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SSP/TO e Secretaria da Mulher capacitam profissionais que atuam em bares e restaurantes para agirem em casos de violência

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Cinquenta alunos, entre profissionais que trabalham com eventos, em bares, restaurantes ou casas noturnas receberam, nesta manhã de terça-feira, 26, uma capacitação sobre o protocolo “Não é não”. O evento acontece na Escola Superior de Polícia (Espol) e é   realizado pela Secretaria da Segurança Pública, em parceria com a Secretaria da Mulher e a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel). Outra turma de alunos receberá a capacitação no período da tarde.

Durante a abertura, o secretário da Segurança Pública Wlademir Mota Oliveira reforçou a importância de capacitar esse público para lidar com situações que envolvem violência contra a mulher. “Essa ação começa hoje, mas nosso projeto é levar para todos os municípios do Estado para que cada estabelecimento tenha pelo menos uma pessoa qualificada para atender ao protocolo. Nós não podemos mais permitir esse tipo de violência, não importa o lugar”, destacou o secretário.

A secretária da Mulher Berenice Barbosa destacou a importância das parcerias para o enfrentamento à violência. “O Governo do Tocantins está junto, porque sozinho não trabalhamos. O governador Wanderlei Barbosa sempre fala: precisamos sair de nossas caixas, trabalhar de forma transversal, buscar apoio e parcerias e é exatamente isso, precisamos nos unir para que nossas mulheres sejam protegidas, cuidadas e amadas. A partir de agora seremos ainda maiores porque vamos multiplicar os saberes”, afirmou.

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Para Wilanildo de Almeida Pinheiro, presidente da Abrasel Tocantins, o workshop vai auxiliar na prática diária dos estabelecimentos. “Além de estar cumprindo a lei, vamos estar cumprindo nosso papel social de proteger as mulheres e de fazer o que deve ser feito. Esse momento é muito importante para que as pessoas sejam orientadas e saibam como agir. Tenho certeza que terá um ótimo resultado”, avaliou.

Quem também ficou contente com a oportunidade de capacitação foi Ciro Soares, gerente de um restaurante da Capital. “É muito importante essa capacitação, pois a mulher tem que ser respeitada em qualquer local que ela for. Agora a gente vai ficar ainda mais preparado para saber cumprir a lei”, disse.

Protocolo Não é Não

A lei visa prevenir o constrangimento e a violência contra a mulher em ambientes nos quais sejam vendidas bebidas alcoólicas, como casas noturnas, boates e casas de espetáculos musicais em locais fechados ou shows.

Nos estabelecimentos deve haver pelo menos uma pessoa qualificada para atender ao protocolo. Em locais visíveis, também devem ter os telefones da Polícia Militar e da Central de Atendimento à Mulher (Ligue 180).

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A lei define como constrangimento qualquer insistência, física ou verbal, sofrida pela mulher depois de manifestar a sua discordância com a interação. Já a violência é caracterizada como o uso da força, resultando em lesão, morte e dano psicológico, entre outros, conforme a legislação penal.

Programação

Durante o workshop o público será informado sobre aspectos gerais da lei e sua aplicabilidade; procedimentos a serem realizados em constatação da situação de constrangimento e violência contra a mulher; apresentação das medidas a serem adotadas pelos estabelecimentos e seus colaboradores, entre outros.

As facilitadoras do evento são: Pollyana Lopes Assunção – Defensora Pública Estadual; Cinthia Paula de Lima – Delegada de Polícia Civil;  Isabelle Rocha Valença Figueiredo – Promotora de Justiça do MPE; Major Flávia Roberta Pereira de Oliveira – Patrulha Maria da Penha; Sarah Lilian de Souza Rezende – Delegada da Mulher.

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SAÚDE

No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, Governo do Tocantins destaca ações de incentivo à amamentação

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No Dia Mundial de Proteção ao Aleitamento Materno, celebrado nesta quinta-feira, 21, o Governo do Tocantins destaca o fortalecimento de ações de incentivo e apoio à amamentação. No Hospital e Maternidade Dona Regina Siqueira Campos (HMDR), em Palmas, a hora dourada (Golden Hour) é considerada uma etapa fundamental para o sucesso do aleitamento materno.

A hora dourada, período que compreende os primeiros 60 minutos de vida do bebê, é decisiva para a adaptação ao ambiente externo, o contato pele a pele imediato e o início da amamentação, fatores que contribuem para o fortalecimento do vínculo entre mãe e filho. O clampeamento oportuno do cordão umbilical e o estímulo à amamentação na primeira hora de vida estão entre as medidas priorizadas pelas equipes de saúde da unidade hospitalar.

