GURUPI

CULTURA

CPC aprova prorrogação do atual mandato e revisão do Plano de Aplicação Financeira (PAF) do Fundo Estadual de Cultura

Publicado em

O Conselho de Políticas Culturais do Tocantins (CPC-TO) aprovou na manhã desta sexta-feira, 2, a prorrogação do atual mandato, que se encerraria neste mês de agosto, para até 31 de dezembro de 2024. Também aprovou, por unanimidade, a revisão do Plano de Aplicação Financeira (PAF) do Fundo Estadual de Cultura para o segundo semestre do ano. As votações aconteceram durante duas reuniões ordinárias, a 17ª e a 18ª, realizadas no auditório do Corpo de Bombeiros, em Palmas.

As reuniões ocorreram na modalidade híbrida – presencial e on-line transmitida via Google Meet –, chegando a um quórum de 21 votantes na aprovação do PAF. Presididas pela conselheira Valéria Picanço, titular da Câmara de Arquitetura e Urbanismo, as duas reuniões foram convocadas para o mesmo dia a fim de cumprir o calendário de junho e julho que ficou comprometido por causa do período de férias.

Iniciado em 2022 para um período de dois anos, o atual mandato foi prorrogado até 31 de dezembro, por unanimidade dos conselheiros presentes na 18ª reunião. A medida foi considerada necessária para que a Secretaria da Cultura (Secult) possa conduzir o processo eleitoral para renovação do CPC de maneira a garantir maior participação de eleitores e candidatos, a partir de ampla divulgação para mobilizar a sociedade civil. Com a prorrogação, o Plenário terá que decidir quanto ao critério de substituição de conselheiros titulares e suplentes de três Câmaras Técnicas Setoriais, que renunciaram ou não compareceram às últimas reuniões.

Leia Também:  População aprova atendimento ofertado no Hospital Regional de Araguaína

 

PAF

Instrumento integrante do Plano Estratégico de Gestão 2024-2026, aprovado em dezembro de 2023, o Plano de Aplicação Financeira (PAF) do Fundo Estadual de Cultura 2024 passou por uma revisão para adequações orçamentárias e de ações em andamento. O valor autorizado no Orçamento do Fundo para 2024 não sofre alteração, permanecendo em R$ 20.479.362,00. O Plenário do CPC aprovou apenas o remanejamento de valores entre as 12 ações do Plano Estratégico, sem prejuízo às atividades propostas, conforme foi detalhado na justificativa ponto a ponto do plano, pela secretária-executiva da Secult, Valéria Kurovski.

Na oportunidade, o secretário Tião Pinheiro explicou que o ano de 2023 foi dedicado à organização e estruturação da pasta, e que em 2024 a gestão avança com um plano sólido e bem estruturado de ações. “O Governo do Tocantins, por meio da Secult, continua trabalhando diuturnamente para cumprir aquela missão que nos foi dada, complementando ações internas e executando recursos federais”, disse.

Entre os programas e ações que constam no PAF está o I Seminário de Arquivos Históricos e Documentais, que será realizado nos dias 7 e 8 de agosto, no auditório da Reitoria da Universidade Federal do Tocantins. Já no dia 30 de outubro, a Secult realizará o Seminário de Livro e Leitura que será o pontapé inicial no Programa de Modernização das Bibliotecas Públicas Municipais que a Secult vai implementar para reestruturar e requalificar os espaços públicos de livro, leitura e escrita.

Leia Também:  Deputado Amélio contribui com a Festa do Arroz e destaca fortalecimento da tradição e cultura

A manhã de reuniões do CPC também teve espaço para os conselheiros Maria do Socorro (Artesanato) e Elpídio de Paula (Artes Visuais) falarem das suas experiências em viagens recentes representando o Tocantins. Maria do Socorro visitou a Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte) realizada no mês de junho, em Olinda (PE), juntamente com técnicos e gestores da Secult. Elpídio foi representar o Tocantins no Festival Acre Graffiti, realizado no mês de julho em Rio Branco (AC). A presidente Valéria Picanço também destacou as Oficinas de Capacitação em Elaboração de Projetos e Captação de Recursos, realizadas pela Secretaria da Cultura em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFTO) e a Fundação de Apoio Científico e Tecnológico (Fapto), com foco nos fazedores de cultura. Palmas foi a primeira cidade a receber as oficinas, dias 1º e 2 de agosto. Outras sete cidades vão sediar as capacitações até 27 de agosto.

A próxima reunião do Conselho de Políticas Culturais está marcada para o dia 30 de agosto. Um dos assuntos já incluídos na pauta é a discussão quanto à revisão do Regimento Interno do conselho.

