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Governo do Tocantins dialoga sobre ordenamento turístico com comunidades Quilombolas do Jalapão

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O Governo do Tocantins, por meio do Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins), promoveu nesta sexta-feira, 29, uma reunião para dialogar com representantes das Comunidades Quilombolas Mumbuca e Boa Esperança no Jalapão sobre o ordenamento do turismo de base comunitária da Região Norte do Parque Estadual do Jalapão (PEJ).

A intenção foi ouvir as demandas das comunidades, tratar de melhorias e da normatização do acesso à estrada que liga a Comunidade Quilombola Mumbuca à Boa Esperança, após a construção da ponte sobre o Rio Soninho, além de levantar as potencialidades para geração de renda e oferta turística desta região que está localizada no interior do PEJ.

O presidente do Naturatins, Renato Jayme, abriu a reunião ressaltando que o desenvolvimento socioeconômico sustentável na região do Jalapão é uma das prioridades da gestão de Wanderlei Barbosa. “Nosso governador tem um olhar atento e está sempre em busca de alternativas de geração de renda e oportunidades para os moradores desta região. Estamos aqui com o propósito de atender à determinação dele de ouvi-los e discutirmos alternativas de turismo de base comunitária e também para normatizar de forma sustentável, o acesso entre as comunidades do Mumbuca e Boa Esperança”, frisou.

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Após a construção da ponte sobre o Rio Soninho, houve a necessidade de se discutir sobre o ordenamento turístico da região que envolve o acesso entre as Comunidades do Mumbuca e Boa Esperança.

“É uma forma de trazer segurança para os investimentos das comunidades. Se deixarmos que o turismo ocorra de forma desordenada, elas podem passar despercebidas dentro desse processo. E esse aspecto novo é necessário que seja planejado em conjunto com os moradores da região, para que possa ser desenvolvido de maneira sustentável”, explicou o diretor de Biodiversidade e Áreas Protegidas do Naturatins, Warley Rodrigues.

Presente na reunião, a supervisora da Área de Proteção Ambiental (APA) do Jalapão, Rejane Nunes, reforçou que o desenvolvimento desse ordenamento turístico na região é fundamental para que as comunidades possam desenvolver seus negócios e trazer melhorias para suas famílias, ao mesmo tempo que preservam a natureza.
Os representantes das comunidades apresentaram sugestões a serem implementadas e mostraram-se otimistas quanto aos pontos discutidos.

O senhor Adão Ribeiro Cunha, morador da Comunidade Boa Esperança, revelou que com o benefício da estrada e a implementação das demandas sugeridas, o próximo passo é a realização do sonho de ver os empreendimentos das comunidades prosperarem.

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A presidente da Associação da Comunidade Mumbuca, Railane Ribeiro, pontuou que a expectativa é facilitar o deslocamento da Comunidade Boa Esperança para outras localidades. Além de trazer melhorias no que se refere ao turismo e ao desenvolvimento socioeconômico da região.

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Romaria do Senhor do Bonfim em Natividade reúne fiéis e movimenta fé, cultura e economia no Tocantins

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Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.

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Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.

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