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Reunião fortalece parceria entre Meio Ambiente e setor rural na implementação do JREDD+

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O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Divaldo Rezende, acompanhado da gestora Executiva, Mônica Avelino Arrais, recebeu em seu gabinete o presidente da Federação das Associações e Entidades Rurais do Tocantins (Faerto), Marcino Pereira Lima, para dialogar sobre pontos de interesse do setor no âmbito do Programa Jurisdicional de Redução de Emissões dos Gases de Efeito Estufa por Desmatamento e Degradação Florestal (JREDD+).

O encontro é um desdobramento das agendas que têm sido realizadas com o setor agroprodutivo — envolvendo a agricultura familiar e os pequenos, médios e grandes produtores — com o objetivo de integrá-los às etapas do JREDD+. Os agricultores familiares estão incluídos na proposta de repartição de benefícios do programa, dentro do subprograma que contempla produtores rurais de diferentes portes.

“O mais importante é esse alinhamento que eles estão trazendo em relação à contribuição do setor para o programa, que está perfeitamente em sintonia com as diretrizes que eles apresentam”, afirmou o secretário.

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O presidente da Faerto defendeu que os recursos do programa devem ser aplicados por meio de ações e projetos coletivos. Sugeriu, ainda, que os projetos a serem incorporados pelo JREDD+ possam ser desenvolvidos de acordo com o sistema agroflorestal integrado e com o Projeto Gamboa, implementado pelo município de Palmas. Propôs também a criação de uma rota da fruticultura no estado.

Na ocasião,  Marcinho convidou o secretário e sua equipe para participarem de dois eventos promovidos pelos agricultores: um que ocorrerá em Piquizeiro, no dia 1º de novembro, e outro previsto para abril do próximo ano.

A reunião contou ainda com a presença da consultora técnica Rose Sena e do engenheiro ambiental Paulo Coraz.

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Ações preventivas são realizadas nas Unidades de Conservação em preparação para o período de estiagem

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Com a proximidade do período de estiagem, quando aumenta o risco de incêndios florestais, as Unidades de Conservação (UCs) estaduais recebem ações preventivas com o objetivo de reduzir os impactos ambientais e contribuir para a proteção dos ecossistemas durante o período de maior vulnerabilidade climática.

Nas Unidades de Conservação estaduais, administradas pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), são desenvolvidas ações preventivas com base no Manejo Integrado do Fogo (MIF), metodologia que reúne planejamento, prevenção e uso controlado do fogo para reduzir a probabilidade de ocorrência de incêndios florestais de grandes proporções durante a estação seca.

Entre as práticas adotadas estão as queimas prescritas, realizadas de forma planejada em áreas previamente definidas, sob condições climáticas adequadas e de acordo com critérios técnicos e protocolos de segurança.

Nas áreas protegidas, as queimas prescritas foram realizadas entre os meses de março e julho como medida preventiva para reduzir o acúmulo de material combustível, estabelecer barreiras à propagação do fogo e contribuir para a diminuição do risco de incêndios florestais.

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Além das queimas prescritas, são desenvolvidas atividades de monitoramento por satélite, patrulhamento terrestre, abertura e manutenção de aceiros, utilização de drones para apoio à detecção de focos de calor e capacitação de brigadistas. Também são realizadas ações de educação ambiental voltadas às comunidades localizadas no entorno das Unidades de Conservação.

As ações preventivas incluem ainda orientações a produtores rurais e comunidades tradicionais sobre práticas de manejo que contribuam para a redução do risco de incêndios e para a conservação das áreas protegidas e de seu entorno.

Como medida de prevenção durante o período crítico, permanece suspensa, até 31 de outubro, a emissão de novas Autorizações de Queima Controlada (AQC), bem como a validade das autorizações já concedidas para atividades agrossilvipastoris em todo o estado. A medida busca reduzir o risco de ocorrência e propagação de incêndios florestais durante o período de estiagem.

Monitoramento

O monitoramento das áreas protegidas é realizado por meio da plataforma Programa Brasil MAIS, coordenada pela Polícia Federal, cujas informações subsidiam o planejamento das ações de prevenção e combate aos incêndios florestais nas Unidades de Conservação estaduais.

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Conforme os registros da plataforma, em 2024 foram contabilizados 174.544 hectares atingidos por queimadas nas Unidades de Conservação estaduais monitoradas, correspondentes a 7,45% dos 2,3 milhões de hectares da área total. Em 2025, os registros indicam 120.476 hectares atingidos, equivalentes a 5,14% da área monitorada.

Os dados do Programa Brasil MAIS também registram informações referentes às áreas atingidas por queimadas em diferentes Unidades de Conservação estaduais, entre elas o Parque Estadual do Cantão, a Área de Proteção Ambiental Ilha do Bananal/Cantão, o Parque Estadual do Jalapão e a Área de Proteção Ambiental Lago de Palmas.

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