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Material produzido pela Secretaria de Povos Originários e Tradicionais é utilizado por professores em sala de aula no Tocantins

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O material de comunicação produzido pela Secretaria de Povos Originários e Tradicionais do Tocantins (Sepot) está sendo usado de novas maneiras. Além de informar a população sobre ações e projetos  realizados com os povos indígenas e quilombolas do Estado, tem servido como material didático em escolas públicas do Tocantins.

Na Escola Estadual Nossa Senhora de Fátima, em Natividade, a professora de geografia e coordenadora de área, Verônica Albuquerque, utilizou materiais sobre povos originários do Tocantins postados no site institucional e nas redes sociais da Sepot. Estes materiais foram utilizados nas aulas ministradas para as turmas de 9° ano. “Com a metodologia adotada, os alunos puderam ver como fazer pesquisa para aprimorar ainda mais o conhecimento sobre os indígenas do Tocantins”, disse.

Durante a aula, a professora falou sobre a secretária Narubia Werreria, a primeira indígena a sumir do primeiro escalão do Governo do Estado do Tocantins. “Os alunos ficaram encantados, pois não sabiam da existência dessa secretaria e que o acesso às informações era tão eficiente”.

Para fixar o conteúdo, após as aulas que utilizaram materiais da secretaria, duas turmas fizeram uma exposição no pátio para os demais estudantes verem sobre povos originários do Tocantins. Inspirados em materiais gráficos produzidos pela Sepot, desenharam e pintaram mapas que informam onde cada etnia indígena está localizada no Estado. “Trabalho aqui há 15 anos e sempre tivemos muita dificuldade para encontrar material que falasse sobre os povos indígenas do nosso estado. Encontramos informações dispersas, mas nada com muita eficiência didática. Passando pela página dos Povos Originários e Tradicionais no Instagram, vi uma postagem sobre os povos originários e montei um slide com essa temática”, acrescentou.

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“Sempre abordamos o assunto em sala de aula e quis apresentar para o meu alunado essa nova secretaria e sua importância para conhecermos melhor esses povos. Mostrei o site, os slides e no mapa onde estavam as populações indígenas do estado. Os alunos interagiram bastante e gostaram muito, pois não conheciam detalhadamente da forma que mostrei ali. Utilizamos esse material para uma exposição no final. Eles próprios confeccionaram um mapa do Tocantins que destaca os povos originários, como forma de memorização. A metodologia adotada foi a memorização, utilizando cartografia e arte para que pudessem conhecer cada vez mais os povos. Foi muito bom”, finalizou.

O diretor de Proteção aos Indígenas, Paulo Waikarnãse Xerente, acredita que o trabalho da Secretaria de Povos Originários e Tradicionais é muito importante. “É muito gratificante para nós que as pessoas procurem pelas informações que divulgamos de forma direta e indireta. É o reconhecimento do nosso trabalho dia a dia junto aos povos tradicionais”, disse.

Tocantínia

Em Tocantínia, a rede pública municipal também utiliza o material da Sepot em suas aulas. O professor de biologia Samuel Marques, do Centro Educacional Fé Alegria Frei Antônio, ministra a disciplina eletiva de Protagonismo. Durante a Semana dos Povos Indígenas, desenvolvemos várias ações com nossos alunos, visando a divulgação, fortalecimento e valorização da cultura indígena na escola. Durante a semana, o professor e os professores parceiros promoveram atividades como pinturas corporais indígenas, exposição de artefatos indígenas, danças e cantos tradicionais, além de uma viagem às terras indígenas para participar das atividades culturais.

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“Na minha eletiva há alunos do sexto ao nono ano, onde trabalhamos a questão da representatividade cultural tocantinense. Vamos abordar também a cultura do ribeirinho, a cultura indígena e a cultura dos quilombolas, trabalhando a questão do turismo cultural, diversidade, tudo em um único projeto. Focando no mês de abril, que é o mês do povo indígena, fizemos visita a uma escola indígena aqui no Tocantins, além de visitar uma aldeia. Também realizamos alguns trabalhos na escola, em sala de aula e no pátio, trazendo a aldeia até a escola e levando a escola até a aldeia e nisso, utilizando o material disposto no site e nas redes da Sepot”, disse.

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TOCANTINS

Tocantins fortalece monitoramento da qualidade da água com parceria entre Semarh, UFT e FAPTO

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O Governo do Tocantins deu mais um passo para fortalecer a gestão dos recursos hídricos e ampliar o conhecimento sobre a qualidade das águas que abastecem o estado.

Nesta quinta-feira, 11, a Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) formalizou um Termo de Convênio com a Universidade Federal do Tocantins (UFT) e a Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (Fapto), durante cerimônia realizada na Reitoria da universidade, em Palmas.

A parceria prevê a execução de pesquisas aplicadas e análises laboratoriais voltadas ao monitoramento da qualidade da água em rios e lagos tocantinenses. Ao longo de dois anos e seis meses, equipes técnicas irão realizar coletas e avaliações em 80 pontos estratégicos distribuídos pelas diferentes regiões do estado.

A iniciativa busca gerar informações científicas capazes de subsidiar políticas públicas voltadas à preservação dos recursos hídricos, ao acesso à água de qualidade e à ampliação do saneamento básico.

O trabalho também contribui diretamente para o cumprimento do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável (ODS) 6, da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que trata da garantia da disponibilidade e da gestão sustentável da água para todos.

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Durante a assinatura do convênio, o secretário do Meio Ambiente e Recursos Hídricos, Marcello Lelis, destacou que a parceria fortalece a integração entre o poder público e a academia, proporcionando maior agilidade e eficiência na produção de dados técnicos.

“Estamos unindo a experiência da Semarh à excelência técnica da universidade para ampliar nossa capacidade de monitoramento e garantir análises mais rápidas e precisas sobre a qualidade das águas tocantinenses”, ressaltou o secretário.

A reitora da UFT, Maria Santana, enfatizou o papel da universidade na produção de conhecimento voltado ao desenvolvimento sustentável e reafirmou o compromisso da instituição em contribuir com a gestão ambiental do estado por meio de sua estrutura técnica e científica.

Para o presidente da Fapto, Leonardo Araújo, a iniciativa representa um avanço na modernização da política estadual de recursos hídricos, fortalecendo a inovação e a utilização da ciência como ferramenta de apoio à tomada de decisões.

Rede de monitoramento

O  convênio amplia uma estrutura de monitoramento já consolidada pela Semarh. Atualmente, o estado opera uma rede composta por aproximadamente 80 estações hidrometeorológicas distribuídas nas principais bacias hidrográficas tocantinenses.

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As Plataformas de Coleta de Dados (PCDs) realizam o acompanhamento em tempo real de indicadores como precipitação, níveis dos rios e vazões, fornecendo informações estratégicas para ações de segurança hídrica, prevenção de enchentes e enfrentamento de períodos de estiagem.

 Além do monitoramento hidrológico, o Tocantins mantém uma rede de vigilância da qualidade da água com dezenas de pontos de acompanhamento ambiental. Por meio de análises laboratoriais e sondas multiparamétricas, são avaliados indicadores físicos, químicos e biológicos que permitem acompanhar as condições dos corpos hídricos e calcular o Índice de Qualidade da Água (IQA).

 Com a nova parceria, o estado amplia sua capacidade técnica de produzir informações qualificadas sobre seus recursos hídricos, fortalecendo o planejamento ambiental e contribuindo para a preservação de um dos patrimônios naturais mais estratégicos para o desenvolvimento sustentável do Tocantins.

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