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I Seminário sobre o Sistema de Informação para Infância e Adolescência reúne mais de 460 profissionais da rede de proteção de todo Estado

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O Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Cedca), vinculado à Secretaria da Cidadania e Justiça (Seciju), realizou o I Seminário sobre o Sistema de Informação para Infância e Adolescência (Sípia-CT) nesta segunda-feira, 28, com a participação de mais de 460 profissionais que atuam na rede de proteção e garantia de direitos.

Com o tema “Instrumento de Monitoramento e Avaliação das Políticas Públicas”, o evento foi voltado a conselheiros tutelares, presidentes dos conselhos municipais e gestores públicos. Entre os objetivos, destacam-se a explanação sobre o uso e a implementação da ferramenta na sistematização de dados e informações para nortear políticas públicas voltadas aos direitos de crianças e adolescentes.

Presente na abertura do seminário, o secretário da Seciju, Deusiano Amorim, reforçou o apoio da Pasta à qualificação dos profissionais e à implementação do Sípia-CT. “É uma satisfação receber todos neste grande evento promovido pelo Cedca, que está sempre empenhado na luta pela garantia de direitos de nossas crianças. Estamos trabalhando em conjunto para que o Sípia chegue aos municípios, garantindo a qualificação de todos os conselheiros para o uso desta ferramenta de coleta de informações, que auxilia sobremaneira na gestão pública.”

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Para a presidente do Cedca, Virgínia Teresinha, “a intenção é que esse sistema de informação e de proteção à infância e à adolescência funcione integralmente em todos os municípios. O intuito do seminário é avançar e atingir 100% de adesão no Estado”.

Ainda de acordo com a presidente, “além da elaboração e formatação de dados, há a possibilidade de combater crimes, injustiças e violações dos direitos da criança e do adolescente em nosso Estado com o Sípia-CT”.

Evento

O seminário ocorreu ao longo de todo o dia na Escola Elisângela Glória e contou com a participação de profissionais e gestores que atuam na rede de proteção. Durante a abertura, houve uma apresentação cultural de voz e violão com música de autoria de um socioeducando, intitulada “Liberdade”.

Em seguida, formou-se a mesa de honra, composta por gestores municipais e autoridades representantes do Poder Judiciário, da Defensoria Pública, do Ministério Público, da Associação dos Conselheiros Tutelares, dos Conselhos Municipais e Estadual, e da Seciju, que debateram sobre a pauta no Tocantins.

O evento seguiu com palestras e rodas de conversa que abordaram temas como o Sistema de Garantia de Direitos, Resoluções e o Comitê do Sípia, Selo Unicef e os conselheiros tutelares, além do Plano Municipal do Sípia.

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O coordenador estadual do Sípia-CT, Marcos Benjamim, responsável pela capacitação dos conselheiros tutelares nos 139 municípios, afirmou que o Tocantins tem 101 municípios cadastrados no sistema, o que representa 70% de adesão. Para ele, “sem dados é impossível realizar políticas públicas significativas e que, de fato, venham atender às necessidades reais das nossas crianças e adolescentes. Por isso, é fundamental a adesão à ferramenta”.

Sípia-CT

O Sípia é um sistema nacional de registro e tratamento de informações sobre a garantia e defesa dos direitos fundamentais previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O sistema apresenta dados agregados em níveis municipal, estadual e nacional, constituindo-se como uma base única para a formulação de políticas públicas no setor.

Uma das conselheiras tutelares da região norte de Palmas, Maria Vanir, enfatizou: “O uso do sistema é de suma importância e um divisor de águas no trabalho dos conselheiros, pois favorece a integração e a comunicação com a rede de proteção”.

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TOCANTINS

Romaria do Senhor do Bonfim em Natividade reúne fiéis e movimenta fé, cultura e economia no Tocantins

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Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.

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Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.

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