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AGÊNCIA DE METROLOGIA

Agência de Metrologia orienta consumidores sobre o uso adequado da panela de pressão

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A panela de pressão é um objeto comum e está muito presente no cotidiano da sociedade, seja nas residências, instituições públicas ou privadas, restaurantes, lanchonetes, entre outros. Sua principal função é o preparo de alimentos por meio de elevada pressão interna.

Como medida de segurança para o consumidor, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) exige que o produto seja certificado por parte do fabricante e que as panelas de pressão tenham com obrigatoriedade o Selo de Identificação da Conformidade, o que assegura que o produto foi fabricado observando os requisitos mínimos de segurança. Há mais de dez anos, toda panela de pressão produzida e comercializada no país deve contar com o Selo Inmetro.

Nesse sentido, o Governo do Tocantins, por meio da Agência de Metrologia, Avaliação da Conformidade, Inovação e Tecnologia do Estado do Tocantins (AEM), órgão delegado do Inmetro, em seu papel de prestar sempre informações educativas à sociedade, com o objetivo de evitar acidentes e de prestar informações de relevância sobre cuidados básicos com a panela de pressão, que podem evitar perigos desnecessários e salvar vidas.

 

Melhorias na fabricação

Os fabricantes têm investido em panelas cada vez mais seguras com alumínio reforçado, tampa externa, anel de silicone e válvulas para controlar a pressão e diminuir o perigo. Contudo, é essencial que o consumidor esteja atento na hora da compra da mercadoria. “O Selo Inmetro indica que a panela de pressão passou por testes laboratoriais e nos ensaios obteve adequado grau de confiabilidade, em conformidade com as normas técnicas brasileiras. Se uma panela de pressão não for produzida com requisitos mínimos de segurança, ela se transforma num produto perigoso”, informa Jerônimo Júnior, presidente da Agência de Metrologia.

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Ao adquirir o produto, é importante que o consumidor observe a presença do selo afixado na panela e que exija também a nota fiscal.

Válvula necessita de substituição a cada cinco anos

Cerca de trinta requisitos técnicos são observados nos ensaios laboratoriais com panelas de pressão. Testes de resistência dos cabos, testes hidrostáticos para medir a resistência da panela, testes de envelhecimento dos anéis de vedação, testes de abertura das válvulas, entre outros.

Vale destacar que grande parte dos acidentes com panelas de pressão têm relação com entupimento das válvulas, que necessitam serem substituída: “a válvula tem a validade de cinco anos e, após o período, é importante que o consumidor faça a substituição”, afirma o técnico Bruno Santana, da área de qualidade da AEM.

Um dos fatores de risco é o acúmulo de resíduos dentro da válvula, que acaba entupindo, o que impede a saída do ar, que garante pressão e segurança ao uso da panela.

Cuidados para evitar acidentes

É importante que o usuário observe sempre o estado da borracha, do pino da pressão e da tampa da panela de pressão. Além disso, ao fazer a higiene do produto, observar se não há rachaduras na borracha, se está secando ou quebrando. Caso necessário, faça a substituição das partes que não estão oferecendo segurança ao uso. É válido destacar que o consumidor deve priorizar a escolha do produto com capacidade de atender a demanda: a panela de pressão cheia demais pode entupir a válvula de segurança, o que é muito perigoso.

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Sobre panela de pressão

ü  Manter sempre limpa a válvula de segurança da panela – aquela que chia – e desobstruída;

ü  Verificar se a válvula não está deformada, decorrente de algum impacto;

ü  Substituir a válvula a cada cinco anos – somente em representantes autorizados;

ü  Trocar o anel de borracha sempre que apresentarem danos e sinais de envelhecimento;

ü  Manter, durante o cozimento, o fundo da panela de forma plana;

ü  Nunca abra a panela sem que todo ar tenha sido expelido. A válvula com pino foi desenvolvida para liberar o vapor, caso perceba que no meio do cozimento de algo a panela pare de funcionar, desligue o fogo imediatamente e com um auxílio de um garfo libere todo o ar levantando a válvula. Se o ar sair pelas bordas, a borracha precisa ser substituída.

ü  Quando a panela pegar pressão e começar a soltar vapor, diminua a temperatura do fogo, se a água no interior já está fervendo a quantidade de fogo não vai interferir no cozimento.

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TOCANTINS

Tocantins fortalece monitoramento da qualidade da água com parceria entre Semarh, UFT e FAPTO

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O Governo do Tocantins deu mais um passo para fortalecer a gestão dos recursos hídricos e ampliar o conhecimento sobre a qualidade das águas que abastecem o estado.

Nesta quinta-feira, 11, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) formalizou um Termo de Convênio com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e a Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto), durante cerimônia realizada na Reitoria da universidade, em Palmas.

A parceria prevê a execução de pesquisas aplicadas e análises laboratoriais voltadas ao monitoramento da qualidade da água em rios e lagos tocantinenses. Ao longo de dois anos e seis meses, equipes técnicas irão realizar coletas e avaliações em 80 pontos estratégicos distribuídos pelas diferentes regiões do estado.

A iniciativa busca gerar informações científicas capazes de subsidiar políticas públicas voltadas à preservação dos recursos hídricos, ao acesso à água de qualidade e à ampliação do saneamento básico.

O trabalho também contribui diretamente para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6, da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que trata da garantia da disponibilidade e da gestão sustentável da água para todos.

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Durante a assinatura do convênio, o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, destacou que a parceria fortalece a integração entre o poder público e a academia, proporcionando maior agilidade e eficiência na produção de dados técnicos.

“Estamos unindo a experiência da Semarh à excelência técnica da universidade para ampliar nossa capacidade de monitoramento e garantir análises mais rápidas e precisas sobre a qualidade das águas tocantinenses”, ressaltou o secretário.

A reitora da UFT, Maria Santana, enfatizou o papel da universidade na produção de conhecimento voltado ao desenvolvimento sustentável e reafirmou o compromisso da instituição em contribuir com a gestão ambiental do estado por meio de sua estrutura técnica e científica.

Para o presidente da Fapto, Leonardo Araújo, a iniciativa representa um avanço na modernização da política estadual de recursos hídricos, fortalecendo a inovação e a utilização da ciência como ferramenta de apoio à tomada de decisões.

Rede de monitoramento

O  convênio amplia uma estrutura de monitoramento já consolidada pela Semarh. Atualmente, o estado opera uma rede composta por aproximadamente 80 estações hidrometeorológicas distribuídas nas principais bacias hidrográficas tocantinenses.

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As Plataformas de Coleta de Dados (PCDs) realizam o acompanhamento em tempo real de indicadores como precipitação, níveis dos rios e vazões, fornecendo informações estratégicas para ações de segurança hídrica, prevenção de enchentes e enfrentamento de períodos de estiagem.

 Além do monitoramento hidrológico, o Tocantins mantém uma rede de vigilância da qualidade da água com dezenas de pontos de acompanhamento ambiental. Por meio de análises laboratoriais e sondas multiparamétricas, são avaliados indicadores físicos, químicos e biológicos que permitem acompanhar as condições dos corpos hídricos e calcular o Índice de Qualidade da Água (IQA).

 Com a nova parceria, o estado amplia sua capacidade técnica de produzir informações qualificadas sobre seus recursos hídricos, fortalecendo o planejamento ambiental e contribuindo para a preservação de um dos patrimônios naturais mais estratégicos para o desenvolvimento sustentável do Tocantins.

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