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Com o programa Pró-Ariranha, Naturatins reforça a conservação da espécie no Parque Estadual do Cantão

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Há três anos, o Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), por meio do Programa de Monitoramento e Conservação das Ariranhas (Pró-Ariranha), atua na conservação da espécie na região do Parque Estadual do Cantão (PEC). Instituído pela Portaria nº 70/2022, o programa tem como objetivo garantir a preservação das populações de ariranhas na área do PEC.

A ariranha (Pteronura brasiliensis), um dos maiores carnívoros semi-aquáticos da América do Sul, é uma espécie ameaçada de extinção. No passado, suas populações foram drasticamente reduzidas pela caça para obtenção de peles. Hoje, enfrenta novos desafios como a degradação de seu habitat causada pelo desmatamento e poluição dos rios. No Tocantins, o Parque Estadual do Cantão abriga uma das populações da espécie, sendo um local essencial para sua preservação.

Com duração de 10 anos, o programa Pró-Ariranha é dividido em quatro campanhas anuais. Neste ano, a primeira campanha inicia agora em março, dando continuidade ao trabalho de monitoramento da espécie. O programa abrange 17 ações, incluindo gestão, monitoramento, acompanhamento das populações de ariranhas, capacitação de guardas-parques e condutores ambientais, apoio a pesquisas científicas sobre a biologia e ecologia da espécie, além da avaliação da qualidade das águas do Rio Coco e seus afluentes. Essas iniciativas visam fortalecer a implementação de planos estratégicos de pesquisa e gestão do conhecimento, contribuindo para a conservação da espécie e de seu habitat.

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Em fevereiro, o programa submeteu um resumo de seus principais resultados ao 16º Congresso Internacional de Lontras, realizado em Lima, no Peru.

A coordenadora do programa e bióloga do Naturatins, Samara Almeida, explica a importância da iniciativa e os desafios enfrentados. “A ariranha é um excelente bioindicador da qualidade ambiental dos rios. Sua presença nos diz que estamos diante de um ecossistema saudável. Se queremos garantir um futuro sustentável para nossas águas e nossa biodiversidade, precisamos protegê-la”, afirma.

O programa também desempenha um papel fundamental na gestão do ecoturismo no Parque Estadual do Cantão. A ideia é estabelecer diretrizes que permitam a observação da fauna sem causar impactos negativos à espécie. “A população de ariranhas do Cantão tem grande potencial para o turismo ecológico. Nosso desafio é equilibrar a conservação com o desenvolvimento sustentável, garantindo que esses animais sejam observados sem interferências negativas em seu comportamento natural”, explica.

O monitoramento é feito pela identificação das ariranhas, com base nas manchas únicas no pescoço de cada indivíduo. Esse método não invasivo permite acompanhar a dinâmica populacional e avaliar os impactos das ações de conservação.

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Além das ações de pesquisa e monitoramento, o Pró-Ariranha promove atividades de conscientização e educação ambiental voltadas às comunidades locais, empreendimentos turísticos e proprietários de terras, reforçando a importância da preservação da espécie e de seu habitat.

“O Pró-Ariranha é um compromisso de longo prazo com a biodiversidade do Tocantins. Cada passo que damos nesse projeto representa um avanço na proteção não apenas da ariranha, mas de todo o ecossistema aquático da região”, ressalta Samara Almeida.

Com o programa, o Governo do Tocantins reafirma seu compromisso com a conservação ambiental, consolidando-se como um modelo no Brasil. “Por meio de um planejamento estratégico eficaz, o programa une ciência, gestão ambiental e engajamento comunitário, garantindo a sobrevivência da espécie ameaçada de extinção e a preservação dos recursos naturais para as presentes e futuras gerações”, conclui Samara Almeida.

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Rastreia/TO avança para etapa prática com identificação de 250 bovinos em Tabocão

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Atividade integra Prova de Conceito que testa procedimentos, equipamentos e tecnologias para implantação da rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos no Tocantins

A implantação do Rastreia/TO avançou para uma nova etapa na terça-feira, 22, com a realização de atividade prática da Prova de Conceito (PoC) na Fazenda Tupã, da Motta Agropecuária, em Tabocão. Durante o trabalho de campo, 250 bovinos machos, com aproximadamente 18 meses de idade, receberam identificação individual por meio de brincos visuais e eletrônicos, com leitura por tecnologia RFID e registro das informações em sistema digital.

A atividade reuniu equipes técnicas envolvidas na implantação do programa, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), com execução técnica conjunta da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins).

O Rastreia/TO integra a política estadual de identificação individual e rastreabilidade de bovinos e bubalinos, instituída pelo Decreto nº 7.164, de 13 de maio de 2026. O trabalho busca testar, em condições reais, procedimentos que permitam acompanhar individualmente os animais e organizar informações relacionadas à origem, movimentação e demais registros da cadeia produtiva.

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Capacitação antecedeu atividade em campo

A prática ocorreu após a capacitação realizada na segunda-feira, 21, em Palmas. A programação preparou técnicos, extensionistas e demais participantes para os procedimentos previstos nesta fase do Rastreia/TO.

Foram apresentadas orientações sobre a Prova de Conceito, boas práticas de identificação animal, utilização dos brincos e equipamentos de aplicação, operação dos leitores eletrônicos e registro das informações no aplicativo RadarBov.

A Prova de Conceito foi estruturada como um teste controlado, com previsão de quatro meses de acompanhamento. O escopo contempla 21 propriedades rurais, entre pequenas, médias e grandes, e aproximadamente 5,3 mil animais.

Além das propriedades participantes, o teste prevê acompanhamento em outros pontos da cadeia produtiva, incluindo revenda agropecuária, leilão e frigorífico. O objetivo é verificar o funcionamento da identificação e da leitura dos animais em diferentes etapas antes do avanço das próximas fases de implantação.

Comitê Gestor do Rastreia/TO

Também na segunda-feira, 21, foi publicada no Diário Oficial do Estado, a Portaria que designa os integrantes do Comitê Gestor do Programa de Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos do Estado do Tocantins, formado pela Seagro, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Adapec, Ruraltins e Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

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As atribuições incluem, definir diretrizes, prioridades e metas estratégicas do programa, acompanhar indicadores e resultados da implantação, aprovar o planejamento anual e propor ajustes técnicos, operacionais e institucionais.

A cadeia produtiva é representada pela Associação Tocantinense de Novilho Precoce (ATNP), Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Carnes e Derivados do Estado do Tocantins (Sindicarne), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet/Senar) e Associação dos Criadores de Nelore do Tocantins (ACNT).

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