Advertisement

CULTURA

Tocantins apresenta diversidade cultural na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura

Published

on

A participação do Tocantins na 6ª Teia Nacional dos Pontos de Cultura, realizada entre os dias 19 e 24 de maio, em Aracruz, no Espírito Santo, evidenciou a diversidade cultural do estado em diferentes linguagens. Com o tema “Pontos de Cultura pela Justiça Climática”, o encontro reuniu representantes de todo o país em uma programação com mais de 200 atividades, distribuídas nos espaços temáticos do Centro de Turismo Social e Lazer Sesc Praia Formosa.

 

Além dos delegados e delegadas escolhidos para representar o Tocantins nas discussões, fóruns e grupos de trabalho, a presença tocantinense também foi marcada por artistas, mestres, comunicadores, artesãos e expositores selecionados pelo edital de programação do Ministério da Cultura.

 

Artes visuais e religiosidade tocantinense

 

Entre os representantes do estado esteve o artista visual Elpídio de Paula Neto, especialista em desenho pirografado. Na Teia Nacional, ele apresentou a exposição ‘Um mergulho do sagrado na cultura tradicional do Tocantins’, reunindo obras que aproximam arte sacra, religiosidade e referências da cultura popular tocantinense.

 

“Estou muito feliz em participar da 6ª Teia Nacional representando o meu estado. É uma alegria muito grande poder trazer o meu trabalho e apresentar esta exposição. Eu já trabalho com arte sacra e arte religiosa, mas, nesta exposição, quis trazer também os nossos mestres e mestras da cultura tradicional e popular com esse viés do sagrado. Porque não tem como falar da cultura tradicional do Tocantins sem falar de religiosidade, misticismo, arte e cultura. Tudo isso atravessa as nossas manifestações”, destacou.

 

Elpídio também explicou que parte das obras foi criada a partir de fotografias de Emerson Silva, em um processo de releitura visual. “Era algo que eu queria fazer há muito tempo. Pedi autorização ao Emerson para transformar algumas fotografias dele em trabalhos meus, e ele me deixou à vontade para criar. Então, quem é do Tocantins vai reconhecer referências como Dona Romana, Mãe Felisberta, nossos mestres, mestras, povos originários, povos indígenas e povos de terreiro. É uma forma de fazer com que essas referências brilhem aqui na Teia. Eu carrego o meu estado comigo, e trazer tudo isso para esse espaço é muito especial”, afirmou Elpidio.

 

Comunicação colaborativa e exposição fotográfica

 

O Tocantins também esteve presente na comunicação colaborativa da Teia Nacional com a participação do artista Fernando Amazônia. Além de contribuir com registros durante o evento, ele apresentou a exposição fotográfica ‘Água é Vida’, voltada à relação das comunidades tradicionais e dos povos originários com a água.

 

“É muito importante estar na Teia Nacional, um evento que reúne a cultura do povo brasileiro e mostra que o Tocantins também está presente. Trouxemos a exposição ‘Água é Vida’, que fala da relação das comunidades tradicionais e dos povos originários com a água, com os rios Tocantins e Araguaia, e com povos como os Javaé e Xerente. Também participo da comunicação colaborativa da Teia, registrando, partilhando e contribuindo para trazer a cultura do Tocantins para este encontro”, afirmou Fernando Amazônia.

Leia Também:  Governo do Tocantins prorroga prazo para envio da Declaração de Bens e Valores dos servidores públicos

 

Feira criativa

 

A economia criativa também teve representantes tocantinenses na Teia, com artesãs de Babaçulândia e Tocantínia. A artesã Sebastiana Pereira, do Ponto de Cultura Ubuntu, de Babaçulândia, representou o estado comercializando peças produzidas a partir de matérias-primas naturais, como palha, coité, sementes e outros elementos encontrados na natureza.

 

“Sempre que ando pelo mato, pelo sítio ou pelas chácaras, meu olhar já procura alguma coisa que possa virar arte. Ser artesã é um dom muito especial. Às vezes as pessoas perguntam como a gente faz uma peça, e nem a gente sabe explicar direito. É um trabalho difícil, que exige esforço, mas por onde o artesão passa ele enxerga uma matéria-prima e já imagina o que pode criar. Sou muito grata por estar aqui, fomos muito bem acolhidas e as vendas têm sido muito boas desde o primeiro dia. É uma alegria poder apresentar nosso trabalho na Teia”, afirmou.

 

Também selecionada pelo edital para expor na Teia, a artesã Iraci Krukwane Xerente, do povo Akwẽ-Xerente, da Aldeia Salto, em Tocantínia, levou peças produzidas em capim-dourado e costuradas com fibra de buriti.

