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Hemocentro de Araguaína realiza treinamento de brigada de incêndio

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Na sexta-feira, 13, das 8h às 12h, a equipe do Hemocentro Regional de Araguaína (HEMARA) realiza treinamento de Brigada de Incêndio, no Quartel do Corpo de Bombeiro Militar. Um dos principais objetivos é capacitar os servidores quanto à utilização dos equipamentos de combate ao incêndio; procedimentos de resposta aos cenários de emergências e para evacuação dos locais de trabalho com segurança e dispositivos de alarme existentes.

Segundo a gerente técnica do Hemocentro, Talytta Araújo, “a ação acontece anualmente, o treinamento é com a parte teórica e prática e a equipe que faz parte da brigada de incêndio são os colaboradores, em torno de 20 pessoas, homens e mulheres. Selecionamos dois, três de cada área, setor e cada período também, ou seja, noturno, matutino e vespertino”.

O servidor, Iris Gomes de Abreu, destacou a importância do treinamento. “De grande relevância porque, além de atender os requisitos que exigem as normas de segurança do trabalho na qual a gente trabalha, também a importância de conter o princípio de incêndio na instituição, caso possa ocorrer causando danos tanto materiais como pessoais. Todos os órgãos deveriam ter sua brigada de incêndio”, completou.

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O soldado do 2º BBM, Eduardo Brito, esclareceu o papel do brigadista. “Ele é o primeiro que vai combater o fogo, que pode identificar se realmente é um princípio de incêndio, ou um incêndio já propriamente dito, no caso, se já perdeu o controle. O Brigadista vai agir no princípio de incêndio e também no incêndio, mas de formas diferentes. Por exemplo, no princípio de incêndio, o brigadista irá identificar qual é o tipo de material que está queimando para saber qual é o extintor correto de se utilizar, se for um incêndio maior, além de ajudar irá acionar imediatamente o Corpo de Bombeiros”.

Nessa época do ano, que tem aumento nos focos de incêndios, o cuidado é maior. “Com esse calor é mais fácil a combustão, né? É mais fácil pegar fogo, principalmente na vegetação. E se tiver algum prédio ou então até um carro próximo a uma mata que esteja pegando fogo, é também um risco, porque pode estar passando para esse carro, pode estar passando para essa edificação, no caso o prédio, casa etc. O brigadista tem que estar consciente do que ele tem que agir, já tentar controlar as chamas, se tiver ali um extintor. No caso de um fogo na mata, é mais difícil, teria que chamar realmente a ajuda especializada, 193, imediatamente”, completou o bombeiro Brito.

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TOCANTINS

Romaria do Senhor do Bonfim em Natividade reúne fiéis e movimenta fé, cultura e economia no Tocantins

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Depois de quatro anos sem retornar ao povoado do Bonfim, Maria Inês Mendes veio de Tucumã, no Pará, para participar novamente da Romaria do Senhor do Bonfim, em Natividade, realizada de 6 a 17 de agosto. É a quinta vez que ela faz a viagem, desta vez também para agradecer por uma graça alcançada. “Tenho muita fé no Senhor do Bonfim”, ressalta a romeira.
O relato de Maria Inês ajuda a dimensionar o alcance de uma celebração que, todos os anos, leva milhares de pessoas ao município de Natividade, localizado a cerca de 277 km de Palmas. No povoado, o Santuário Diocesano do Senhor do Bonfim recebe fiéis que chegam de diferentes lugares para participar das celebrações religiosas.
A origem da devoção remonta ao ano de 1750. De acordo com a narrativa preservada pela comunidade, uma imagem de Cristo crucificado foi encontrada por um vaqueiro na zona rural. Com o passar do tempo, o lugar se tornou destino de peregrinação e contribuiu para a formação do próprio povoado do Bonfim.
Em 2026, o Festejo do Senhor do Bonfim passou a integrar oficialmente o Patrimônio Cultural Imaterial e Histórico do Estado do Tocantins, reforçando a importância da celebração para a preservação da história e da cultura tocantinense.
Durante a missa campal, neste sábado, 15, Dom Pedro, administrador apostólico diocesano, abordou em sua homilia a importância da fé para a vida em sociedade, destacando o amor ao próximo, a solidariedade e o cuidado com as pessoas como valores que precisam estar presentes também nas relações cotidianas.
A presença da religiosidade na cultura tocantinense não se limita ao Bonfim. Na região sudeste, as Folias do Divino, em Natividade, e as Cavalhadas de Taguatinga preservam costumes ligados às comunidades locais. A Suça, também fortemente associada a Natividade, integra esse conjunto de manifestações culturais; e, no Jalapão, os Caretas de Lizarda fazem parte das tradições da Semana Santa.
Movimento que vai além do santuário
Nos dias de romaria, a circulação de visitantes muda também a rotina de Natividade e do povoado do Bonfim. Restaurantes, barracas, hospedagens, transporte, comércio e outros serviços recebem uma demanda maior, criando oportunidades para vendedores, pequenos empreendedores e trabalhadores locais.
O fluxo de visitantes ainda abre espaço para conhecer outros atrativos de Natividade. O município reúne patrimônio histórico, arquitetura, gastronomia e costumes que complementam a experiência de quem chega pela romaria e fortalecem o turismo religioso e cultural.
A romaria também mobiliza uma estrutura de serviços públicos para atender o grande fluxo de pessoas no período. Entre as ações estão pontos de apoio aos romeiros, com alimentação e cuidados básicos de saúde, além do reforço das Forças de Segurança, atendimento de emergências, fiscalização e orientação no trânsito. Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros, Departamento Estadual de Trânsito do Tocantins (Detran) e outros órgãos estaduais atuam durante os festejos para atender moradores, visitantes e romeiros que chegam a Natividade.

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Assim, enquanto romeiros como Maria Inês chegam ao Bonfim por motivos pessoais de fé, a celebração também coloca em circulação histórias, tradições e atividades que fazem parte da vida de Natividade há séculos.

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