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Vale este motivo crédito das fotos Luciano Dourado Governo do Tocantins promove capacitações para o combate ao trabalho escravo em municípios do Bico do Papagaio

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Com objetivo de garantir que vítimas resgatadas do trabalho escravo recebam o suporte necessário para uma reinserção digna na sociedade e que os técnicos da assistência social dos municípios estejam cada vez mais preparados para identificar, denunciar e erradicar o trabalho análogo à escravidão, o Governo do Tocantins, por meio da Superintendência do Trabalho e Emprego da Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), promove a oficina “O Papel da Assistência Social no Combate ao Trabalho Escravo e o Fluxo de Atendimento às Vítimas”. O público alvo são os técnicos da assistência social  dos 139 municípios.

E nesta semana, entre os dias 24 e 27, foi a vez dos municípios de Itaguatins, Angico, São Bento do Tocantins, Ananás e Luzinópolis, localizados na região do Bico do Papagaio, receberem a ação.

A ação integra as iniciativas da Gerência do Trabalho Decente da Superintendência do Trabalho e Trabalho e Emprego, da Secretaria Estadual do Trabalho e Desenvolvimento Social (Setas), e foi realizada em parceria com a Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região (TRT-10).

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Além das oficinas, a Setas e parceiros envolvidos trabalham efetivamente para assegurar que as ações sejam realizadas de forma contínua, por meio do acompanhamento periódico das equipes técnicas e da realização de novas capacitações, segundo a gerente do Trabalho Decente do Sine, Meirí Macedo. “A atividade busca fortalecer o trabalho decente e capacitar profissionais da rede socioassistencial para identificar, acolher e encaminhar vítimas resgatadas do trabalho escravo, além de reforçar a importância da prevenção e da mobilização social nos municípios”.

O conhecimento adquirido, nas oficinas, servirá de base para a elaboração de planos municipais que fortaleçam a prevenção e o combate ao trabalho escravo”, ressaltou a gerente.

A secretária de Assistência Social do município de Ananás, Elzoneide Pereira, destacou a importância da iniciativa para os profissionais da rede. “Esse momento foi fundamental para que as equipes entendessem melhor a realidade do trabalho escravo e soubessem encaminhar as vítimas de forma correta e humanizada. Nosso papel, aqui em Ananás, é garantir um acolhimento qualificado para que essas pessoas tenham seus direitos respeitados e consigam recomeçar suas vidas com dignidade”, afirmou.

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Para a conselheira, representante da sociedade civil, Karley Maria Silva, a capacitação vem fortalecer a comunidade. “Essas oficinas nos dão força para cobrar do poder público que os trabalhadores rurais não sejam explorados. Aqui na região, muitas famílias já viveram situações difíceis, por isso a comunidade precisa estar bem-informada para denunciar e prevenir novos casos”, disse.

Para o palestrante da Superintendência do Trabalho e Emprego, A’Eronssaytt Gomes, o combate ao trabalho escravo depende de uma rede integrada e preparada. “Esse enfrentamento só será efetivo com todos os atores — assistência social, sociedade civil, órgãos de fiscalização e justiça — alinhados e capacitados. Essas oficinas têm exatamente essa proposta: fortalecer o conhecimento e o fluxo de atendimento para que nenhuma vítima fique desassistida quando for resgatada”, concluiu.

Ao fim da programação, os participantes receberam materiais informativos e orientações práticas para subsidiar o trabalho em suas comunidades.

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Polícia Civil promove palestra sobre enfrentamento à violência contra a mulher em escola estadual em Axixá do Tocantins

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A Polícia Civil do Tocantins, por meio da 2ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher e Vulneráveis (DEAMV) de Augustinópolis, realizou nesta quarta-feira, 10, uma palestra educativa abordando o tema “Enfrentamento à Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher”, ministrada pela delegada titular, Daniela Caldas. A ação aconteceu no Colégio Estadual Marechal Ribas Júnior, em Axixá do Tocantins.

 

A atividade reuniu estudantes, professores e servidores da unidade escolar em um momento de conscientização sobre os diversos tipos de violência praticados contra as mulheres, os mecanismos de proteção previstos na legislação brasileira e a importância da denúncia e do fortalecimento da rede de apoio às vítimas.

 

A ação integra a programação da Operação Mulher Segura, iniciativa coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por intermédio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), e executada em parceria com os órgãos de segurança pública dos estados brasileiros. A operação tem como foco a prevenção e o enfrentamento à violência doméstica e familiar, por meio de ações educativas, fiscalizações, cumprimento de medidas protetivas, atendimento especializado às vítimas e fortalecimento da rede de proteção.

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Segundo a delegada Daniela Caldas, a conscientização dos jovens é uma das ferramentas mais eficazes para a construção de uma sociedade mais justa e livre da violência de gênero. “A educação possui papel fundamental na transformação social. Ao levarmos informações para o ambiente escolar, contribuímos para a formação de cidadãos mais conscientes, capazes de identificar situações de violência, respeitar as diferenças e promover relações baseadas no diálogo, na igualdade e no respeito mútuo”, destacou.

 

Durante a palestra, foram abordados temas como violência física, psicológica, moral, patrimonial e sexual, além dos direitos garantidos pela Lei Maria da Penha, os canais de denúncia e a importância da atuação integrada entre família, escola, sociedade e poder público na proteção das mulheres.

 

A iniciativa possui caráter preventivo e reforça o compromisso da Polícia Civil com a promoção dos direitos humanos e a defesa da dignidade das mulheres. Além disso, aproxima as forças de segurança da comunidade escolar, permitindo o esclarecimento de dúvidas e a disseminação de informações capazes de prevenir situações de violência.

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A Secretaria da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) reforça que ações educativas como esta são fundamentais para romper ciclos de violência, estimular a cultura do respeito e formar multiplicadores de conhecimento, contribuindo para uma sociedade mais segura, igualitária e consciente de seus direitos e deveres.

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