O secretário de Estado da Saúde, Carlos Felinto, destaca a importância das ações desenvolvidas nas maternidades estaduais. “As nossas equipes estão capacitadas para garantir as práticas de estímulo à amamentação, promovendo um atendimento mais seguro, humanizado e acolhedor às mães e aos recém-nascidos”, pontua.

Hora dourada

A recomendação é que o contato pele a pele seja mantido por pelo menos uma hora. Em partos normais, esse tempo costuma ser facilmente preservado. Já nas cesarianas, o período pode ser reduzido devido aos procedimentos cirúrgicos e à necessidade de transferência da paciente, mas mesmo em intervalos menores já apresentam benefícios importantes.

A médica pediatra Bruna Muller explica que o contato pele a pele é uma das práticas mais importantes da Golden Hour. “O contato ajuda o recém-nascido a fazer essa transição da vida intrauterina para o ambiente externo, de forma mais tranquila e segura. Quando o bebê é colocado no colo da mãe logo após o nascimento, ele reconhece a voz, o cheiro, o calor e os batimentos cardíacos que já conhecia dentro da barriga. Isso favorece a regulação da respiração, da temperatura corporal e dos batimentos cardíacos, além de fortalecer o vínculo afetivo entre mãe e filho”, ressalta.

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A paciente Ana Keila Lopes Soares compartilhou a emoção de vivenciar o contato pele a pele logo após o nascimento do seu bebê no Hospital e Maternidade Dona Regina. “Já é o meu quarto filho e, em todas as experiências, tive esse contato pele a pele após o nascimento, o que determinou o sucesso da amamentação. Quando o bebê nasce e é colocado no colo, a gente sente que está tudo bem, que ele está saudável. O contato é totalmente diferente, muito mais intenso”, enfatizou.

Mãe pela primeira vez, Débora Letícia Barbosa Costa relatou a emoção de vivenciar a hora dourada após o parto. “Eu já conhecia a importância desse momento antes mesmo do nascimento do meu bebê. Quando ele nasceu e foi colocado no meu peito ainda na sala de parto, senti um alívio muito grande por vê-lo bem e comigo. Foi um momento muito marcante na minha vida como mãe. Consegui amamentá-lo ainda na primeira hora de vida. Apesar das dificuldades iniciais, a equipe foi muito parceira, me ajudou e me acolheu. Todo mundo que me atendeu me fez sentir respeitada e segura durante o parto”, salientou.

Além do cuidado humanizado e das ações de incentivo ao aleitamento materno, o Hospital e Maternidade Dona Regina também se destaca pelos números expressivos na assistência materno-infantil. Em março deste ano, a unidade alcançou a marca de 436 partos realizados, refletindo a atuação da equipe na assistência materno-infantil. Desse total, 184 foram partos normais, correspondendo a 42% dos procedimentos, enquanto 252 ocorreram por cesariana, representando 58% dos nascimentos registrados no período. Os dados evidenciam o compromisso da unidade em garantir atendimento seguro e qualificado às gestantes, respeitando as necessidades clínicas de cada caso.

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Estrutura e suporte

A Equipe Matricial de Humanização (EMH) da maternidade é composta por profissionais como fisioterapeuta, enfermeira, psicólogas, assistentes sociais e administrativa. Mensalmente, é realizado um conjunto de ações voltadas à preparação de gestantes e acompanhantes. Entre as atividades, está o curso de preparação para o parto, ofertado em formato presencial e on-line, oficina de amamentação ofertada a cada dois meses de forma on-line, sob orientação de uma profissional de fonoaudiologia, com apoio da equipe de humanização.

Outro serviço disponível é a visita guiada à maternidade, momento em que gestantes e acompanhantes conhecem a estrutura e o fluxo de atendimento. A atividade é agendada e ocorre, em geral, às terças-feiras, podendo haver datas extras conforme a demanda. Para garantir melhor organização e acolhimento, os grupos são reduzidos.

As iniciativas têm como objetivo preparar as gestantes para o parto, o nascimento e os primeiros cuidados com o bebê, incluindo orientações sobre a Golden Hour e o início da amamentação ainda nas primeiras horas de vida.

Aleitamento materno

O leite materno é o melhor alimento para bebês e a forma de proteção mais eficiente para diminuir as taxas de mortalidade infantil. Segundo o Ministério da Saúde, a amamentação é capaz de reduzir em até 13% os índices de mortes de crianças menores de cinco anos.

O aleitamento materno protege a criança da diarreia, de infecções respiratórias e alergias, além de evitar o risco de desenvolver hipertensão, colesterol alto, diabetes e obesidade na vida adulta. Mães que amamentam também são protegidas em relação a diversas doenças. O Ministério da Saúde recomenda a amamentação até os dois anos de idade ou mais e, de forma exclusiva, nos seis primeiros meses de vida.

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