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Em palestra na Capital, delegado aborda os desafios da Polícia Civil do Tocantins na aplicabilidade das leis da Escuta Especializada e Henry Borel

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O delegado da Polícia Civil do Tocantins, Rodrigo Santili do Vale, titular da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolscente (DPCA – Palmas), participou nesta sexta-feira, 17, em Palmas, do Seminário Estadual Alusivo ao dia 18 de maio, data em que se comemora o dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

No seminário, que contou com a participação de várias entidades de instituições que formam a rede de proteção à criança e ao adolescente, no Estado do Tocantins, o delegado Rodrigo Santili ministrou a palestra intitulada “Os desafios da Polícia Civil na implementação da Lei 13.431/2017, que instituiu a escuta protegida e normativa e organizou o sistema de garantias de crianças e adolescentes vítimas de violência, bem como criou mecanismos para coibir a violência praticada contra esse grupo vulnerável.

Na ocasião, a autoridade policial também palestrou sobre a Lei 14.344/2022, conhecida como Lei Henry Borel, que estabelece medidas protetivas específicas para crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica e familiar.

De forma clara e precisa, o delegado abordou sobre os principais aspectos técnicos que permeiam as duas Leis e discorreu sobre a aplicabilidade das mesmas no dia a dia da Delegacia de Proteção a Crianças e Adolescentes de Palmas.

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Foco na proteção

O delegado Santilli também falou sobre violência institucional, atendimento de saúde x produção probatória e a não aplicabilidade da Lei 9.099/1995, que trata dos procedimentos do Juizado Especial Criminal, onde crimes de menor potencial ofensivo são julgados.

A autoridade policial destacou que a violência contra crianças e adolescente, por óbvio, não pode ser considerada crime de menor potencial ofensivo. Assim, a DPCA trata de delitos de alta gravidade e que precisam ser minuciosamente investigados para que a Polícia Civil possa promover os devidos indiciamentos na forma da lei.

Escuta especializada

Devido a alta incidência de crimes, sobretudo, de natureza sexual, praticados contra menores e adolescentes, o Estado Brasileiro tem criado leis que possam não somente punir os agressores com mais rigor, mas também assegurar que as vítimas possam ter seus direitos preservados e garantidos. Desse modo, o delegado Rodrigo Santili ao falar sobre a escuta especializada para crianças e adolescentes, destacou que a atuação da DPCA se dá no sentido de facilitar com que as vítimas, por meio de procedimento especial, possam ser ouvidas de maneira mais célere e adequada fornecendo elementos visando subsidiar o inquérito policial instaurado.

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Ao final de sua palestra, o delegado Santilli respondeu aos questionamentos do público presente e reforçou o comprometimento da Polícia Civil nas investigações e na promoção de mecanismos que tem por objetivo trazer ainda mais segurança para crianças e adolescentes, com a devida aplicação das leis vigentes.

“É muito gratificante ter a oportunidade de participar de um evento como esse, onde estão sendo discutidas leis tão importantes que visam proteger nossas crianças e adolescentes. Também foi de grande relevância poder explicar de forma detalhada e técnica, como a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente atua no seu dia a dia e faz uso dessas duas leis para oferecer um trabalho de excelência em prol de crianças e adolescentes”, destacou o delegado.

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TOCANTINS

Projeto piloto de identificação neonatal atende 28 recém-nascidos e emite primeiras carteiras de identidade no Tocantins

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A Secretaria de Estado da Segurança Pública do Tocantins (SSP/TO) concluiu, neste domingo, 31, o projeto piloto de identificação neonatal realizado no Hospital e Maternidade Dona Regina, em Palmas. Durante os três dias de ação, realizada por meio do Instituto de Identificação, 28 recém-nascidos passaram pelo processo de cadastramento biométrico e duas Carteiras de Identidade Nacional (CIN) já foram emitidas e entregues às famílias.

A iniciativa teve como objetivo avaliar a tecnologia e os procedimentos necessários para a implantação da identificação civil desde os primeiros dias de vida. Ao longo da ação, equipes do Instituto de Identificação realizaram a coleta de dados biométricos dos bebês, incluindo imagens faciais, perioculares da íris e impressões digitais, além da análise dos fluxos de atendimento e da integração dos sistemas utilizados.

O projeto permitiu testar, em ambiente real, as etapas do cadastramento biométrico neonatal, desde o atendimento aos pais e responsáveis até a captura das informações necessárias para a emissão do documento de identidade.

Para a diretora do Instituto de Identificação, Elaine Monteiro Tonon, os resultados alcançados demonstram a viabilidade da iniciativa e reforçam a importância da identificação civil ainda nos primeiros dias de vida. “Os resultados foram positivos e confirmaram a viabilidade da identificação neonatal no Tocantins. Já estamos em processo de aquisição do sistema para ampliar essa iniciativa. Além de garantir o acesso à documentação civil desde os primeiros dias de vida, a biometria neonatal representa um importante avanço na segurança dentro das maternidades, contribuindo para prevenir situações como a troca e tráfico de bebês, além de fortalecer a identificação dos recém-nascidos”, destacou.

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