GURUPI

INCINERAÇÃO DE ENTORPECENTES

Em 14 dias, Polícia Civil incinera mais de 200kg de entorpecentes apreendidos em Gurupi e região

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Mais de 130kg de maconha foram incinerados na tarde desta quinta-feira, 6, pelas equipes que compõem a 7ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Gurupi (7ª DRPC). A incineração ocorreu em uma cerâmica no município vizinho de Dueré. Os entorpecentes foram apreendidos durante as ações de combate ao tráfico de drogas dentro da Operação Hórus, realizadas pelas Polícias Civil, Militar (PM) e Rodoviária Federal (PRF).

Essa é a segunda incineração em 14 dias. No dia 22 de junho, a 7ª DRPC incinerou mais 115kg de entorpecentes entre crack, cocaína e maconha. Ambos procedimentos foram acompanhados por representantes do Ministério Público Estadual (MPE) e da Vigilância Sanitária.

“É um processo que tem acontecido com bastante frequência aqui na regional. Temos buscado não deixar acumular entorpecentes apreendidos. Logo após o laudo preliminar e a aliquotagem do entorpecente, já estamos representando junto ao Poder Judiciário para autorizar a incineração das drogas”, destaca o delegado regional Joadelson Rodrigues Albuquerque.

Participaram da ação policiais civis da 83ª Delegacia de Dueré, da 84ª Delegacia de Formoso do Araguaia, da 3ª Divisão Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (3ª DHPP – Gurupi) e da 8ª Divisão Especializada de Repressão ao Crime Organizado (DEIC – Gurupi).

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POLÍCIA

Ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins para extração de dados de celulares é disponibilizada para forças de segurança de todo o país

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Uma ferramenta inédita desenvolvida no Tocantins foi disponibilizada gratuitamente para instituições de segurança pública de todo o Brasil. A tecnologia é voltada à extração de evidências digitais em aparelhos celulares apreendidos. A aplicação MOB158 foi desenvolvida pelo delegado de Polícia Civil Fellipe Crivelaro para auxiliar policiais na documentação de informações presentes em dispositivos móveis, observando os requisitos legais da cadeia de custódia digital.

O nome da ferramenta faz referência à palavra inglesa mobile (celular) e ao artigo 158 do Código de Processo Penal, que trata da cadeia de custódia das evidências. A aplicação permite realizar capturas de tela (screenshots) e gravações da tela (screen recorder) de aparelhos com sistema Android, gerando registros organizados que podem ser utilizados durante investigações criminais.

Um dos principais diferenciais do MOB158 é que todo o processo de extração é realizado em conformidade com as normas previstas nos artigos 158-A e seguintes do Código de Processo Penal, que disciplinam a preservação da cadeia de custódia das provas digitais.

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Para garantir a autenticidade das evidências coletadas, a ferramenta gera automaticamente hashes criptográficos, que funcionam como uma impressão digital única de cada arquivo produzido. Caso qualquer imagem ou vídeo seja alterado posteriormente, mesmo que minimamente, o hash também será modificado, permitindo identificar imediatamente qualquer tentativa de adulteração da prova. Esse procedimento é amplamente utilizado na perícia digital para demonstrar que o conteúdo permaneceu íntegro desde sua coleta.

Além disso, o sistema utiliza chaves PEM, padrão internacional empregado para armazenamento de certificados e chaves criptográficas. Elas permitem a assinatura digital dos arquivos produzidos, conferindo autenticidade ao material e possibilitando verificar que os registros foram gerados pela ferramenta.

Outro recurso da plataforma é a possibilidade de personalização do relatório de extração. Cada instituição pode inserir sua identidade visual, além de informações como número do procedimento policial e identificação do envelope de vestígio, facilitando a documentação e o gerenciamento da prova digital.

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