avanço significativo para o trabalho pericial. Com melhores condições de atuação, nossos profissionais poderão garantir ainda mais precisão e agilidade nas análises realizadas em locais de crime, possibilitando que cada vez mais nós possamos entregar à sociedade um serviço com maior qualidade”, afirma.

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O superintendente da Polícia Científica, Wanderson Santana Rocha, destacou que o fortalecimento da perícia é fundamental para aprimorar o trabalho investigativo no Estado. “O fortalecimento da perícia é essencial para a eficiência das investigações criminais, e esse tipo de entrega demonstra o compromisso da gestão com a valorização dos profissionais e com a busca por excelência técnica”, destaca.

O secretário de Estado da Segurança Pública, Bruno Azevedo, enfatizou que o investimento em tecnologia e infraestrutura é uma prioridade para aprimorar o trabalho das forças de segurança. “Investir em tecnologia e infraestrutura garante resultados mais rápidos e confiáveis, contribuindo diretamente para a elucidação de crimes e para o fortalecimento da segurança pública. A entrega de insumos oferece suporte direto à papiloscopia, permitindo que o trabalho nos locais de crime seja mais rápido, preciso e eficiente, além de fortalecer toda a atuação da Polícia Científica”, afirma.

Os insumos utilizados em cenas de crime para levantamentos periciais foram adquiridos por recursos do Fundo de Segurança Pública do Tocantins (FUSP/TO), com investimento de R$ 90 mil, e têm duração média de dois anos.

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A papiloscopista Karine Gonzaga Peres ressaltou a relevância da entrega dos novos insumos para o trabalho da equipe. “Esses materiais representam um avanço importante para a Papiloscopia, garantindo mais eficiência e precisão nas análises realizadas nos locais de crime”, afirma.

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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