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Semarh apresenta conquistas com implantação do Cadastro Ambiental Rural durante 28º Fórum de Governador da Amazônia Legal

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A governança fundiária foi um dos temas centrais do 28º Fórum de Governadores da Amazônia Legal, realizado que encerrou-se na última sexta-feira, 9, em Porto Velho (RO), com a participação do Governo do Tocantins, via Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh). No encontro, secretários estaduais se reuniram em câmaras setoriais para debater assuntos específicos e as tratativas foram levadas para a reunião entre os governadores.

O secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Marcello Lelis, participou do evento, acompanhando o governo Wanderlei Barbosa, e outros secretários de estado de pastas relacionas aos temas abordados.

Segundo o secretário da Semarh, Marcello Lelis, o Fórum de Governadores da Amazônia Legal foi extremamente produtivo para o Tocantins. “Nas reuniões que antecederam a chegada dos governadores, os secretários se reuniram com  o BNDES e o Tocantins tratou do projeto de R$ 74 milhões em aprovação pelo Fundo Amazônia, e este foi um ponto muito positivo”, comemorou. Marcello Lelis reiterou ainda que a notícia da redução do desmatamento no Tocantins no bioma Cerrado foi divulgada pelo próprio Governador Wanderlei Barbosa, durante o evento, aos estados da Amazônia Legal.

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O  propósito principal do Fórum é promover o desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal de forma integrada e cooperativa, considerando as oportunidades e os desafios regionais. As câmaras setoriais são divididas nos temas: Governança Fundiária, Agricultura e Economia Verde – Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Segurança Pública, Infraestrutura e Transporte.

A Semarh apresentou, na Câmara Setorial de Agricultura e Economia Verde – Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, os desafios e conquistas na implantação do Cadastro Ambiental Rural (CAR). A superintendente de Gestão de Políticas Ambientais da Semarh, Marli Santos, explicou que mais de 90 mil imóveis rurais estão cadastrados no CAR, representando mais de 90% dos imóveis na base de dados do cadastro. No entanto, conforme ela, a análise dos cadastros ainda é um desafio, assim como para a grande maioria dos estados da Amazônia Legal.

“Porém, a agenda no Estado tem avançado com a publicação da Instrução Normativa (IN) de regularização ambiental da propriedade rural e o Módulo de Análise informatizado do CAR, que ficará pronto em outubro, construído com recursos de REDD+. Além disso, o Centro de Inteligência Geográfica de Meio Ambiente (CIGMA) está operante em parceria com a UFT, e também há tratativas com a UFMG para implantar o CAR 2.0 e o Selo Verde”, explicou.

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O Consórcio Interestadual de Desenvolvimento Sustentável da Amazônia Legal é formado pelos nove estados amazônicos: Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Maranhão, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins. É uma autarquia, na modalidade de associação pública, que integra a administração indireta de todos os estados membros. Tem sede no Distrito Federal e seu escritório central funciona em Brasília, com núcleos administrativos nos estados associados.

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TOCANTINS

Rastreia/TO avança para etapa prática com identificação de 250 bovinos em Tabocão

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Atividade integra Prova de Conceito que testa procedimentos, equipamentos e tecnologias para implantação da rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos no Tocantins

A implantação do Rastreia/TO avançou para uma nova etapa na terça-feira, 22, com a realização de atividade prática da Prova de Conceito (PoC) na Fazenda Tupã, da Motta Agropecuária, em Tabocão. Durante o trabalho de campo, 250 bovinos machos, com aproximadamente 18 meses de idade, receberam identificação individual por meio de brincos visuais e eletrônicos, com leitura por tecnologia RFID e registro das informações em sistema digital.

A atividade reuniu equipes técnicas envolvidas na implantação do programa, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), com execução técnica conjunta da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins).

O Rastreia/TO integra a política estadual de identificação individual e rastreabilidade de bovinos e bubalinos, instituída pelo Decreto nº 7.164, de 13 de maio de 2026. O trabalho busca testar, em condições reais, procedimentos que permitam acompanhar individualmente os animais e organizar informações relacionadas à origem, movimentação e demais registros da cadeia produtiva.

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Capacitação antecedeu atividade em campo

A prática ocorreu após a capacitação realizada na segunda-feira, 21, em Palmas. A programação preparou técnicos, extensionistas e demais participantes para os procedimentos previstos nesta fase do Rastreia/TO.

Foram apresentadas orientações sobre a Prova de Conceito, boas práticas de identificação animal, utilização dos brincos e equipamentos de aplicação, operação dos leitores eletrônicos e registro das informações no aplicativo RadarBov.

A Prova de Conceito foi estruturada como um teste controlado, com previsão de quatro meses de acompanhamento. O escopo contempla 21 propriedades rurais, entre pequenas, médias e grandes, e aproximadamente 5,3 mil animais.

Além das propriedades participantes, o teste prevê acompanhamento em outros pontos da cadeia produtiva, incluindo revenda agropecuária, leilão e frigorífico. O objetivo é verificar o funcionamento da identificação e da leitura dos animais em diferentes etapas antes do avanço das próximas fases de implantação.

Comitê Gestor do Rastreia/TO

Também na segunda-feira, 21, foi publicada no Diário Oficial do Estado, a Portaria que designa os integrantes do Comitê Gestor do Programa de Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos do Estado do Tocantins, formado pela Seagro, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Adapec, Ruraltins e Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

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As atribuições incluem, definir diretrizes, prioridades e metas estratégicas do programa, acompanhar indicadores e resultados da implantação, aprovar o planejamento anual e propor ajustes técnicos, operacionais e institucionais.

A cadeia produtiva é representada pela Associação Tocantinense de Novilho Precoce (ATNP), Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Carnes e Derivados do Estado do Tocantins (Sindicarne), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet/Senar) e Associação dos Criadores de Nelore do Tocantins (ACNT).

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