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Governo do Tocantins e Ministério Público Federal se reúnem para discutir extensão da Escola Indígena Waxiho Bedu

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O secretário de Estado da Educação, Hercules Jackson, participou nesta quinta-feira, 11, de uma reunião com representantes indígenas da aldeia Hawa-Tymyra e com o procurador-chefe do Ministério Público Federal (MPF) do Tocantins, Álvaro Manzano, para discutir sobre a criação da extensão da Escola Indígena Waxiho Bedu na aldeia Hawa-Tymyra, localizada no município de Santa Fé do Tocantins.

A sede da Escola Indígena Waxiho Bedu fica localizada na aldeia Kurehe, local em que os estudantes da aldeia Hawa-Tymyra precisam ir todos os dias para estudar. Por conta disso, os moradores da comunidade se organizaram para construir uma extensão da unidade, firmando um acordo com o Governo do Tocantins, que deve autorizar a extensão após ter cumpridos os ritos de entrega dos materiais necessários e organização do espaço escolar.

O titular da Pasta, Hercules Jackson, destacou a relevância do momento. “Estamos garantindo uma extensão escolar para atender 20 estudantes da comunidade Karajá-Xambioá, assegurando uma educação indígena de qualidade, com equipamentos adequados e dentro da legislação. Essa ação reforça o compromisso do Governo do Tocantins com todos os tocantinenses”.

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Para o diretor de Educação dos Povos Originários e Tradcionais da Seduc, Amaré Gonçalves Brito, essa é uma grande conquista para a comunidade indígena de Santa Fé do Araguaia. “A comunidade vinha solicitando a abertura dessa extensão desde 2023, e hoje a gente conseguiu encaminhar todos os trâmites processuais que são necessários para a abertura e em outubro a comunidade recebe a sua extensão, que atenderá crianças do povo Karajá-Xambioá”, pontuou.

O cacique da aldeia Hawa-Tymyra, Ruberval Karajá, destaca que a nova extensão vai trazer melhorias para a comunidade. “Nossas crianças vão ficar mais perto da família para estudar. Não só eu, como todos da comunidade esperamos muito por isso. Hoje a gente se sente aliviado e até emocionado por essa conquista, que vem se arrastando ao longo dos tempos, desde que meu pai era cacique”.

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Detran/TO realiza vistoria dos transportes escolares nos 139 municípios do estado

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O Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran/TO), iniciou nesta segunda-feira, 3, o trabalho de vistoria dos transportes escolares do segundo semestre de 2026. A inspeção segue até o dia 5 de setembro e tem como objetivo verificar se os veículos utilizados no transporte de estudantes estão em condições adequadas de circulação, conforme as diretrizes do Código de Trânsito Brasileiro (CTB).

As inspeções serão realizadas nos 139 municípios do Tocantins, conforme cronograma disponível em: https://central.to.gov.br/download/487462. Durante a vistoria, são verificados 32 itens de segurança, além da documentação dos veículos. Também é conferido se os condutores possuem Carteira Nacional de Habilitação (CNH) na categoria compatível com a atividade e curso especializado para transporte escolar.

Termo de Autorização de Transporte Escolar

Os veículos que atenderem a todas as exigências relacionadas aos itens de segurança, documentação e habilitação do condutor recebem o Termo de Autorização de Transporte Escolar, afixado no para-brisa dianteiro, com validade de seis meses.

Já os veículos considerados inaptos ficam impedidos de circular até que todas as irregularidades sejam sanadas e aprovadas em nova vistoria.

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Após a conclusão das inspeções, é elaborado um relatório com os resultados, encaminhado ao Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) para as providências cabíveis em relação às irregularidades constatadas.

Penalidades

A circulação de veículo escolar considerado inapto configura infração gravíssima, sujeita à aplicação de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH), remoção do veículo e multa de R$ 1.467,35, conforme o artigo 230 do Código de Trânsito Brasileiro.

Quando o condutor estiver realizando transporte escolar sem o curso especializado obrigatório, a infração também é de natureza gravíssima, com sete pontos na CNH, multa de R$ 293,47 e retenção do veículo até a apresentação de condutor habilitado.

Circular com veículo inapto também pode resultar em responsabilização por improbidade administrativa. Irregularidades na prestação do serviço de transporte escolar podem ser comunicadas aos órgãos responsáveis pela fiscalização de trânsito, como o Departamento Estadual de Trânsito (Detran/TO), a Polícia Militar (PM), a Polícia Rodoviária Federal (PRF) e a Secretaria de Estado da Educação (Seduc).

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