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Periferia Viva 2024

Cooperativa tocantinense é destaque no Prêmio Periferia Viva 2024 com projeto de revitalização cultural e ambiental

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A Cooperativa dos Empreendedores Sociais da Região Norte (Coopesren) foi contemplada com o Prêmio Periferia Viva 2024, na categoria “Iniciativas Populares”. O projeto premiado, intitulado “Hawyky: Plantando Açaí e Revitalizando Culturas”, desenvolve atividades de restauração ambiental e fortalecimento cultural no Território Indígena Karajá Ixybiòwa, na Aldeia Xambioá, no município de Santa Fé do Araguaia (TO). A solenidade de premiação ocorrerá no dia 28 de novembro, no Museu Nacional da República, em Brasília.

Promovida pelo Ministério das Cidades, por meio da Secretaria Nacional de Periferias, a ação visa reconhecer projetos que enfrentam a desigualdade socioespacial e promovem a transformação de territórios periféricos. Além das Iniciativas Populares, a premiação contemplou iniciativas de Assessoria Técnica e de Entes Públicos Governamentais.

O projeto Hawyky, iniciado em dezembro de 2023, concentra-se na recuperação de açaizais e na realização de oficinas de etnomapeamento, agroecologia, artesanato, além do resgate de sementes crioulas. “Nos sentimos honrados em ter nosso trabalho reconhecido pelo Ministério das Cidades em uma premiação tão importante e tão simbólica. Em um edital nacional, com uma concorrência tão significativa, é emocionante viver o resultado do nosso trabalho”, celebrou Amanda Teixeira, coordenadora do projeto.

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“A nossa expectativa é continuar apresentando nosso trabalho para o país e para o estado,” disse ainda. Amanda frisou que, após um período de dificuldades no setor cultural, a cooperativa agora experimenta uma retomada significativa em seus resultados. Segundo ela, esse apoio é refletido nas conquistas e nos financiamentos de novas iniciativas, o que impulsiona a valorização cultural, a biodiversidade e a economia criativa da região Norte. A integrante da cooperativa também destacou o papel da Secretaria de Cultura estadual, que tem promovido editais como os da Lei Paulo Gustavo e da Política Nacional Aldir Blanc, iniciativas que, em suas palavras, “fortalecem os agentes culturais e as entidades” no Tocantins.

Conheça a premiada

Fundada em janeiro de 2020, a Cooperativa de Trabalho dos Empreendedores Sociais da Região Norte reúne a experiência de um grupo diversificado de pessoas com histórico nos movimentos sociais, estudantis e de mulheres. Com sede em Colinas (TO) e atuação no Tocantins e Pará, a cooperativa é composta por negros, indígenas, agricultores, educadores, pescadores, artesãos e gestores, com a missão de promover os direitos humanos e a justiça social.

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A cooperativa atua na formação e assessoramento de profissionais em áreas como educação, cultura, esporte, meio ambiente, agricultura e apoio a ribeirinhos e povos tradicionais, com foco no desenvolvimento sustentável urbano e rural. Além disso, comercializa produtos da agricultura familiar e artesanato, incentivando práticas orgânicas e agroecológicas na região amazônica.

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TOCANTINS

Romaria do Senhor do Bonfim em Natividade reúne fiéis e movimenta fé, cultura e economia no Tocantins

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Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.

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Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.

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