GURUPI

SECRETARIA DE CULTURA

Secult articula II Fórum do Patrimônio Cultural e II Seminário de Arquivos Históricos do Tocantins

Publicado em

Evento reunirá gestores, pesquisadores e especialistas para promover a troca de experiências e fortalecer as políticas públicas relativas ao patrimônio cultural
A Secretaria de Estado da Cultura (Secult) realizou, nesta segunda-feira, 26, uma reunião com membros do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan/TO) para tratar da realização do II Fórum do Patrimônio Cultural do Tocantins e do II Seminário de Arquivos Históricos Documentais do Tocantins.
O evento será realizado entre os dias 18 e 22 de agosto deste ano, na Universidade Federal do Tocantins (UFT) e no Instituto Federal do Tocantins (IFTO), em Palmas. A programação contará com seminários, oficinas, painéis e outras atividades voltadas à preservação da memória e valorização do patrimônio cultural.

“A realização do II Fórum do Patrimônio Cultural e do II Seminário de Arquivos Históricos Documentais reforça o nosso compromisso com a valorização da memória e da identidade do povo tocantinense. Estamos trabalhando em parceria com o Iphan e instituições de ensino para garantir que o Tocantins avance na proteção do seu patrimônio e fortaleça as políticas públicas culturais de forma integrada, participativa e comprometida com as futuras gerações”, afirmou o secretário da Cultura do Tocantins, Tião Pinheiro.

Leia Também:  Governo do Tocantins abre inscrições para Edital Arquivos e Acervos 2024

Participaram da reunião, além do secretário da Cultura do Tocantins Tião Pinheiro, a secretária executiva da Secretaria de Cultura Valéria Kurovski, o superintendente de Fomento e Incentivo à Cultura Antonio Miranda dos Santos, a assessora de gabinete da Secretaria da Cultura Lara Faez, a superintendente do Iphan no Tocantins Cejane Pacini Leal Muniz, o antropólogo do Iphan/TO Alessandro Lopes, a gerente de Patrimônio e Acervos da Cultura Aline Alves Santos da Silva e a assessora técnica do Iphan/TO Natália Dafne Santos Marinho Morais.

Sobre o evento

O Fórum do Patrimônio Cultural do Tocantins é uma iniciativa que reúne pesquisadores, acadêmicos, prefeitos, secretários e detentores de saberes culturais, entre outros interessados no tema, com o objetivo de sensibilizar gestores e promover a troca de experiências em torno de ações voltadas ao fomento, à proteção e à preservação dos bens culturais da região. Já o Seminário de Arquivos Históricos Documentais do Tocantins busca promover a conscientização sobre a importância dos arquivos históricos, incentivar a pesquisa acadêmica e fomentar o intercâmbio de conhecimentos entre profissionais da área.

Leia Também:  Lançamento da "Antologia Poética Bico do Papagaio" com sarau e choro será realizado gratuitamente nesta terça-feira, 18, em Palmas

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

CULTURA

No Dia dos Povos Indígenas, Governo do Tocantins destaca políticas de inclusão e valorização dos povos originários

Published

on

O Governo do Tocantins celebra, neste domingo, 19, o Dia dos Povos Indígenas, destacando as ações de inclusão e valorização dos povos originários no estado. Criada em 2023, a Secretaria de Estado dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot) foi um dos principais avanços para fomentar, coordenar e executar políticas públicas em âmbito estadual, de forma transversal.

O governador Wanderlei Barbosa destaca que a Sepot é pautada pelo desenvolvimento sustentável, pela proteção e promoção de direitos. “A criação desta secretaria representa um marco histórico para o Tocantins. Com isso, garantimos que os povos indígenas tenham voz ativa dentro do governo, participando da construção de políticas públicas que respeitem sua cultura e identidade. Nosso compromisso é promover desenvolvimento com dignidade, inclusão e respeito às raízes do nosso estado”, reforça.

No Tocantins, mais de 20 mil pessoas se autodeclaram indígenas, segundo o último levantamento do Censo Demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Nos dados relacionados aos municípios com maior população indígena no estado, Tocantínia lidera o ranking (4.086), seguida por Goiatins (2.650), Tocantinópolis (2.352), Lagoa da Confusão (2.340) e Formoso do Araguaia (1.633).

O secretário de Estado dos Povos Originários e Tradicionais, Ercivaldo Xerente, indígena do povo Akwê, ressalta que a criação da pasta trouxe mais visibilidade para as comunidades no Tocantins. “Nós avançamos ao levar várias ações para dentro das aldeias e também ao proporcionar intercâmbio cultural, com o protagonismo dos indígenas, inclusive em eventos internacionais. Essa foi a missão repassada pelo governador Wanderlei Barbosa, fazer com que as comunidades indígenas se desenvolvam com mais dignidade”, enfatiza.

Leia Também:  Artesãos tocantinenses comercializam mais de 100 mil reais na Fenacce, em Fortaleza (CE)

Os rituais milenares são uma forma de as comunidades originárias manterem viva a cultura. Entre os eventos celebrados estão Hetohoky e Herèràwo, do povo Iny (Karajá), ritos de passagem dos meninos para a vida adulta, cheios de danças, cantos e cores, que reúnem centenas de pessoas nas aldeias Macaúba e Fontoura, localizadas na Ilha do Bananal.

“Um mês para que todos façam uma reflexão sobre a importância dos povos indígenas, da cultura, da linguística e de sua organização sociocultural. Para nós indígenas, é muito importante a presença da Sepot em todos os territórios do estado. O Tocantins tem avançado muito, principalmente no reconhecimento e valorização das comunidades originárias e tradicionais”, concluiu o diretor de proteção aos povos indígenas da Sepot, Rogério Xerente.

Etnias

O Tocantins é habitado por diferentes etnias, entre elas: Javaé, Awa Canoeiro, Tuxá, Krahô-Kanela, Karajá, Krahô, Xambioá, Kanela, Xerente, Apinajé, Fulni-ô, Pankararu, Guarani, Karajá da Ilha, Warao.

O povo Xerente, autodenominado Akwê, pertence ao tronco linguístico Macro-Jê. Vive às margens do rio Tocantins, no município de Tocantínia, em várias aldeias da região.

Leia Também:  Governo do Tocantins integra evento do Programa (re)CONEXÕES e Seminário do Patrimônio Cultural e Museus de Palmas

Já o povo Javaé, autodenominado Inỹ, habita a Ilha do Bananal, principalmente às margens do rio Javaés, vivendo em 18 aldeias nas Terras Indígenas Parque do Araguaia.

Também do povo Inỹ, os Karajá estão na Ilha do Bananal. São conhecidos por sua cultura profundamente conectada à água. Vivem em diversas aldeias, como Santa Isabel e Fontoura.

Os Xambioá estão principalmente na região de Santa Fé do Araguaia. Assim como o povo Karajá e Javaé, eles formam o povo Inỹ, com os mesmos costumes e língua.

Os Krahô são falantes da língua Jê e estão principalmente nos municípios de Goiatins e Itacajá. São conhecidos por suas aldeias circulares, corridas de tora e valorização das sementes tradicionais.

Os Kanela do Tocantins foram reconhecidos como indígenas recentemente, graças ao trabalho desenvolvido pela Sepot e residem na aldeia Crim Patehi, localizada no município de Lagoa da Confusão.

                 

COMENTE ABAIXO:
Continue Reading

GURUPI

TOCANTINS

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA