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Governador Laurez Moreira articula com ministro da Saúde avanços para construção do Hospital Universitário de Palmas

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O governador do Tocantins, Laurez Moreira, participou, nessa quarta-feira, 22, de uma reunião com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em Brasília/DF. O encontro teve como pauta principal o Hospital Universitário de Palmas, além de outras demandas relacionadas ao custeio da saúde nos municípios. Estiveram presentes na reunião o senador Irajá; o secretário de Estado da Saúde, Vânio Rodrigues; a reitora da Universidade Federal do Tocantins (UFT), Maria Santana; e o vice-reitor Marcelo Leineker.

O objetivo do encontro foi garantir a inclusão da obra no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a liberação das emendas de bancada para garantir a continuidade do processo licitatório. O ministro recebeu a cópia do projeto e o plano de necessidades que foram construídos em conjunto com a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), instituição pública federal responsável pela administração dos hospitais universitários do país. O projeto já está concluído e ocupa a 45ª posição no ranking nacional do Plano Plurianual (PPA).

O governador Laurez Moreira destacou a importância do tema para o Tocantins. “Nós estamos tratando de um assunto muito importante para o estado. São várias pautas, mas a principal é o Hospital Universitário de Palmas. Estamos aqui pedindo o apoio do ministro para que esse projeto avance”, pontuou.

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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltou o compromisso do governo federal em apoiar o Tocantins nessa etapa e reforçou o acompanhamento do processo pela Ebserh. “É uma honra receber o governador e o senador Irajá. O projeto já está no orçamento dos ministérios da Educação e da Saúde, e a bancada do Tocantins tem defendido essa pauta com muita firmeza. A expectativa é que a gente possa começar o mais rápido possível. Podem contar com a gente”, declarou.

“Também reforçamos o nosso pedido ao ministro por novos recursos para a Secretaria de Estado da Saúde. Destacamos os altos investimentos financeiros que temos realizado, exclusivamente com recursos próprios, para estruturar e manter a rede de atenção à saúde do estado. A obtenção desses novos recursos permitirá fortalecer e ampliar os serviços em rede, aumentando o acesso e qualificando ainda mais a assistência prestada à população”, salientou o secretário de Estado da Saúde, Vânio Rodrigues.

Hospital Universitário de Palmas

O hospital será um importante marco para a saúde e a educação no estado, com foco na formação de profissionais da área da saúde, pesquisa científica e atendimento de alta complexidade à população tocantinense. A unidade integrará a rede do Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecendo a estrutura hospitalar pública e ampliando o acesso a serviços especializados.

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A reitora da UFT, Maria Santana, enfatizou a importância do hospital para a universidade e para o fortalecimento da rede pública de saúde. “É isso que queremos enquanto Estado e enquanto Universidade Federal do Tocantins. Estamos aqui pedindo novamente esse olhar especial para o nosso hospital, para que ele possa ser inserido no PAC e, assim, iniciarmos as obras no próximo ano”, salientou.

Presenças

Também estiveram presentes na reunião o deputado federal Tiago Dimas e o secretário interino de Representação do Tocantins em Brasília, Elfas Elvas.

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SAÚDE

No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, Governo do Tocantins destaca ações de incentivo à amamentação

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No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira, 21, o Governo do Tocantins destaca o fortalecimento de ações de incentivo e apoio à amamentação. No Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, a hora dourada (Golden Hour) é considerada uma etapa fundamental para o sucesso do aleitamento materno.

A hora dourada, período que compreende os primeiros 60 minutos de vida do bebê, é decisiva para a adaptação ao ambiente externo, o contato pele a pele imediato e o início da amamentação, fatores que contribuem para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O clampeamento oportuno do cordão umbilical e o estímulo à amamentação na primeira hora de vida estão entre as medidas priorizadas pelas equipes de saúde da unidade hospitalar.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca a importância das ações desenvolvidas nas maternidades estaduais. “As nossas equipes estão capacitadas para garantir as práticas de estímulo à amamentação, promovendo um atendimento mais seguro, humanizado e acolhedor às mães e aos recém-nascidos”, pontua.

