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Naturatins conclui ações fiscalizatórias nas regiões centro-oeste e extremo norte

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Nesta terça-feira, 25, a fiscalização ambiental do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins) concluiu ações intensivas para combater a pesca predatória nos rios e lagos nas regiões centro-oeste e extremo norte do Estado. Coordenada pela Gerência de Fiscalização do Instituto, as duas frentes recolheram cerca de 2,5 mil metros de redes de pesca.

Na região no Parque Estadual do Cantão (PEC), no período de 17 a 24 de junho, a equipe, formada por fiscais de Palmas e técnicos da Unidade de Conservação, realizou atividades fiscalizatórias e educativas com o objetivo proteger os recursos naturais e promover a conscientização da comunidade local sobre a importância da preservação ambiental.

Foram realizadas vistorias na Praia do Amor, localizada no Projeto de Assentamento (PA) Manchete. Os acampamentos às margens do Rio Javaés, Rio Araguaia e lagos da região foram inspecionados e os presentes receberam orientações sobre as práticas ambientais adequadas para minimizar impactos negativos ao meio ambiente. Em um dos locais vistoriados, foram retirados 560 metros de redes de emalhar às margens do Rio Javaés. O responsável não foi identificado.

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Para fortalecer o diálogo com a comunidade local, a equipe do Naturatins realizou palestra no PA Pericatu. A iniciativa teve receptividade, com a participação dos moradores que puderam esclarecer dúvidas relacionadas à obtenção de licenças para pesca, autorização para queima controlada, limpeza de pasto e autorização para desmatamento. “Os participantes elogiaram a disposição do Naturatins em atender às suas necessidades e agradeceram à equipe pela disponibilidade em sanar suas dúvidas. Essa ação demonstra a importância da educação ambiental como ferramenta para promover a gestão ambiental participativa e o desenvolvimento sustentável da região”, relatou o fiscal ambiental Jusley Caetano.

No extremo-norte

A ação teve início na terça-feira, 18, com fiscalização em áreas estratégicas ao longo dos principais corpos d’água da região e resultou na apreensão de em 1,8 mil metros de redes de emalhar. “Focamos em identificar e autuar pescadores envolvidos em práticas ilegais de pesca que ameaçam a biodiversidade local”, destacou o fiscal ambiental Antoniel Gouveia de Souza.

O gerente de Fiscalização do Naturatins, Cândido José dos Santos Neto, destaca que a pesca predatória tem causado sérios danos ao ecossistema aquático do Tocantins e coloca em risco diversas espécies nativas e prejudicam a economia das comunidades ribeirinhas. “Nosso objetivo é proteger os recursos naturais e garantir a sustentabilidade da pesca para as gerações futuras. A apreensão desse grande volume de equipamentos ilegais demonstra a gravidade da situação”, alertou o gerente.

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Além da apreensão dos materiais, os fiscais também orientaram os pescadores sobre as leis ambientais e a importância da pesca sustentável. Aqueles flagrados em atividades irregulares poderão receber multas severas e responder por crimes ambientais, conforme a legislação vigente.

A ação também contou com o apoio e participação ativa da comunidade ribeirinha, que foram incentivadas a denunciar atividades suspeitas através do Linha Verde 0800 063 1155 ou pelo WhatsApp (63) 9106-7787. As denúncias podem ser feitas anonimamente, o que ajuda a garantir a segurança dos denunciantes.

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Rastreia/TO avança para etapa prática com identificação de 250 bovinos em Tabocão

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Atividade integra Prova de Conceito que testa procedimentos, equipamentos e tecnologias para implantação da rastreabilidade individual de bovinos e bubalinos no Tocantins

A implantação do Rastreia/TO avançou para uma nova etapa na terça-feira, 22, com a realização de atividade prática da Prova de Conceito (PoC) na Fazenda Tupã, da Motta Agropecuária, em Tabocão. Durante o trabalho de campo, 250 bovinos machos, com aproximadamente 18 meses de idade, receberam identificação individual por meio de brincos visuais e eletrônicos, com leitura por tecnologia RFID e registro das informações em sistema digital.

A atividade reuniu equipes técnicas envolvidas na implantação do programa, coordenado pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Seagro), com execução técnica conjunta da Agência de Defesa Agropecuária (Adapec) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins).

O Rastreia/TO integra a política estadual de identificação individual e rastreabilidade de bovinos e bubalinos, instituída pelo Decreto nº 7.164, de 13 de maio de 2026. O trabalho busca testar, em condições reais, procedimentos que permitam acompanhar individualmente os animais e organizar informações relacionadas à origem, movimentação e demais registros da cadeia produtiva.

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Capacitação antecedeu atividade em campo

A prática ocorreu após a capacitação realizada na segunda-feira, 21, em Palmas. A programação preparou técnicos, extensionistas e demais participantes para os procedimentos previstos nesta fase do Rastreia/TO.

Foram apresentadas orientações sobre a Prova de Conceito, boas práticas de identificação animal, utilização dos brincos e equipamentos de aplicação, operação dos leitores eletrônicos e registro das informações no aplicativo RadarBov.

A Prova de Conceito foi estruturada como um teste controlado, com previsão de quatro meses de acompanhamento. O escopo contempla 21 propriedades rurais, entre pequenas, médias e grandes, e aproximadamente 5,3 mil animais.

Além das propriedades participantes, o teste prevê acompanhamento em outros pontos da cadeia produtiva, incluindo revenda agropecuária, leilão e frigorífico. O objetivo é verificar o funcionamento da identificação e da leitura dos animais em diferentes etapas antes do avanço das próximas fases de implantação.

Comitê Gestor do Rastreia/TO

Também na segunda-feira, 21, foi publicada no Diário Oficial do Estado, a Portaria que designa os integrantes do Comitê Gestor do Programa de Rastreabilidade de Bovinos e Bubalinos do Estado do Tocantins, formado pela Seagro, Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh), Adapec, Ruraltins e Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins).

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As atribuições incluem, definir diretrizes, prioridades e metas estratégicas do programa, acompanhar indicadores e resultados da implantação, aprovar o planejamento anual e propor ajustes técnicos, operacionais e institucionais.

A cadeia produtiva é representada pela Associação Tocantinense de Novilho Precoce (ATNP), Sindicato das Indústrias Frigoríficas de Carnes e Derivados do Estado do Tocantins (Sindicarne), Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (Faet/Senar) e Associação dos Criadores de Nelore do Tocantins (ACNT).

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