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História de Lajeado

Professora de Lajeado coordena projeto de pesquisa sobre a memória da cidade

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Conhecer a história sobre a formação da cidade, a cultura, as tradições e os causos é um dos principais objetivos do Projeto Integrador, que está sendo desenvolvido pelo Colégio Estadual Nossa Senhora da Providência, em Lajeado. O projeto será realizado durante o ano letivo e, entre as ações, está a visita à Casa de Memória de Lajeado Libânia Monteiro Gomes e conversas com a fundadora Maria das Graças Gomes Monteiro, que também é autora do livro Cidade das Pedras e das Águas – História de Lajeado. O resultado desses estudos será transformado em livro. O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria de Estado da Educação, apoia e incentiva as práticas pedagógicas inovadoras, como forma de ampliar o conhecimento a e visão de mundo dos estudantes.

O Projeto Integrador está sendo desenvolvido pelos alunos da 3ª série do ensino médio com o tema “Interpretar, intervir e transformar o mundo”. Conversando com os moradores, eles estão descobrindo que a história não está apenas nos monumentos da cidade ou nos livros, mas que a população é detentora de uma memória viva de muito valor.

As atividades acontecem durante as aulas de campo, nas quais os estudantes conhecem os pontos históricos e conversam com personalidades que vivenciaram o desenvolvimento do local e estas compartilham fotos, objetos e causos. E os alunos vão observando tradições, traços da modernidade e influências externas no desenvolvimento do local.

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O projeto está sendo coordenado pela professora Gláucia Regina Campos Miranda, que leciona História, Sociologia e Filosofia. O objetivo do projeto é estudar as memórias e práticas culturais de moradores mais antigos da cidade de Lajeado, com foco na identidade e historicidade que nem sempre aparecem nos registros oficiais.

Entre as atividades realizadas pelos estudantes estão a pesquisa de campo, entrevistas, produção de fotos, transcrição das conversas com os moradores, e como produto final, os alunos produzirão vídeos, vão preparar danças culturais do local. A culminância dessa iniciativa está prevista para ser realizada entre outubro e novembro, com a realização de um sarau cultural e apresentações culturais e do livro impresso.

O livro que se pretende lançar contará com relatos dos moradores e produções de textos, poemas, cordéis e poesias de autoria dos estudantes.

“Eu acredito que cada estudante que participa dessas aulas tem uma percepção diferente de ver a história real de cada lugar visitado e, consequentemente, ao estudar a história de outras cidades ou povoados nos livros didáticos, eles desenvolvem o aprendizado com mais entusiasmo. Sabemos que as aulas de campo são importantes para o desenvolvimento intelectual dos estudantes e esse projeto ajuda a termos, em sala de aula, o aluno investigador, que busca a real história e consegue desenvolver todas as atividades propostas”, explicou a professora Gláucia Regina.

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O estudante Pedro Daniel Santos Maia ressaltou a importância da atividade para ampliar a aprendizagem. “Participar de uma aula de campo e ter a oportunidade de conversar diretamente com quem viu a cidade crescer foi uma experiência transformadora. Eu posso dizer que esse tipo de atividade muda completamente a nossa percepção sobre o que é estudar História e Sociologia”, frisou.

A jovem Maria Antônia Gomes Costa Monteiro gostou das atividades e falou de forma poética. “A aula de campo exige competências que nem sempre são exploradas em sala de aula, como empatia e a escuta ativa, pois é preciso saber ouvir e respeitar o tempo do outro, respeitando as pausas e as emoções de quem narra a própria vida”, comentou Maria Antônia.

“Esse tipo de aula é um exercício de alfabetização histórica. Ela nos ensina que todo cidadão é um agente da história e que as fontes orais são fundamentais para compreender as nuances que os documentos oficiais, às vezes, ignoram”, finalizou a professora Gláucia Regina.

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CULTURA

Abertas as inscrições para seleção de artesãos que representarão o Tocantins no 1º Arpoarte, em novembro no Rio de Janeiro-RJ

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A Secretaria de Estado da Cultura do Tocantins (Secult-TO), em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), por intermédio da Coordenação Estadual do PAB no Tocantins, tornou público o processo de seleção de interessados em participar do 1º Festival de Arte Popular e Artesanato Brasileiro – Arpoarte, que acontecerá entre os dias 25 e 29 de novembro, na cidade do Rio de Janeiro – RJ.

O objetivo do processo seletivo é divulgar o artesanato local, por meio do apoio a mestres, artesãos, entidades e grupos, que irão promover a comercialização e a valorização do nosso fazer manual. Além disso, busca incentivar a integração de artesãos tocantinenses com criadores das demais regiões do Brasil, para ampliar a visibilidade de suas produções em um ambiente colaborativo, com a troca experiências e informações.

Inscrições

As inscrições podem ser realizadas presencialmente, com a entrega de todos os documentos exigidos na Secult, em Palmas, ou por e-mail, com o envio da documentação para o endereço [email protected].br.

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O prazo de inscrições teve início às 0h desta quinta-feira, 13 de agosto, e segue até as 23h59 do dia 11 de setembro de 2026.

A lista de documentos exigidos, além dos demais critérios, pode ser conferida no edital disponível no site da Secult  e no Diário Oficial do Estado .

Distribuição de vagas

Poderão ser selecionados artesãos das classificações de arte popular, artesanato tradicional, artesanato de referência cultural, artesanato contemporâneo-conceitua, artesanato indígena e quilombola.

Serão 10 vagas, distribuídas entre artesãos profissionais individuais registrados no Sistema de Informações Cadastrais do Artesanato Brasileiro (SICAB), com Carteira Nacional válida, além de entidades representativas como associações, cooperativas e grupos de produção artesanal.

Entre as vagas, há oportunidades específicas para pessoas com deficiência (PcD), indígenas e quilombolas, conforme os critérios estabelecidos no edital.

Transporte das peças

O transporte das peças de Palmas (TO) ao Rio de Janeiro (RJ), assim como o retorno à capital, ficará sob a responsabilidade da Secult e será operacionalizado por meio do caminhão-baú doado pelo PAB ao Estado ou por outros meios alternativos.

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