 

Literatura, cura e saberes quilombolas

 

O Tocantins ainda marcou presença na área da literatura com a participação da mestra raizeira de Natividade, Felisberta Ferreira, conhecida como Dona Feliz. Guardiã de saberes tradicionais ligados ao uso das plantas medicinais, à cura e ao bem viver, ela levou à Teia 2026 a experiência do livro A Mata que Cura – Saberes Quilombolas de Curar e Bem Viver, lançado durante a Teia Estadual.

 

A produtora cultural Liu Moreira, da Associação de Arte Ninho Cultural, que acompanhou Dona Feliz na programação, destacou a importância da presença da mestra na Teia. “A gente fez a inscrição de Dona Felisberta como representante da cultura popular e tradicional do Tocantins. Ela, que é de Natividade, vem apresentar essa experiência na Teia Nacional e participar de uma roda de conversa sobre a concepção do trabalho e sobre o significado de estar neste evento. O livro ‘A Mata que Cura’ foi lançado na comunidade dela, durante a Teia Estadual, e agora é uma honra ver essa trajetória fazer parte da programação nacional”, destacou Liu Moreira.

 

A mestra raizeira explicou que o livro nasceu da sua relação com as plantas medicinais, com o meio ambiente e com os saberes tradicionais preservados ao longo da vida.

 

“Eu tenho uma paixão muito grande pelo meio ambiente e pelas plantas medicinais. Sou benzedeira, sou raizeira, e levo esse conhecimento por onde eu passo, porque a cura também está na mata. Sou uma defensora do meio ambiente e faço o meu trabalho de cuidado, oração e proteção do jeito que posso. Escrever esse livro foi como uma gestação, com alegria, mas também com dificuldades, até chegar o momento em que ele nasceu. Deus colocou na minha vida o pessoal do Ninho Cultural, especialmente a Liu. Tinha dia que eu dizia que não queria mais saber de livro, e ela ficava quieta, deixava a poeira baixar e depois voltava. Com a paciência e a persistência dela, nasceu ‘A Mata que Cura’,” contou Dona Felis.

Leia Também:  Mães na cultura: mulheres transmitem saberes e preservam tradições no Tocantins

 

Durante a programação, Dona Feliz também apresentou ao público raízes, xaropes, sementes e outros elementos provenientes do Cerrado brasileiro, compartilhando conhecimentos ligados aos modos tradicionais de cura e cuidado.

 

Hip-hop tocantinense

 

A cultura hip-hop do Tocantins ocupou o Salão Madri com uma programação dedicada à música, à poesia e ao debate. A atividade reuniu exibições, intervenções musicais e mediação cultural, propondo reflexões sobre periferia, território, juventude, expressão urbana e justiça climática.

 

Proposta pelo Coletivo Cidade Perifa, de Palmas, a programação contou com a exibição do curta ‘O Som de Lá – Cidade Perifa em Reflexão, Formação e Debate’, produção participativa dirigida por Caio Bretas, e do documentário Cypher Rua Norte, dirigido por Erval Benmuyal.

 

A atividade também teve participação de Mano Jozy, Rossana Iuna, DJ Dallag Beats, DJ Drika, Michael Brankin e intervenção poéticas com Ganjo Negro, reunindo diferentes vozes da cena cultural tocantinense.

 

Desfile, moda e identidade amazônica

 

As tocantinenses Vanessa Gonçalves e Socorro Sousa também participaram da programação como convidadas da performance cênica ‘Trama: Desfile Manifesto Amazonense’, projeto coletivo que une moda, território, identidade e posicionamento político.

 

Criado em Manaus pela produtora Glícia Cáuper, o desfile propõe uma reflexão sobre os trabalhadores invisibilizados do universo têxtil. Durante a apresentação, os participantes carregam cartazes com frases como “Eu costurei essa roupa” e “Eu colori sua roupa”, dando visibilidade a quem atua nos bastidores da produção de moda e evidenciando o trabalho manual, criativo e coletivo presente nas peças.

 

Tradição popular no palco

 

A presença tocantinense na programação foi encerrada no Palco Folia de Reis, que recebeu o Pontão de Cultura Tambores do Tocantins. Márcio Belo e banda apresentaram músicas tradicionais tocantinenses, incluindo a suça e outros ritmos ligados às manifestações populares do estado.

 

A apresentação contou ainda com a participação do mestre Dorivã, o Passarim do Jalapão, e terminou com uma grande roda de celebração, reunindo artistas, participantes e público em um momento de festejo e partilha.

 

A participação tocantinense na Teia Nacional dos Pontos de Cultura reuniu diferentes expressões, territórios e saberes do estado, evidenciando a força dos coletivos que mantêm a diversidade cultural do estado.

 

Mais registros da programação podem ser acompanhados nas redes sociais da Secretaria de Estado da Cultura, pelo perfil @culturato.

Continue Reading

GURUPI

TOCANTINS

POLÍCIA

MAIS LIDAS DA SEMANA