Hora dourada

A recomendação é que o contato pele a pele seja mantido por pelo menos uma hora. Em partos normais, esse tempo costuma ser facilmente preservado. Já nas cesarianas, o período pode ser reduzido devido aos procedimentos cirúrgicos e à necessidade de transferência da paciente, mas mesmo em intervalos menores já apresentam benefícios importantes.

A médica pediatra Bruna Muller explica que o contato pele a pele é uma das práticas mais importantes da Golden Hour. “O contato ajuda o recém-nascido a fazer essa transição da vida intrauterina para o ambiente externo, de forma mais tranquila e segura. Quando o bebê é colocado no colo da mãe logo após o nascimento, ele reconhece a voz, o cheiro, o calor e os batimentos cardíacos que já conhecia dentro da barriga. Isso favorece a regulação da respiração, da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho”, ressalta.

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A paciente Ana Keila Lopes Soares compartilhou a emoção de vivenciar o contato pele a pele logo após o nascimento do seu bebê no Hospital e Maternidade Dona Regina. “Já é o meu quarto filho e, em todas as experiências, tive esse contato pele a pele após o nascimento, o que determinou o sucesso da amamentação. Quando o bebê nasce e é colocado no colo, a gente sente que está tudo bem, que ele está saudável. O contato é totalmente diferente, muito mais intenso”, enfatizou.

Mãe pela primeira vez, Débora Letícia Barbosa Costa relatou a emoção de vivenciar a hora dourada após o parto. “Eu já conhecia a importância desse momento antes mesmo do nascimento do meu bebê. Quando ele nasceu e foi colocado no meu peito ainda na sala de parto, senti um alívio muito grande por vê-lo bem e comigo. Foi um momento muito marcante na minha vida como mãe. Consegui amamentá-lo ainda na primeira hora de vida. Apesar das dificuldades iniciais, a equipe foi muito parceira, me ajudou e me acolheu. Todo mundo que me atendeu me fez sentir respeitada e segura durante o parto”, salientou.

Além do cuidado humanizado e das ações de incentivo ao aleitamento materno, o Hospital e Maternidade Dona Regina também se destaca pelos números expressivos na assistência materno-infantil. Em março deste ano, a unidade alcançou a marca de 436 partos realizados, refletindo a atuação da equipe na assistência materno-infantil. Desse total, 184 foram partos normais, correspondendo a 42% dos procedimentos, enquanto 252 ocorreram por cesariana, representando 58% dos nascimentos registrados no período. Os dados evidenciam o compromisso da unidade em garantir atendimento seguro e qualificado às gestantes, respeitando as necessidades clínicas de cada caso.

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Estrutura e suporte

A Equipe Matricial de Humanização (EMH) da maternidade é composta por profissionais como fisioterapeuta, enfermeira, psicólogas, assistentes sociais e administrativa. Mensalmente, é realizado um conjunto de ações voltadas à preparação de gestantes e acompanhantes. Entre as atividades, está o curso de preparação para o parto, ofertado em formato presencial e on-line, oficina de amamentação ofertada a cada dois meses de forma on-line, sob orientação de uma profissional de fonoaudiologia, com apoio da equipe de humanização.

Outro serviço disponível é a visita guiada à maternidade, momento em que gestantes e acompanhantes conhecem a estrutura e o fluxo de atendimento. A atividade é agendada e ocorre, em geral, às terças-feiras, podendo haver datas extras conforme a demanda. Para garantir melhor organização e acolhimento, os grupos são reduzidos.

As iniciativas têm como objetivo preparar as gestantes para o parto, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê, incluindo orientações sobre a Golden Hour e o início da amamentação ainda nas primeiras horas de vida.

Aleitamento materno

O leite materno é o melhor alimento para bebês e a forma de proteção mais eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil. Segundo o Ministério da Saúde, a amamentação é capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos.

O aleitamento materno protege a criança da diarreia, de infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Mães que amamentam também são protegidas em relação a diversas doenças. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida.

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